Resposta Rápida:
Atualmente, cidadãos brasileiros precisam de visto para entrar na Zâmbia. O documento pode ser obtido previamente como eVisa (recomendado) ou como Visto na Chegada (VoA) nos principais aeroportos. Para quem visita também o Zimbábue, o KAZA UniVisa é a opção mais econômica. É obrigatória a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) contra Febre Amarela.
Visto para Zâmbia: requisitos e processos de entrada
Visitar a Zâmbia é mergulhar no coração selvagem da África, lar das impressionantes Cataratas Vitória e de safáris lendários. Para brasileiros, a entrada neste território exige planejamento burocrático, pois o visto é obrigatório. Embora o processo tenha se modernizado significativamente, a escolha da modalidade correta — entre o sistema eletrônico e o visto na chegada — pode definir a tranquilidade do seu desembarque.
A Mundial Vistos preparou este material técnico para garantir que sua única surpresa seja a grandiosidade das paisagens africanas, e não uma exigência documental na imigração.
Entendendo a exigência de visto para brasileiros
Atualmente, o Brasil figura na lista de países classificados como ‘Categoria B’ pelo Departamento de Imigração da Zâmbia. Isso significa que cidadãos brasileiros podem obter o visto na chegada (Visa on Arrival) ou solicitar previamente o visto eletrônico (eVisa). Não há isenção de visto para turismo comum, independentemente da duração da estadia, exceto para portadores de passaportes diplomáticos ou de serviço em situações específicas.
É importante notar que, embora brasileiros ainda necessitem de visto, a Zâmbia isentou de visto diversas nacionalidades (como Reino Unido, EUA, Canadá, China e países da União Europeia) em 2022. Esta informação é relevante para viajantes em grupos mistos ou famílias com dupla cidadania, pois cidadãos com esses passaportes podem entrar gratuitamente.
Visto eletrônico (eVisa): o método recomendado
A via mais segura e recomendada pela Mundial Vistos é o eVisa. Solicitar a autorização antes de sair do Brasil elimina a incerteza de enfrentar filas longas ou problemas técnicos nos guichês de imigração após um voo exaustivo.
O processo é realizado integralmente pelo portal oficial do Governo da Zâmbia (eservices.zambiaimmigration.gov.zm). Após o preenchimento do formulário e o pagamento, o viajante recebe uma carta de aprovação (‘Approval Letter’) por e-mail. Este documento deve ser impresso e apresentado ao oficial de imigração, que então aporá o visto físico no passaporte. O processamento oficial do eVisa é de 3 a 5 dias úteis, mas recomenda-se solicitar com pelo menos 14 dias de antecedência devido a eventuais instabilidades no sistema governamental zambiano.
Documentação obrigatória e certificação de saúde
Para qualquer modalidade, a consistência documental é auditada rigorosamente. Prepare seu checklist:
- Passaporte: Validade mínima de seis meses a partir da data de entrada e pelo menos duas a três páginas em branco.
- Fotos: Digitais (para eVisa) ou físicas (para VoA), tamanho passaporte, fundo branco e recentes.
- Comprovantes: Passagem de retorno confirmada e reserva de hospedagem.
- Vacina contra Febre Amarela: Este é um ponto crítico. O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é exigido para todos os viajantes provenientes do Brasil. A vacina deve ser tomada com no mínimo 10 dias de antecedência ao embarque. É fundamental reforçar que a vacina contra febre amarela é dose única e vitalícia; o viajante deve focar apenas na emissão e posse correta do seu CIVP original, sem a necessidade de buscar reforços desnecessários. Sem o CIVP original, o embarque pode ser negado ainda no Brasil, e a fiscalização na África é severa.
KAZA UniVisa: acesso duplo para Zâmbia e Zimbábue
Se o seu roteiro inclui as Cataratas Vitória (Victoria Falls), é provável que você queira vê-las de ambos os lados. O KAZA UniVisa é a solução ideal, permitindo múltiplas entradas entre Zâmbia e Zimbábue por um período de 30 dias.
Além de facilitar o trânsito entre os dois países, o KAZA UniVisa permite passeios de um dia (day trips) para o Botsuana, através da fronteira de Kazungula, desde que o viajante retorne à Zâmbia ou Zimbábue no mesmo dia. Esta modalidade está sujeita à disponibilidade de adesivos nos postos de fronteira, portanto, verificar a disponibilidade online ou chegar cedo aos portos de entrada é aconselhável.
Visto na chegada: quando vale a pena arriscar
O Visto na Chegada (VoA) está disponível nos principais portos, como o Aeroporto Internacional Kenneth Kaunda (em Lusaka) e o Harry Mwanga Nkumbula (em Livingstone). Embora confira flexibilidade, exige paciência.
O pagamento no local deve ser feito preferencialmente em espécie (Dólares Americanos). É crucial levar o valor exato da taxa em notas novas (série posterior a 2013) e em perfeito estado, pois a falta de troco em Dólares é frequente em fronteiras terrestres e aeroportos africanos. O troco muitas vezes é dado em Kwacha Zambiano (moeda local desvalorizada) ou simplesmente não há troco disponível. Embora existam máquinas de cartão, falhas de conexão são comuns.
Custos e taxas consulares atualizados
As taxas governamentais variam conforme a modalidade e o número de entradas. Valores de referência atuais indicam:
- Visto de Entrada Única: USD 50.
- Visto de Dupla Entrada: USD 80.
- Visto de Múltiplas Entradas: USD 150.
- Visto de Excursionista (Day Tripper Visa): USD 20 (para quem deseja visitar a Zâmbia por um dia a partir do Zimbábue, sem pernoite).
- KAZA UniVisa: USD 50.
Nota: As taxas online podem incluir pequenas sobretaxas de processamento bancário.
Estudo de caso: a expedição fotográfica de Ana e Marcos
Ana e Marcos planejaram uma viagem de 20 dias focada em vida selvagem. O roteiro começava em Livingstone (Zâmbia), cruzava para Victoria Falls (Zimbábue) e incluía um safári no Chobe (Botsuana). Inicialmente, pensaram em tirar vistos separados.
Ao consultarem a Mundial Vistos, foram orientados a aplicar para o KAZA UniVisa. Se tivessem optado por vistos individuais de entrada única para cada país, gastariam mais e perderiam tempo em cada fronteira. Com o KAZA obtido na chegada em Livingstone, eles cruzaram a ponte para o Zimbábue a pé para fotos e fizeram o bate-volta ao Botsuana sem burocracia adicional, economizando cerca de USD 30 a USD 50 por pessoa em taxas e horas preciosas de viagem.
Vacinas e precauções sanitárias indispensáveis
Além da Febre Amarela (obrigatória), a saúde do viajante requer atenção. A Zâmbia é uma zona de risco para Malária. A profilaxia medicamentosa deve ser discutida com um infectologista antes da viagem. Medidas de barreira, como repelentes com icaridina e roupas de manga longa ao amanhecer e entardecer, são essenciais.
Beba exclusivamente água mineral lacrada. Recentemente, autoridades locais reforçaram alertas sobre a qualidade da água em áreas urbanas e industriais, sugerindo cautela extra com gelo e alimentos crus fora dos hotéis de rede internacional.
Dicas de moeda e segurança local
A moeda oficial é o Kwacha Zambiano (ZMW). Embora o Dólar Americano seja aceito em hotéis e agências de turismo, transações menores no comércio local exigem a moeda nacional. Troque uma pequena quantia no aeroporto ou saque em ATMs nas grandes cidades.
Quanto à segurança, a Zâmbia é politicamente estável, mas furtos de oportunidade ocorrem. Evite caminhar à noite em Lusaka e mantenha seus pertences monitorados em áreas turísticas movimentadas.
Em resumo
- Brasileiros precisam de visto para a Zâmbia (eVisa ou Visto na Chegada).
- O Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) contra Febre Amarela é obrigatório para embarque, e a vacina é de dose única vitalícia.
- O KAZA UniVisa (USD 50) é a melhor opção para quem visita Zâmbia e Zimbábue na mesma viagem.
- O Visto de Entrada Única tem um custo de USD 50.
- Dólares para pagamento de taxas devem ser novos (pós-2013), estar em perfeito estado e, preferencialmente, no valor exato.
Conclusão
A Zâmbia oferece uma das experiências mais autênticas da África, mas a burocracia de fronteira não deve ser subestimada. Um erro no preenchimento do eVisa ou a falta do CIVP pode comprometer suas férias antes mesmo de começarem. A Mundial Vistos atua para blindar seu planejamento, garantindo que sua documentação esteja impecável e adequada ao seu roteiro, seja ele uma visita rápida às cataratas ou uma longa expedição de safári. Viaje com a segurança de quem tem especialistas cuidando de cada detalhe.
Perguntas Frequentes
Brasileiros precisam de visto para a Zâmbia?
Sim, brasileiros precisam de visto. Ele pode ser solicitado eletronicamente (eVisa) antes da viagem ou obtido na chegada (Visa on Arrival) nos aeroportos internacionais e principais fronteiras terrestres.
Qual é o valor da taxa do visto para a Zâmbia?
As taxas variam conforme a modalidade: o Visto de Entrada Única custa aproximadamente USD 25, o de Dupla Entrada USD 40 e o KAZA UniVisa (válido também para o Zimbábue) custa USD 50. Taxas de processamento online podem aplicar-se.
O que é o KAZA UniVisa?
O KAZA UniVisa é um visto unificado que permite múltiplas entradas na Zâmbia e no Zimbábue por 30 dias, além de day trips para o Botsuana. Custa USD 50 e é ideal para quem visita as Cataratas Vitória.
É obrigatório tomar vacina de febre amarela para ir à Zâmbia?
Sim, a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra Febre Amarela é obrigatória para viajantes procedentes do Brasil. A vacina deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque.
Quanto tempo demora para sair o eVisa da Zâmbia?
O processamento do eVisa geralmente leva de 3 a 5 dias úteis após a submissão completa no portal oficial, mas recomenda-se solicitar com pelo menos 2 semanas de antecedência para evitar imprevistos.
