EUA reforça análise de redes sociais em pedidos de vistos
O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS) anunciou recentemente — em agosto de 2025 — a política de considerar “antiamericanismo” (inclusive atividade nas redes sociais) como fator negativo em pedidos de visto, green card ou outros benefícios migratórios. O porta-voz do USCIS, Matthew Tragesser, afirmou que os benefícios de imigração não devem ser concedidos a quem “despreza o país e promove ideologias antiamericanas”. Publicações hostis em redes sociais podem impactar negativamente as solicitações.
Essa verificação complementa uma diretriz já em vigor para análise de comportamentos antissemitas, terrorismo e pertencimento a grupos hostis, com monitoramento das redes sociais de candidatos a pedido de vistos de não imigrante e de imigrante.
Sobre a cidadania por nascimento (“jus soli”), não houve alteração imediata do texto constitucional: para a cidadania automática ser retirada, seria necessária mudança na Constituição dos EUA. Há propostas legislativas e uma ordem executiva contestada judicialmente, mas, até agosto de 2025, qualquer pessoa nascida nos EUA, com exceções (como filhos de diplomatas estrangeiros), segue obtendo cidadania.
Mulheres grávidas poderão ter o pedido de visto negado!
O termo “birth tourism” refere-se à prática de estrangeiras viajarem aos Estados Unidos com o objetivo principal de dar à luz no país, assegurando automaticamente a cidadania americana ao filho conforme previsto pela 14ª Emenda da Constituição dos EUA. Desde 2020, as autoridades americanas implementaram regras mais rígidas para coibir essa prática, negando vistos de turista (B-2) as gestantes quando identificam indícios de que o propósito da viagem seja o parto em solo americano. Os procedimentos de triagem incluem a exigência de documentação detalhada, histórico financeiro e comprovação de vínculos substanciais com o país de origem.
A restrição decorre de preocupações com o uso abusivo do sistema de cidadania, uma vez que empresas especializadas passaram a oferecer pacotes de “turismo de nascimento”, facilitando o acesso de estrangeiros a benefícios exclusivos de cidadãos americanos. Em casos comprovados de má-fé ou omissão de informações, as solicitantes podem ter o visto negado, além de ficarem sujeitas a deportação ou banimento futuro de entrada nos EUA.
Apesar das tentativas legislativas recentes para limitar o princípio do jus soli, a cidadania por nascimento nos Estados Unidos permanece vigente, salvo em situações excepcionais como filhos de diplomatas. O tema, entretanto, segue em debate, e eventuais alterações dependerão de mudanças constitucionais, ainda não efetivadas até o momento.
Governo americano revisará os vistos de mais de 55 milhões de pessoas ao redor do mundo!
O governo americano anunciou que está revisando os registros de mais de 55 milhões de pessoas que possuem visto válido para os Estados Unidos, em um processo contínuo de verificação e fiscalização. O objetivo é identificar quaisquer violações das condições do visto, como permanência além do permitido, envolvimento em atividades criminais ou outras situações que possam torná-los inelegíveis para manter a permissão de entrada ou residência no país. Caso sejam encontradas irregularidades, o visto da pessoa poderá ser revogado e, se o titular estiver nos EUA, sujeito a deportação.
Essa ampla revisão faz parte de um esforço contínuo, iniciado na administração Trump, para controlar a presença de estrangeiros no território americano rigorosamente, incluindo não somente imigrantes ilegais, mas também portadores de vistos de estudante, trabalho e turismo. Embora o processo demande muitos recursos e seja complexo devido ao aglomerado de pessoas envolvidas, ele visa aumentar a segurança nacional e assegurar que as regras migratórias sejam cumpridas.
Entre os 55 milhões de portadores de visto sob revisão, muitos estão fora dos Estados Unidos, detendo vistos múltiplos para entrada e saída do país. Especialistas questionam a eficiência de revisar indivíduos que podem nunca mais retornar, mas a política atual prioriza a fiscalização contínua para garantir a legalidade e segurança do sistema de imigração americano.