Resposta Rápida:
O visto para Mali é um documento consular obrigatório para cidadãos brasileiros, devendo ser solicitado junto à Embaixada em Brasília antes da viagem. O cenário atual exige a obtenção prévia de visto em papel, pois o país não oferece visto na chegada para passaportes comuns. Embora o sistema de e-Visa tenha iniciado testes em dezembro de 2025 para categorias restritas, o visto consular físico em etiqueta (sticker) é o único procedimento mandatório e seguro para portadores de passaporte comum. Os requisitos incluem passaporte válido, CIVP de Febre Amarela (mandatório com antecedência de 15 dias), comprovantes financeiros autenticados e de hospedagem.
Visto para Mali: requisitos consulares e análise de segurança para viajantes
O Mali, nação encravada na África Ocidental, possui um legado histórico e cultural inestimável, berço de impérios antigos e arquitetura singular. Entretanto, o cenário de segurança contemporâneo impõe barreiras severas e riscos elevados para visitantes estrangeiros. O planejamento de uma viagem a este destino exige mais do que interesse turístico; demanda uma compreensão profunda da volatilidade local e o cumprimento rigoroso dos procedimentos burocráticos para a emissão do visto para Mali. A Mundial Vistos atua como consultoria especializada na gestão desses trâmites consulares, quando a solicitação de visto junto às autoridades do Mali está operacional e acessível para brasileiros, enfatizando que a decisão de viajar deve ser fundamentada em uma avaliação de risco criteriosa e atualizada.
Contexto de segurança e alertas internacionais
A estabilidade interna do Mali sofreu uma deterioração progressiva e alarmante ao longo da última década. Governos de potências globais, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália, mantêm atualmente classificações de risco máximo para o país, com alertas de nível 4/‘Do Not Travel’ e recomendações de não viajar a Mali. Esta postura diplomática não é exagerada, mas sim um reflexo direto de ameaças tangíveis à integridade física de qualquer cidadão estrangeiro em solo maliano.
Atividade terrorista e conflitos armados
Organizações extremistas, com destaque para o Jama’a Nusrat ul-Islam wa al-Muslimin (JNIM), expandiram suas zonas de operação para além das regiões desérticas do norte. A ameaça terrorista permeia todo o território, incluindo a capital, Bamako, e suas vias de acesso. O risco de sequestro de ocidentais é crítico e constante, utilizado como ferramenta de financiamento e barganha política por esses grupos.
Além do terrorismo transnacional, o país enfrenta conflitos interétnicos violentos e um aumento substancial na criminalidade comum, como roubos à mão armada e assaltos em rodovias (banditismo). A distinção entre zonas de conflito e áreas seguras tornou-se difusa, exigindo vigilância ininterrupta.
Instabilidade política e governança
O ambiente político do Mali é marcado pela imprevisibilidade institucional. O país opera sob um regime militar desde o golpe de estado de agosto de 2020. A governança sofreu novos abalos com medidas autoritárias recentes. Em 13 de maio de 2025, a autoridade de transição decretou a dissolução de todos os partidos políticos e organizações de natureza política em Mali, num contexto de agravamento da repressão estatal, aprofundando o isolamento diplomático e o retrocesso democrático.
Desde abril de 2024, as atividades de partidos políticos e associações políticas estão suspensas por decreto da junta militar, o que consolidou a instabilidade institucional observada ao longo de 2025. Consultas nacionais organizadas pelo regime recomendaram conceder ao líder da junta, Assimi Goïta, um mandato presidencial renovável de cinco anos a partir de 2025, sem cronograma claro para eleições democráticas. Tal cenário resulta em manifestações repentinas e repressão estatal, criando um ambiente hostil para estrangeiros.
Crise de abastecimento e infraestrutura
A infraestrutura básica do Mali enfrenta colapsos frequentes. Desde setembro de 2025, o grupo JNIM passou a atacar sistematicamente comboios de caminhões-tanque que abastecem Mali, provocando um bloqueio de combustível que gerou escassez aguda de gasolina e diesel em Bamako, suspensão temporária de aulas, paralisação de serviços e agravamento dos apagões que já ocorrem desde 2020.
Diante deste quadro, o Departamento de Estado dos EUA autorizou, em outubro de 2025, a saída de funcionários não essenciais e de seus dependentes da Embaixada em Bamako, reduzindo ainda mais a capacidade de assistência consular no país.
Procedimentos para obtenção do visto consular
A legislação migratória do Mali é restritiva. Para cidadãos brasileiros, o cenário atual exige a obtenção prévia de visto em papel junto à representação de Mali; o país não oferece Visa on Arrival para portadores de passaporte comum brasileiro. Embora o sistema de e-Visa tenha iniciado testes em dezembro de 2025 para categorias restritas, o visto consular físico em etiqueta (sticker) é o único procedimento mandatório e seguro para portadores de passaporte comum. A Embaixada em Brasília exige que a apólice de seguro apresentada no dossiê mencione explicitamente a cobertura em áreas de ‘Alto Risco’ ou ‘Instabilidade Política’.
Local de solicitação
Em regra, todo o trâmite burocrático deve ser processado exclusivamente junto à Embaixada do Mali em Brasília, responsável pela emissão de vistos para residentes no Brasil, sendo que representações honorárias não processam vistos. Dada a natureza física do processo, que envolve o envio e retorno de documentos originais, recomenda-se iniciar a solicitação com antecedência mínima de 30 a 45 dias em relação à data pretendida de viagem.
Documentação exigida para turismo
A instrução processual exige a apresentação de documentos que comprovem o vínculo do viajante com o Brasil e sua capacidade de custeio. Vale ressaltar que o prazo de validade para entrar no país após a emissão do visto é definido a critério do cônsul; por isso, recomenda-se evitar solicitar o visto com excesso de antecedência, a fim de não correr o risco de que o prazo de entrada expire antes do embarque. Além disso, o Prazo de Estada concedido na admissão é geralmente de 30 dias, podendo ser prorrogado na Direction de la Police de Frontière em Bamako. A lista padrão inclui:
- Passaporte: O documento de viagem deve ser original e estar em bom estado de conservação. O passaporte deve possuir validade mínima de 6 meses e conter, obrigatoriamente, duas páginas em branco consecutivas para a colagem do visto e carimbos de fronteira.
- Formulários de solicitação: Devem ser preenchidos integralmente, sem rasuras, e assinados pelo requerente conforme o passaporte. Importante notar que os formulários oficiais estão no idioma francês; o preenchimento deve ser feito obrigatoriamente em francês, utilizando caneta de tinta preta e letras de forma. O uso de caneta azul ou letra cursiva tem sido motivo de recusa para redigitação em Brasília em janeiro de 2026, devendo-se utilizar termos técnicos em francês para evitar ambiguidades.
- Registros fotográficos: Duas fotos recentes em formato 3,5cm x 4,5cm. As fotos devem ter fundo cinza-claro ou off-white para garantir a compatibilidade com o software biométrico AES 2026, devendo o solicitante estar com expressão neutra, boca fechada e orelhas totalmente visíveis, garantindo a visibilidade total da face e testa.
- Comprovante de acomodação: É imperativo apresentar o original físico da carta-convite acompanhado de uma cópia do documento de identidade oficial do anfitrião. O NINA é exigido para anfitriões malianos; para anfitriões estrangeiros, é mandatória a cópia da Carte de Séjour biométrica válida. Certificar-se de que o número NINA ou os dados da residência estão legíveis na cópia do documento do anfitrião é crucial. A carta-convite original deve ter sido emitida e autenticada no Mali há no máximo 90 dias da data de entrega do dossiê no consulado.
- Capacidade financeira: O solicitante deve demonstrar solvência financeira para cobrir despesas de hospedagem, alimentação e transporte. Extratos digitais são aceitos desde que possuam código de verificação/QR Code ou autenticação mecânica bancária, acompanhados da última Declaração de Imposto de Renda completa.
- Itinerário aéreo: Diferente de outros destinos, a Embaixada exige a passagem aérea emitida (E-ticket) acompanhada do respectivo comprovante de quitação integral (invoice ou recibo de pagamento). Em janeiro de 2026, devido à volatilidade das companhias aéreas que ainda operam em Bamako (como Air Algérie e Ethiopian), a Embaixada passou a exigir que o comprovante mostre o método de pagamento (final do cartão ou autenticação bancária), para evitar fraudes com bilhetes cancelados após a emissão do visto. Em virtude da redução drástica da malha aérea para Bamako e do aumento do risco de imigração irregular para zonas de conflito, a passagem confirmada tornou-se condição sine qua non. Apresentar apenas a reserva (PNR) resulta na suspensão do processo até que o comprovante de pagamento seja enviado.
- Certificado de Antecedentes Criminais: Desde a unificação das taxas AES em 01/01/2026, a Embaixada do Mali em Brasília passou a solicitar o Certificado de Antecedentes Criminais da Polícia Federal (emitido nos últimos 30 dias) para todos os solicitantes de visto de turismo, como parte do novo protocolo de triagem antiterrorismo. Este documento deve ser apresentado em seu original em português, acompanhado obrigatoriamente de Tradução Juramentada para o francês.
- Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP): Documento original obrigatório comprovando a imunização contra a Febre Amarela.
- Equipamentos e Mídia: É estritamente proibida a entrada de equipamentos de comunicação via satélite (Starlink, telefones satelitais) para todos os viajantes. A tentativa de entrada com esses itens sem licença ministerial prévia resulta em confisco e custódia policial. Para jornalistas e profissionais de mídia, recomenda‑se fortemente obter uma Autorização Especial de Filmagem para os demais equipamentos (drones, câmeras profissionais).
- Autorização de Saída (Menores): Se o solicitante for menor de 18 anos viajando desacompanhado ou com apenas um dos pais, é obrigatória a apresentação de autorização de viagem com firma reconhecida por autenticidade. Documentos que exijam validade legal no Mali devem passar por Legalização Consular, visto que o país não aceita a Apostila de Haia. A Tradução Juramentada para o francês deve ser realizada sobre o documento já legalizado pelo MRE brasileiro.
- Taxas consulares: O pagamento das taxas de processamento deve seguir as instruções exatas da Embaixada. A Taxa Consular total, incluindo a sobretaxa de segurança da AES vigente desde 01/01/2026, é de R$ 480,00. O recibo de depósito tem validade de apenas 15 dias para ser apresentado ao consulado; depósitos feitos com maior antecedência perdem a validade administrativa devido ao fechamento quinzenal de caixa da Embaixada. O pagamento deve ser realizado exclusivamente via depósito identificado em espécie no guichê do Banco do Brasil. Transferências eletrônicas e PIX não são aceitos para fins de processamento de visto, e o comprovante original de papel deve ser anexado ao dossiê físico enviado a Brasília. Custos adicionais podem ocorrer em caso de contratação de assessoria especializada. A Embaixada em Brasília costuma oferecer um serviço de urgência (emissão em 24h-48h) mediante o pagamento de uma taxa adicional (geralmente o dobro da taxa comum), opção vital para viajantes corporativos em cenários de instabilidade.
Para categorias específicas, como vistos de negócios, trabalho ou estudos, a embaixada solicitará documentos complementares, como cartas de missão da empresa brasileira, cartas de convite da empresa maliana ou comprovantes de matrícula. Para solicitantes na categoria de Negócios, a Embaixada agora exige uma Carta de Responsabilidade da Empresa Brasileira com firma reconhecida e legalização consular (visto que não aceitam apostila).
Requisitos sanitários e vacinação obrigatória
A preparação sanitária é tão crucial quanto a documental. O Mali apresenta um perfil epidemiológico complexo que exige precauções rigorosas.
Febre Amarela
A vacinação contra a Febre Amarela é exigida para entrada em Mali, devendo constar no CIVP aplicado ao menos 15 dias antes da viagem (exigência atualizada em janeiro de 2026); sem esse certificado, o viajante pode ser impedido de embarcar pela companhia aérea ou ter a entrada recusada pelas autoridades malianas.
Declaração de Saúde Digital
Além do CIVP físico, o Mali implementou em 2026 o portal “Sante-Mali-Frontière”. O solicitante deve preencher uma declaração de saúde online 48h antes do embarque e apresentar o QR Code gerado na imigração.
Prevenção contra a Malária
O Mali é classificado como zona de alta transmissão de malária durante todo o ano. A doença é endêmica e pode ser fatal se não tratada rapidamente. A profilaxia medicamentosa (quimioprofilaxia) é fortemente recomendada para todos os viajantes. Medicamentos como Atovaquone/Proguanil, Doxiciclina ou Mefloquina são frequentemente prescritos por médicos de medicina do viajante.
Em 2025, Mali iniciou a introdução da vacina R21/Matrix-M contra malária em distritos prioritários, voltada principalmente para crianças de 5 a 36 meses, sem previsão de uso rotineiro em viajantes adultos. A prevenção individual deve combinar medicação com o uso constante de repelentes à base de DEET ou Icaridina, roupas de mangas longas e mosquiteiros impregnados com inseticida.
Outros riscos sanitários
O viajante deve estar atento a outras enfermidades tropicais prevalentes, como Dengue, Zika, Chikungunya e Esquistossomose. Devido ao surto epidemiológico de Meningite A, iniciado em dezembro de 2025, a vacinação Meningocócica ACWY é altamente recomendada pelas autoridades locais para todos os ingressantes no primeiro trimestre de 2026.
A infraestrutura de saúde no Mali é extremamente precária. Hospitais públicos enfrentam escassez crônica de medicamentos e equipamentos. Clínicas privadas em Bamako oferecem um padrão melhor, mas ainda limitado para casos de alta complexidade. A higiene alimentar deve ser draconiana: consuma apenas água mineral de garrafas lacradas, evite gelo e alimentos crus ou vendidos por ambulantes.
Logística e informações práticas
Aspectos financeiros
A economia maliana é predominantemente baseada em dinheiro em espécie. A moeda oficial é o franco CFA da África Ocidental (XOF), atrelado ao euro, e o uso de cartões de crédito internacionais costuma ficar restrito a alguns hotéis e companhias aéreas em Bamako, com caixas eletrônicos pouco confiáveis em grande parte do país. É vital viajar com Euros ou Dólares Americanos (notas novas) para realizar o câmbio na capital. É crucial informar ao viajante que a entrada no Mali com montantes superiores a 1.000.000 XOF (aprox. 1.500 Euros) exige declaração obrigatória no formulário de alfândega. A ausência desta declaração impede que o viajante embarque de volta com qualquer valor superior a 500 Euros, sob pena de confisco total por “evasão de divisas da zona AES”.
Registro Policial
Em 02/01/2026, o governo militar reforçou o Decreto de Vigilância Territorial: o registro de estrangeiros na delegacia de polícia mais próxima ou na Direção de Fronteiras é obrigatório em até 48 horas após a chegada em Bamako, sob pena de multa severa na saída do país. Em muitos casos, hotéis fazem esse procedimento em nome do hóspede, mas recomenda-se confirmar com a acomodação e com as autoridades locais quais registros são necessários para evitar transtornos.
Rotas Aéreas e Conexões
Devido à crise diplomática de janeiro de 2026, viajantes com passaporte brasileiro que façam conexão nos EUA para o Mali estão enfrentando inspeções secundárias. Recomenda-se rotas via Casablanca (Marrocos) ou Adis Abeba (Etiópia).
Transporte e deslocamento
O transporte interno representa um risco significativo à segurança. As estradas, quando pavimentadas, estão em más condições de conservação. O risco de emboscadas, minas terrestres (IEDs) e assaltos é elevado em todas as rotas interurbanas, especialmente no norte e centro do país.
Viagens noturnas são estritamente proibidas pelas normas de segurança de organizações internacionais. Desde a virada do ano (01/01/2026), Bamako está sob Toque de Recolher das 23:00 às 05:00 para civis, como medida de contra-insurgência. Viajantes que desembarcam em voos noturnos devem ter transporte pré-agendado e credenciado para evitar detenção no trajeto aeroporto-hotel. Dentro de Bamako, o trânsito é caótico. O uso de táxis exige cautela; recomenda-se utilizar serviços de transporte indicados pelo hotel ou contatos de confiança, negociando a tarifa antecipadamente.
Seguro viagem: exigência técnica e contexto
Embora a apólice de seguro viagem nem sempre seja solicitada no balcão da imigração como o passaporte, ela é uma exigência técnica para a sobrevivência em um ambiente de alto risco. Dado que a infraestrutura médica local não suporta traumas graves ou doenças complexas, a evacuação médica aérea (medevac) para a Europa ou África do Sul é a única opção em emergências críticas. Uma operação de medevac pode custar dezenas de milhares de dólares. Portanto, contratar um seguro com cobertura robusta para repatriação sanitária é indispensável. Em 2026, a maioria dos seguros padrão exclui o Mali por ser Nível 4. É obrigatório mencionar que o seguro deve conter cobertura específica para “Zonas de Exclusão ou Conflito”, caso contrário, a repatriação sanitária (medevac) será negada pela seguradora. Dado o risco de segurança com equipamentos eletrônicos (como Starlink), recomenda-se que o seguro contratado tenha cobertura para Assistência Jurídica em caso de detenção administrativa, cláusula comum em apólices de “Zonas de Alto Risco”.
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Estudo de caso: aplicação prática
O Desafio: Um jornalista investigativo brasileiro foi designado para cobrir os efeitos da crise energética em Bamako em 2025. Ele possuía vasta experiência internacional, mas desconhecia as especificidades burocráticas do Mali e a rigidez do controle sanitário.
O Problema: Faltando apenas 15 dias para a viagem, o jornalista descobriu que seu passaporte venceria em 4 meses (violando a regra de 6 meses) e que seu CIVP de Febre Amarela havia sido perdido. Além disso, ele planejava solicitar o visto na chegada, baseando-se em informações desatualizadas de fóruns online, o que resultaria em deportação certa.
A Solução e o Resultado: A Mundial Vistos realizou uma intervenção de emergência. Orientamos a emissão de um novo passaporte em caráter de urgência junto à Polícia Federal e a reimpressão imediata do CIVP via ConecteSUS. Paralelamente, instruímos a montagem do dossiê para o visto consular na Embaixada em Brasília, garantindo a carta da empresa de mídia. O visto foi emitido a tempo, e o jornalista embarcou com a documentação em ordem, ciente — neste exemplo — de que não deveria realizar deslocamentos terrestres fora da capital.
Em resumo: pontos fundamentais
- Visto Consular: Obrigatório para brasileiros. Deve ser processado na Embaixada em Brasília antes do embarque.
- Segurança Extrema: Alerta de nível máximo devido ao terrorismo (JNIM), sequestros e criminalidade violenta.
- Saúde: O CIVP com vacina de Febre Amarela é mandatório. A profilaxia contra malária é essencial.
- Contexto Político: Governo militar de transição; o regime de suspensão de atividades políticas, consolidado em 2025, permanece em vigor em 2026, mantendo o ambiente de instabilidade e vigilância estatal.
- Logística Financeira: Economia baseada em espécie (XOF). Cartões de crédito têm aceitação mínima.
- Transporte: Evitar estradas interurbanas e viagens noturnas. Risco de emboscadas.
Conclusão
A obtenção do visto para Mali é apenas o primeiro passo de uma jornada que exige cautela extrema e planejamento rigoroso. A situação de segurança no país, marcada por ameaças terroristas e instabilidade política, demanda que o viajante esteja plenamente consciente dos riscos envolvidos. A Mundial Vistos cumpre seu papel ao fornecer a assessoria burocrática necessária para a legalização da sua entrada, garantindo que passaportes e vistos estejam em conformidade com as exigências vigentes em 2026, sempre sujeitas a alteração pelas autoridades malianas sem aviso prévio. No entanto, reforçamos que a segurança pessoal deve ser a prioridade absoluta. Se a viagem for indispensável, conte com nossa experiência para organizar sua documentação com precisão e eficiência.
Perguntas Frequentes
Brasileiros precisam de visto para entrar no Mali?
Sim, cidadãos brasileiros necessitam obrigatoriamente de um visto consular emitido antes da viagem pela Embaixada do Mali. Não existe a opção de visto na chegada.
É seguro viajar para o Mali em 2025/2026?
A maioria dos governos estrangeiros recomenda não viajar ao Mali devido ao alto risco de terrorismo, sequestros e instabilidade política, especialmente fora da capital Bamako.
Qual a vacina obrigatória para o visto do Mali?
A vacina contra a Febre Amarela é mandatória. É necessário apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) emitido pelo menos 15 dias antes do embarque.
Onde fica a embaixada do Mali no Brasil?
A Embaixada do Mali está localizada em Brasília. É o único órgão responsável pelo processamento e emissão dos vistos para residentes no Brasil.
Qual a moeda utilizada no Mali?
A moeda oficial é o Franco CFA da África Ocidental (XOF). Recomenda-se levar Euros ou Dólares para câmbio, pois o uso de cartões é muito limitado.
