Resposta Rápida:
Atualmente, cidadãos brasileiros se enquadram na Categoria B do sistema de imigração do Zimbábue, o que permite a obtenção do visto diretamente na chegada ao país (Visa on Arrival) nos principais portos de entrada. As taxas devem ser pagas em espécie (Dólares Americanos). Para quem pretende visitar também a Zâmbia, recomenda-se solicitar o KAZA UniVisa, que facilita o trânsito entre os dois países.
Visto para Zimbábue e KAZA UniVisa: regras de entrada e taxas
Planejar uma expedição para o Zimbábue, terra das majestosas Cataratas Vitória e de safáris lendários, exige preparação burocrática além da escolha do roteiro. Para cidadãos brasileiros, a boa notícia é que a entrada no país é desburocratizada, mas entender as nuances entre o visto padrão e o visto unificado (KAZA) é crucial para economizar tempo e dinheiro. A Mundial Vistos atua para clarificar esses requisitos, garantindo que sua única preocupação seja aproveitar as belezas do sul da África.
O sistema de imigração: Categoria B e facilidades para brasileiros
O Departamento de Imigração do Zimbábue classifica os viajantes internacionais em três grupos. O Brasil enquadra-se na Categoria B, um status privilegiado que permite aos turistas obterem o visto diretamente na chegada ao país (Visa on Arrival). Isso elimina a necessidade de visitas presenciais a embaixadas antes do embarque, embora a solicitação prévia online também seja uma opção para quem prefere agilizar o trâmite no aeroporto.
Visa on Arrival (VoA) vs. e-Visa
Existem dois caminhos principais para oficializar sua entrada:
- Visto na Chegada (VoA): É o método mais tradicional. Ao desembarcar em aeroportos internacionais como o Robert Gabriel Mugabe (em Harare) ou Victoria Falls, você preenche um formulário de imigração, apresenta seu passaporte e paga a taxa em espécie. É prático, mas sujeito a filas.
- e-Visa (Autorização Eletrônica): Através da plataforma governamental oficial, é possível submeter seus dados antecipadamente. O sistema de e-Visa do Zimbábue foi desenhado para pagamento online prévio. Para brasileiros (Categoria B), se a intenção for pagar na chegada, o VoA direto é mais simples e o e-Visa é desnecessário para evitar duplicidade ou confusão de dados no sistema.
KAZA UniVisa: a estratégia para visitar Zimbábue e Zâmbia
Para a maioria dos turistas brasileiros, o KAZA UniVisa é o “pulo do gato”. Este visto unificado foi desenhado para facilitar o trânsito na Área de Conservação Transfronteiriça Kavango-Zambezi (KAZA TFCA).
Benefícios exclusivos do KAZA UniVisa:
- Acesso Duplo: Permite trânsito livre e ilimitado entre Zimbábue e Zâmbia por um período de 30 dias.
- Bate-volta em Botsuana: Autoriza passeios de um dia (day trips) ao Parque Nacional Chobe, em Botsuana, através da fronteira de Kazungula, desde que o viajante retorne à Zâmbia ou Zimbábue no mesmo dia. Atenção: Embora o KAZA isente o visto, ele não isenta a taxa de turismo de Botsuana (Botswana Tourism Development Levy), que custa aproximadamente USD 30,00 e deve ser paga em espécie na fronteira de Kazungula. Leve esse dinheiro extra.
- Custo-benefício: Geralmente, sai mais barato do que comprar vistos individuais para os dois países.
Atenção: Se você pernoitar em Botsuana, o KAZA UniVisa perde a validade e será necessário comprar um novo visto ao retornar.
Informações importantes sobre o KAZA UniVisa:
- Disponibilidade: O KAZA só é válido se a entrada no Zimbábue for pelos aeroportos de Victoria Falls, Harare, ou fronteiras terrestres específicas, como Victoria Falls ou Kazungula. Se o cliente chegar por uma fronteira menor não equipada, o KAZA pode não ser emitido.
- Risco de “Falta de Adesivos”: Frequentemente, os oficiais de imigração nos aeroportos de Victoria Falls ou Harare alegam “falta de adesivos” (stickers) para o KAZA UniVisa. Nesse cenário, o turista é forçado a comprar o Visto Duplo do Zimbábue (USD 45) + Visto da Zâmbia (USD 50) separadamente, quase dobrando o custo. É vital alertar o cliente para ter um orçamento de contingência.
Taxas consulares e formas de pagamento
Os valores das taxas são tabelados em Dólares Americanos (USD). É crítico que o viajante leve o valor exato em espécie. Embora existam maquininhas de cartão em alguns postos de fronteira, falhas de conexão são comuns e não se deve contar com essa sorte.
Valores de referência para passaportes brasileiros (sujeitos a atualização governamental):
- Visto de Entrada Única: USD 30,00.
- Visto de Entrada Dupla: USD 45,00.
- KAZA UniVisa: USD 50,00.
O visto de múltiplas entradas (validade de 12 meses) não é emitido nos portos de entrada; ele exige solicitação prévia. Na chegada, as opções se limitam a entrada única, dupla ou KAZA.
Documentação obrigatória para a fronteira
Independentemente da modalidade escolhida, o oficial de imigração exigirá:
- Passaporte: Com validade mínima de 6 meses e, pelo menos, 2 páginas em branco (recomenda-se 3 por segurança) para carimbos.
- Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP): O comprovante da vacina contra Febre Amarela é mandatório para viajantes procedentes do Brasil.
- Comprovante de Saída: Passagem aérea de retorno ou de continuação da viagem.
- Endereço de Hospedagem: Reserva de hotel ou carta-convite.
- Fundos Suficientes: Embora raramente auditado com rigor para turistas, pode ser solicitado prova de que você consegue se manter no país.
Cenário econômico: ZiG e o uso do Dólar
O Zimbábue possui um cenário monetário complexo. Recentemente, o governo introduziu o ZiG (Zimbabwe Gold), uma nova moeda lastreada em ouro, na tentativa de estabilizar a economia. No entanto, para o turista, o Dólar Americano (USD) continua sendo a moeda rei.
A grande maioria dos serviços turísticos, taxas de parque, vistos e hotéis são precificados e cobrados em USD. Recomenda-se levar notas de valor baixo (USD 1, 5, 10, 20), emitidas a partir de 2013 e em perfeito estado de conservação. Notas rasgadas ou velhas são frequentemente recusadas. Além disso, as notas de USD 50 e USD 100 são frequentemente recusadas em comércios menores por falta de troco, reforce a preferência por notas de menor valor.
Saúde e segurança sanitária
Além da Febre Amarela, a malária é uma preocupação real, especialmente em áreas de baixa altitude como Victoria Falls e o vale do Zambeze. O uso de repelentes com icaridina ou DEET, roupas de mangas longas ao entardecer e mosquiteiros é essencial. Consulte um médico do viajante sobre a necessidade de profilaxia medicamentosa (comprimidos antimaláricos) antes da viagem.
Estudo de caso: a viagem de Marcos e Ana
Para ilustrar, imagine Marcos e Ana, um casal brasileiro em lua de mel. Eles voam para Victoria Falls (VFA) no Zimbábue, mas querem ver as cataratas também pelo lado da Zâmbia e fazer um safári rápido em Botsuana.
- O Erro: Se eles pedissem o visto de “Entrada Dupla” do Zimbábue (USD 45), poderiam ir à Zâmbia e voltar, mas teriam problemas legais ou custos extras ao tentar ir para Botsuana e retornar.
- A Solução Mundial Vistos: Orientados corretamente, eles solicitam o KAZA UniVisa (USD 50) logo na chegada ao aeroporto VFA. Com esse selo único, eles cruzam a ponte para a Zâmbia para almoçar, voltam para dormir no Zimbábue e, dois dias depois, vão a Botsuana ver elefantes e retornam, tudo coberto pelo mesmo documento de USD 50 (mas lembrando da taxa de turismo de Botsuana).
Em resumo
- Brasileiros estão na Categoria B, permitindo visto na chegada (VoA) ou e-Visa (sendo o VoA mais simples se a intenção for pagar na chegada).
- O KAZA UniVisa (USD 50) é a melhor opção para quem visita Zimbábue e Zâmbia na mesma viagem, com atenção às taxas extras para Botsuana e à disponibilidade dos adesivos.
- O pagamento das taxas de visto deve ser feito preferencialmente em Dólares Americanos (USD) em espécie, com notas pequenas e novas.
- O Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela é documento obrigatório para embarque e entrada.
- Apesar da nova moeda ZiG, o turismo opera majoritariamente em USD; leve notas pequenas (USD 1, 5, 10, 20) e novas, pois notas de USD 50 e USD 100 podem ser recusadas.
Conclusão
Navegar pelas regras de imigração do Zimbábue não precisa ser um desafio. Com a estratégia certa — especialmente na escolha entre o visto comum e o KAZA UniVisa — sua chegada será tão fluida quanto as águas do Zambeze. Na Mundial Vistos, monitoramos constantemente as atualizações do Departamento de Imigração e as flutuações das taxas para garantir que sua documentação esteja impecável. Prepare as malas e o espírito de aventura, e deixe a burocracia por nossa conta.
Perguntas Frequentes
Qual o valor do visto para o Zimbábue para brasileiros?
Atualmente, para cidadãos brasileiros (Categoria B), o visto de entrada única custa aproximadamente USD 30 e o de entrada dupla USD 45. O visto unificado KAZA UniVisa custa USD 50. Recomenda-se levar o valor exato em espécie.
O que é o visto KAZA UniVisa?
O KAZA UniVisa é um visto especial que permite aos turistas viajar livremente entre o Zimbábue e a Zâmbia por até 30 dias, além de permitir passeios de um dia (day trips) para Botsuana através da fronteira de Kazungula.
É obrigatória a vacina de febre amarela para o Zimbábue?
Sim. O Zimbábue exige a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra a Febre Amarela para viajantes procedentes de países com risco de transmissão, o que inclui o Brasil.
Posso pagar o visto com cartão de crédito na chegada?
Embora alguns portos de entrada possuam terminais de cartão, o sistema é frequentemente instável. É fortemente recomendado portar a taxa em Dólares Americanos (USD) em espécie, com notas novas e em bom estado.
Qual moeda devo levar para turismo no Zimbábue?
Apesar da introdução da nova moeda local (ZiG), o Dólar Americano (USD) continua sendo a moeda preferencial e mais aceita para o turismo, hotéis e pagamento de taxas de visto.
