O chamado turismo de nascimento é a prática em que estrangeiras viajam aos Estados Unidos para dar à luz no país, garantindo ao bebê a cidadania americana por direito de nascimento (jus soli). Apesar de ser um tema que desperta bastante curiosidade, também envolve questões legais, éticas e de imigração que devem ser cuidadosamente consideradas. Se você está nessa situação e deseja falar com nosso departamento de imigração, clique aqui.
Como funciona a cidadania por nascimento
Segundo a 14ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, todo indivíduo nascido em solo americano é automaticamente considerado cidadão norte-americano, independentemente da nacionalidade ou status migratório dos pais. Assim, filhos de estrangeiros recebem o passaporte americano desde o nascimento, tendo direito a todos os benefícios legais de um cidadão.
Regras atuais para turistas grávidas
Apesar de a cidadania por nascimento ser um direito garantido por lei, o governo dos Estados Unidos busca limitar práticas de “turismo de nascimento”. Desde 2020, as regras de concessão de vistos de visitante (B1/B2) ficaram mais rigorosas.
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Cidadãs estrangeiras que pretendem viajar aos EUA para dar à luz precisam demonstrar recursos financeiros suficientes para custear despesas médicas e hospitalares;
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Caso o oficial consular ou de imigração suspeite que a finalidade primordial da viagem seja somente o parto, o pedido de visto pode ser negado;
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Hospitais americanos não oferecem atendimento gratuito, e as contas médicas podem ser muito altas, podendo ultrapassar dezenas de milhares de dólares.
Consequências para os pais
É importante destacar que, embora a criança receba a cidadania americana ao nascer, os pais não adquirem nenhum benefício migratório imediato com isso. Mães e pais turistas não ganham direito automático a residência permanente ou cidadania. Somente quando o filho atingir a maioridade (21 anos), será possível solicitar o chamado green card para os pais — e mesmo assim, é necessário atender a requisitos legais e comprovar vínculos familiares genuínos.
Aspectos éticos e legais
As autoridades americanas veem o turismo de nascimento com cautela, por ser interpretado como uma tentativa de fraudar a intenção real da viagem. Mentir em entrevistas consulares ou ao entrar no país pode resultar em:
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Negativa de visto;
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Proibição de entrada futura nos Estados Unidos;
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Consequências legais por declarações falsas.
Vale a pena tentar o visto americano grávida?
Solicitar o visto americano estando grávida apresenta riscos diretos de negativa, especialmente se houver suspeita de que o objetivo da viagem seja o nascimento do bebê nos EUA para obtenção da cidadania americana. Os agentes consulares podem negar o pedido somente pela convicção de que a gestante planeja praticar o chamado “turismo de nascimento”, sem necessidade de provas concretas. Se você está nessa situação e deseja orientações específicas, clique aqui e fale com a Mundial Vistos.
Principais riscos envolvidos
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Negativa do visto: se o agente consular entender que o objetivo da viagem é o parto em território americano, ele pode recusar o visto imediatamente, mesmo sem confirmar a gravidez ou questionar diretamente sobre o assunto;
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Suspeita durante a entrevista: gestação avançada pode levantar suspeitas durante a entrevista consular; mesmo gestantes em estágios menos aparentes podem ser questionadas quanto às intenções de viagem;
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Consequências legais: mentir ou omitir informações sobre a gravidez, ou sobre o propósito da viagem, pode levar não só à negativa, mas também à restrição futura de entrada nos EUA, cancelamento de visto e até deportação caso já esteja em solo americano;
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Custos médicos e comprovação financeira: é fundamental mostrar que todas as despesas médicas já estão pagas e que não pretende recorrer ao sistema público americano, pois o uso indevido ou inesperado pode complicar ainda mais a situação migratória.
Orientações da Mundial Vistos
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Transparência nas informações e documentação das intenções de viagem são fundamentais para evitar problemas consulares e legais;
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Não existe um visto específico para parto; o processo depende sempre do entendimento do agente consular no momento da entrevista;
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Recomenda-se consultar especialistas em vistos antes de agendar a entrevista, especialmente se a gravidez estiver visível;
Esses riscos reforçam que solicitar o visto estando grávida exige planejamento, responsabilidade e clareza de intenções, pois as autoridades americanas estão cada vez mais rigorosas na avaliação desses casos.