Proibição total: países vetados
Entre os países com entrada totalmente suspensa estão Afeganistão, Irã, Líbia, Iêmen, Somália e Sudão — locais frequentemente associados a conflitos armados ou instabilidade política. A justificativa do governo é que essas nações não fornecem dados confiáveis sobre seus cidadãos ou recusam-se a aceitar deportações de volta para seus territórios.
Exemplo prático: um somali que pretende viajar aos EUA para visitar familiares que vivem em Minneapolis, onde há uma grande comunidade da Somália, terá o visto negado automaticamente, mesmo que cumpra todos os critérios usuais.
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Restrições parciais: entrada com obstáculos
Outros países, como Cuba, Venezuela e Turcomenistão, enfrentam restrições parciais. Isso significa que, em vez de uma proibição total, haverá dificuldades adicionais na obtenção de vistos, principalmente para quem tenta entrar com vistos de trabalho, estudo ou turismo.
Exemplo prático: um cubano que deseja estudar em uma universidade americana poderá ter o visto negado por “motivos de segurança nacional”, mesmo apresentando carta de aceitação, comprovação financeira e vínculo acadêmico claro.
Lista dos países com entrada proibida:
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Afeganistão;
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Mianmar;
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Chade;
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República do Congo;
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Guiné Equatorial;
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Eritreia;
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Haiti;
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Irã;
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Líbia;
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Somália;
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Sudão;
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Iêmen.
Lista dos países com restrições parciais
(cidadãos de outros sete países enfrentarão restrições adicionais, incluindo limitações na emissão de vistos):
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Burundi;
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Cuba;
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Laos;
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Serra Leoa;
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Togo;
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Turcomenistão;
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Venezuela.
Impacto e repercussões
A medida já está gerando debates acalorados nos Estados Unidos e internacionalmente. Críticos argumentam que a proibição é discriminatória e pode afetar negativamente relações diplomáticas. Por outro lado, apoiadores defendem ser uma ação necessária para garantir a segurança do país.
Vale lembrar que políticas semelhantes foram implementadas por Trump em seu primeiro mandato, gerando controvérsias e ações judiciais. A nova proibição promete reacender essas discussões no cenário político e jurídico americano.
O governo Trump justificou as medidas com base em problemas de segurança e documentos falsificados. Um atentado recente no Colorado, cometido por um imigrante em situação irregular, também serviu de combustível para a decisão.
Vale lembrar: o Egito foi citado como o país de origem do agressor, mas, curiosamente, não entrou na lista de nações com restrições — o que gerou críticas de parcialidade na aplicação das novas regras.
E agora? O que muda para quem quer viajar?
Para quem está planejando uma viagem aos EUA e possui passaporte de um dos países afetados, as chances de conseguir um visto diminuem drasticamente ou se tornam nulas, mesmo com a ajuda de advogados, consultorias ou agências especializadas.
Exemplo prático: um empresário da Eritreia que costuma participar de feiras internacionais em Las Vegas não poderá embarcar, nem mesmo com visto de negócios (B1), pois seu país está na lista de bloqueio total.
Como a Mundial Vistos pode ajudar?
Se você possui dupla cidadania, mora em um desses países, tem parentes lá, ou faz negócios com algum deles, é essencial buscar orientação profissional. A Mundial Vistos acompanha de perto as mudanças nas políticas migratórias americanas e pode indicar alternativas viáveis de visto, reentrada ou trâmite por outros países.