Resposta Rápida:
Para entrar em Madagascar, brasileiros necessitam obrigatoriamente de visto, que pode ser obtido como Visto na Chegada (VoA) ou eVisa (Autorização de Desembarque) para turismo de até 60 dias. É mandatória a apresentação do Passaporte com validade mínima de 6 meses e do Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) contra Febre Amarela.
Visto para Madagascar: requisitos e procedimentos de entrada para brasileiros
Madagascar, conhecida mundialmente como a ‘Grande Ilha’ do Oceano Índico, é um destino que desperta o imaginário de viajantes experientes devido à sua biodiversidade endêmica e paisagens cinematográficas, como a famosa Avenida dos Baobás. Para os cidadãos brasileiros que desejam explorar este território fascinante, o planejamento burocrático constitui a primeira etapa fundamental da jornada. Compreender os procedimentos de imigração, as normativas alfandegárias e a documentação sanitária necessária não é apenas uma formalidade administrativa, mas a garantia técnica de uma viagem segura e livre de contratempos legais.
A preparação adequada elimina riscos substanciais, como a deportação sumária ou a recusa de embarque ainda no Brasil, permitindo que o foco da expedição permaneça nas descobertas culturais e naturais. A seguir, apresentamos uma análise exaustiva dos requisitos de entrada, modalidades de visto disponíveis e precauções sanitárias essenciais para sua estadia em território malgaxe, elaborada conforme as normativas diplomáticas e de saúde vigentes.
Modalidades de visto para turismo
As autoridades de imigração de Madagascar estabelecem políticas específicas para o controle de fronteiras, oferecendo aos turistas brasileiros certa flexibilidade através de duas modalidades principais de autorização: o Visto na Chegada (VoA) e o Visto Eletrônico (eVisa). Para estadias de até 15 dias, o solicitante está isento da taxa de visto, mas deve obrigatoriamente pagar uma Taxa de Processamento Administrativo de 10 EUR no desembarque. A recomendação técnica da Mundial Vistos é tratar a autorização de entrada como um requisito indispensável e oneroso para qualquer período de permanência, assegurando total regularidade migratória.
Visto na chegada (VoA)
O Visto na Chegada, tecnicamente denominado Visa on Arrival, é processado diretamente nos balcões de imigração dos aeroportos internacionais habilitados. O Aeroporto Internacional de Ivato (TNR), em Antananarivo, e o Aeroporto de Fascene (NOS), em Nosy Be, são os principais pontos de entrada que operam este sistema com regularidade.
Esta opção oferece conveniência para viajantes que não realizaram o processo digital prévio, mas exige uma preparação financeira meticulosa em espécie. As autorizações concedidas no desembarque contemplam períodos de permanência de 15, 30 ou 60 dias. É crucial que o viajante portador de passaporte brasileiro tenha em mãos o valor exato da taxa correspondente em moeda forte, especificamente Euros (EUR) ou Dólares Americanos (USD).
Um detalhe técnico frequentemente negligenciado é a condição física das cédulas e a disponibilidade de troco. Notas antigas (dólares emitidos antes de 2013), rasgadas, riscadas ou manchadas são sistematicamente recusadas. Além disso, no aeroporto de Ivato (TNR), é comum que os oficiais aleguem “falta de troco” para notas altas. O relatório deve enfatizar que o viajante deve portar o valor exato (ex: notas de 10 e 5 Euros para fechar os 35 EUR) para evitar perdas financeiras ou atrasos desnecessários na fila.
Visto eletrônico (eVisa)
O eVisa representa a alternativa mais indicada para agilizar o registro migratório, embora o solicitante ainda deva passar pelo guichê financeiro para o pagamento da taxa, geralmente em uma fila dedicada aos pré-aprovados. O processo é realizado integralmente através do sistema oficial do governo malgaxe (E-Visa Madagascar). Esta modalidade permite uma única entrada no país e concede uma estadia máxima de até 60 dias, não sendo renovável online.
O prazo oficial de processamento é de 72 horas, contudo, recomenda-se iniciar o protocolo com pelo menos 7 dias de antecedência para mitigar instabilidades no sistema governamental. O procedimento envolve o preenchimento de formulários digitais e o upload do passaporte. Após aprovação, o solicitante recebe uma Autorização de Desembarque por e-mail, devendo efetuar o pagamento da taxa consular em espécie (Euros ou Dólares) ou cartão (sujeito a disponibilidade de sistema) apenas no guichê de imigração ao desembarcar. O eVisa elimina parte da burocracia de preenchimento de dados, otimizando o tempo após um longo voo internacional.
Vistos para estadias prolongadas e outras finalidades
É fundamental salientar que as modalidades VoA e eVisa são restritas exclusivamente ao turismo de curta duração. Para atividades que envolvam trabalho remunerado, estudos acadêmicos, missões religiosas, voluntariado de longo prazo, residência ou turismo superior a 60 dias, é obrigatória a obtenção de um visto consular prévio transformável em visto de longa estadia.
Um desafio logístico significativo para brasileiros é a ausência de uma Embaixada de Madagascar residente no Brasil. A jurisdição consular que atende o território brasileiro geralmente recai sobre a representação diplomática em Washington, nos Estados Unidos. Contudo, para Vistos Transformáveis (Longa Duração), o solicitante brasileiro também pode recorrer à Embaixada de Madagascar em Adis Abeba (Etiópia) ou Paris (França), dependendo da rota de voo, ou via Consulado Honorário para intermediação documental preliminar. O “Visto Transformável” deve ser solicitado com um dossiê específico e a entrada no país deve ocorrer em até 1 mês após a emissão desta autorização consular.
Documentação obrigatória para entrada
Independentemente da escolha entre o visto eletrônico ou a emissão na chegada, a apresentação de um conjunto documental robusto é mandatória perante a Polícia de Fronteira. A falta de qualquer um dos itens listados abaixo pode resultar na inadmissibilidade do viajante e retorno imediato ao país de origem.
Passaporte e validade
O passaporte brasileiro deve possuir uma validade mínima de 6 meses contados a partir da data prevista de entrada em Madagascar. Além disso, é requisito técnico que o documento contenha, no mínimo, duas páginas inteiramente em branco e conclusivamente opostas (lado a lado). Uma única página pode ser insuficiente caso o oficial carimbe o visto adesivo de um lado e as taxas ou controle sanitário ocupem o verso ou a página oposta, exigindo espaço adjacente para a regularização.
Comprovantes de viagem e estadia
As autoridades exigem a apresentação da passagem aérea de ida e volta confirmada (bilhete eletrônico impresso). Caso o viajante não retorne ao Brasil, deve apresentar o bilhete de continuação da viagem para um terceiro país, provando que não pretende permanecer ilegalmente em Madagascar após o vencimento do visto. Adicionalmente, pode ser solicitada a comprovação de hospedagem (voucher de hotel ou carta convite legalizada) para as primeiras noites no país.
Certificado internacional de vacinação (CIVP)
Este é um dos pontos mais críticos da documentação sanitária. A apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra a Febre Amarela é obrigatória para viajantes com mais de 9 meses de idade provenientes de áreas de risco, o que inclui todo o território brasileiro. A vacina deve ser administrada com, no mínimo, 10 dias de antecedência ao embarque. Embora Madagascar não seja uma área de transmissão ativa da doença, a exigência visa prevenir a introdução do vírus na ilha, que possui o vetor transmissor. O certificado digital do ConecteSUS deve ser trocado pela versão internacional oficial.
Taxas consulares e turísticas
Tanto para o Visto na Chegada quanto para o eVisa (Autorização de Desembarque), o pagamento das taxas consulares é realizado presencialmente no aeroporto, preferencialmente em espécie (EUR ou USD). As taxas variam conforme a duração da estadia autorizada: 10 EUR para estadias de até 15 dias (Taxa Administrativa), aproximadamente EUR 35 para 30 dias e cerca de EUR 40 para 60 dias (valores sujeitos a alterações). É importante ressaltar que não há isenção de taxas para crianças. Menores de idade (inclusive bebês) pagam os mesmos valores de taxa administrativa ou visto que os adultos. Vale ressaltar que, além da taxa de visto, pode ser cobrada uma taxa de turismo local (Vignette Touristique) em alguns estabelecimentos.
Protocolos de saúde e vacinação
A saúde do viajante requer atenção redobrada e planejamento prévio ao visitar Madagascar, devido às características epidemiológicas locais e à infraestrutura médica restrita em regiões remotas.
Vacinas recomendadas e profilaxia
Além da vacina obrigatória contra a Febre Amarela, recomenda-se fortemente a atualização das vacinas de rotina, como Tétano, Difteria, Sarampo, Caxumba e Rubéola. A vacina contra Hepatite A é indicada para a maioria dos viajantes devido aos riscos de contaminação alimentar, e a de Febre Tifoide para aqueles que visitarão áreas rurais ou terão contato próximo com a população local e consumo de alimentos de rua.
A Malária é uma preocupação séria e endêmica em quase todo o país, exceto em algumas áreas de alta altitude na capital. A profilaxia medicamentosa (uso de antimaláricos) deve ser discutida com um médico especialista em medicina do viajante antes da partida. O uso de repelentes de alta eficácia (à base de Icaridina ou DEET), roupas de mangas longas tratadas com permetrina e mosquiteiros impregnados com inseticida é mandatório para evitar picadas, que também podem transmitir Dengue e Chikungunya.
Aspectos financeiros e logísticos
O planejamento financeiro para Madagascar exige estratégia, uma vez que o sistema bancário local possui limitações severas fora dos grandes centros urbanos.
Moeda e câmbio
A moeda oficial é o Ariary Malgaxe (MGA). O Real brasileiro não é aceito e não possui liquidez alguma no país. Viajantes devem levar Euros ou Dólares Americanos em espécie para realizar o câmbio em casas oficiais (Bureau de Change) ou bancos no aeroporto ou na cidade. Cartões de crédito internacionais têm aceitação restrita a grandes hotéis e estabelecimentos turísticos na capital, Antananarivo, e em Nosy Be. Caixas eletrônicos (ATMs) podem apresentar falhas de conexão, limites baixos de saque ou falta de cédulas, tornando a dependência exclusiva de cartões uma prática de alto risco.
Segurança e transporte local
A segurança em Madagascar exige vigilância constante e adaptação comportamental. Pequenos delitos, como furtos de carteiras e celulares, são comuns em áreas urbanas movimentadas e mercados populares (bazares). Recomenda-se evitar caminhar sozinho à noite, mesmo na capital, e manter objetos de valor fora da vista.
O transporte intermunicipal é um desafio logístico à parte. O uso de táxi-brousse (vans compartilhadas de transporte público) não é recomendado para turistas devido à superlotação, condições precárias de manutenção dos veículos e segurança nas estradas. A locação de veículos com motorista experiente é a opção mais segura e eficiente para deslocamentos terrestres, garantindo navegação adequada pelas estradas (como a famosa RN7), que muitas vezes estão em más condições de pavimentação.
Regulamentações alfandegárias e drones
É crucial avisar ao solicitante que a exportação de fauna, flora (incluindo favas de baunilha em excesso sem selo) e pedras preciosas exige certificados específicos, sob pena de prisão na saída do país. Certifique-se de adquirir produtos apenas em estabelecimentos licenciados que forneçam a documentação necessária para a alfândega.
Além disso, Madagascar possui regras rígidas para a entrada de drones. Se o viajante pretender usar drones para registros fotográficos, é necessária uma autorização prévia da ACM (Aviation Civile de Madagascar). A entrada sem esta autorização formal pode resultar na apreensão imediata do equipamento na alfândega do aeroporto.
Seguro viagem: exigência técnica e contexto
Embora a apresentação da apólice de seguro viagem não seja uma exigência documental estrita para a emissão do visto na chegada em todos os casos, ela é tecnicamente indispensável para a segurança integral do viajante. A infraestrutura hospitalar em Madagascar é extremamente limitada, especialmente fora da capital Antananarivo. Dada a infraestrutura local, o seguro deve ter cobertura mínima de USD 50.000 para evacuação aeromédica para a Ilha da Reunião ou África do Sul. Sem isso, hospitais de Antananarivo podem recusar a coordenação de transferência.
Hospitais privados que atendem estrangeiros frequentemente exigem garantias de pagamento imediato ou depósitos vultosos em dinheiro antes de iniciar qualquer tratamento. Um seguro viagem robusto garante não apenas o suporte financeiro para despesas médicas e hospitalares, mas também a coordenação logística em momentos críticos, incluindo o traslado de corpo em casos extremos.
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Estudo de caso: aplicação prática
O Desafio: Logística para expedição fotográfica
Um grupo de fotógrafos brasileiros planejou uma expedição técnica de 25 dias para registrar a Avenida dos Baobás ao pôr do sol e a vida selvagem (lêmures) em parques nacionais remotos de Madagascar. O roteiro envolvia deslocamentos complexos por terra e estadias em áreas com recursos de infraestrutura escassos.
O Problema: Documentação sanitária, equipamentos e finanças
Durante a consultoria pré-viagem realizada pela Mundial Vistos, identificou-se que dois integrantes do grupo não possuíam o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) contra Febre Amarela válido. Além disso, o grupo planejava levar drones profissionais sem saber da necessidade de homologação prévia junto à ACM, o que acarretaria a perda dos equipamentos na chegada. Financeiramente, pretendiam depender exclusivamente de cartões de crédito pré-pagos multimoeda, desconhecendo a baixa aceitação dessa modalidade.
A Solução e o Resultado
A equipe técnica da Mundial Vistos orientou a emissão imediata do CIVP e forneceu as diretrizes para a solicitação de autorização de uso de drones junto à aviação civil local. Foi desenhada uma estratégia financeira mista, instruindo o grupo a levar Euros em espécie (notas novas e trocadas para valores exatos) para o pagamento do Visto na Chegada e despesas diárias. O grupo entrou no país sem problemas, com seus equipamentos liberados, obteve o visto no aeroporto de Ivato rapidamente e completou a expedição com segurança financeira e sanitária.
Em resumo: pontos fundamentais
- Obrigatoriedade do Visto: Cidadãos brasileiros necessitam de visto (VoA ou eVisa) para entrar em Madagascar.
- Passaporte: Validade mínima de 6 meses e duas páginas em branco adjacentes (lado a lado).
- Saúde: Vacina contra Febre Amarela (CIVP) é mandatória para embarque no Brasil (aplicada 10 dias antes).
- Moeda: Leve Euros ou Dólares em espécie (notas novas pós-2013); cartões têm aceitação muito limitada.
- Drones: Entrada de drones requer autorização prévia da ACM para evitar apreensão.
- Segurança: Evite transporte público informal (táxi-brousse) e contrate motoristas credenciados.
- Prevenção: Profilaxia contra Malária e uso de repelentes potentes são essenciais em todo o território.
- Seguro Viagem: Altamente recomendado com cobertura mínima de USD 50.000 para evacuação médica internacional.
- Taxas: Prepare o valor exato das taxas de visto em espécie (inclusive para crianças) para pagamento no guichê.
Conclusão
Viajar para Madagascar é uma experiência transformadora que exige um nível de preparação técnica superior ao de destinos turísticos convencionais. A combinação de requisitos documentais específicos, como o visto de entrada e o CIVP, com a necessidade de um planejamento logístico e sanitário detalhado, torna a organização prévia o maior aliado do viajante brasileiro. Seguir rigorosamente as normas de imigração e os protocolos de saúde não apenas viabiliza a entrada legal no país, mas assegura que a estadia seja marcada apenas pelas belezas naturais inigualáveis e pela riqueza cultural da ilha.
Na Mundial Vistos, entendemos que a complexidade burocrática não deve ser um obstáculo para seus sonhos de exploração. Nossa equipe especializada está pronta para gerenciar todos os detalhes dos seus procedimentos de visto e orientar sobre as documentações necessárias, garantindo que sua única preocupação seja aproveitar a viagem. Entre em contato conosco hoje mesmo e inicie sua jornada para Madagascar com a segurança, a conformidade e a tranquilidade que você merece.
Perguntas Frequentes
Brasileiros precisam de visto para Madagascar?
Sim, cidadãos brasileiros necessitam obrigatoriamente de visto para entrar em Madagascar. Para turismo, é possível obter o Visto na Chegada (VoA) nos aeroportos internacionais ou solicitar a Autorização de Desembarque (eVisa) antecipadamente online.
Qual a vacina obrigatória para entrar em Madagascar?
A vacina contra a Febre Amarela é obrigatória para viajantes brasileiros. É necessário apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) emitido pela Anvisa, comprovando a vacinação com pelo menos 10 dias de antecedência ao embarque.
Quanto custa o visto para Madagascar?
Para estadias de até 15 dias, há uma Taxa Administrativa de 10 EUR. O visto de 30 dias custa aproximadamente EUR 35 e o de 60 dias cerca de EUR 40. Não há isenção para crianças ou bebês; todos pagam o valor integral. O pagamento é feito no aeroporto em espécie.
É seguro viajar para Madagascar?
Madagascar exige precauções de segurança. Embora a violência grave contra turistas seja rara, furtos são comuns. Recomenda-se evitar andar à noite, não exibir objetos de valor e contratar motoristas experientes para deslocamentos, evitando o transporte público informal.
Qual a melhor moeda para levar para Madagascar?
A melhor estratégia é levar Euros (EUR) ou Dólares Americanos (USD) em espécie. As notas devem ser novas (emitidas após 2013) e estar em perfeito estado. Recomenda-se levar valores exatos (trocados) para evitar problemas com falta de troco no aeroporto.
