Resposta Rápida:
Brasileiros estão isentos de visto para Taiti (Polinésia Francesa) para turismo ou negócios em estadias de até 90 dias. No entanto, é obrigatório apresentar passaporte válido, passagem de volta confirmada, comprovante de hospedagem e o Certificado Internacional de Vacinação (CIVP) contra a Febre Amarela, tomado com no mínimo 10 dias de antecedência.
Entrada no Taiti exige vacinas e documentos específicos mesmo sem visto
A Polinésia Francesa, lar de ilhas icônicas como Bora Bora, Moorea e a própria ilha do Taiti, é o sonho de consumo de muitos viajantes brasileiros. Embora seja um território ultramarino da França, suas regras de imigração possuem particularidades que diferem da França Metropolitana. Quando se pesquisa sobre visto para Taiti, a primeira informação que surge é a isenção para turismo, mas essa facilidade burocrática não elimina a necessidade de uma preparação documental rigorosa. Para garantir que sua chegada ao Aeroporto Internacional de Faa’a seja tranquila, é essencial dominar os requisitos exigidos pela Polícia de Fronteiras (PAF).
Isenção de visto para brasileiros e regras de permanência
Atualmente, cidadãos brasileiros desfrutam de um privilégio diplomático: a isenção de visto para estadias de curta duração na Polinésia Francesa. Isso se aplica a viagens de turismo, visitas familiares ou negócios que não excedam 90 dias. A regra baseia-se em um período de 180 dias móveis. Ou seja, ao olhar para qualquer data, você não pode ter permanecido mais de 90 dias no território nos últimos 180 dias.
Esta permissão é concedida automaticamente na chegada, desde que o viajante apresente os comprovantes de suporte da viagem. É crucial entender que esta isenção é válida apenas para atividades não remuneradas. Se o objetivo for trabalhar, mesmo que por um curto período, a isenção é anulada e um visto específico torna-se obrigatório.
A relação entre o Taiti e o Espaço Schengen
Uma dúvida frequente e ponto de confusão para muitos turistas é a relação com a Europa. A Polinésia Francesa é uma Coletividade Ultramarina (COM) e não faz parte do Espaço Schengen. Isso significa que os controles de fronteira são distintos.
Diferente do que ocorre na Europa continental, o tempo que você passa no Taiti não consome necessariamente seus dias permitidos no Espaço Schengen, e vice-versa. São contagens de prazo distintas, embora a regra matemática (90/180) seja idêntica. No entanto, se o seu voo faz conexão em um país do Schengen (como a França continental), você passará pela imigração europeia e as regras de lá se aplicarão ao trânsito. Planeje sua rota considerando essas duas jurisdições separadas.
O passaporte e a regra de validade
O documento primário para cruzar as fronteiras do Pacífico é o passaporte. Pela legislação vigente, ele deve ter validade de, no mínimo, 3 meses após a data prevista para a sua saída da Polinésia Francesa. Contudo, a recomendação de ouro da Mundial Vistos e de especialistas em tráfego internacional é viajar com um passaporte válido por pelo menos 6 meses a partir da entrada.
Essa margem de segurança protege o viajante em casos de imprevistos, como necessidade de extensão da viagem por motivos de saúde ou cancelamentos de voos. Além disso, o passaporte deve estar em boas condições, com páginas livres para os carimbos de entrada e saída.
Certificado internacional de vacinação: o documento que barra viajantes
Mais do que uma formalidade, a saúde pública é levada a sério nas ilhas. Para brasileiros, o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra a Febre Amarela é um documento mandatório. O Brasil é considerado uma área de risco de transmissão, e as autoridades sanitárias polinésias exigem prova de imunização.
A vacina deve ser tomada com uma antecedência mínima de 10 dias do embarque. Se você tomar a vacina menos de 10 dias antes da viagem, sua entrada pode ser negada, pois o corpo ainda não é considerado imunizado. Este documento é verificado tanto no check-in da companhia aérea no Brasil quanto na imigração em Papeete.
Comprovação financeira e passagem de retorno
A isenção do visto para Tahiti não significa entrada livre sem critérios. O oficial de imigração tem autoridade para exigir a prova de que você possui recursos para se manter no arquipélago, que possui um custo de vida elevado. Aceitam-se como comprovantes:
- Dinheiro em espécie (Euros ou Dólares, para câmbio local em Franco do Pacífico – XPF).
- Cartões de crédito internacionais com limite disponível comprovado.
- Extratos bancários recentes.
Além disso, a apresentação da passagem aérea de volta ou de continuação para um terceiro país é inegociável. Viajantes com apenas o bilhete de ida são frequentemente barrados no embarque, pois isso sinaliza uma possível intenção de imigração irregular.
Acomodação: reservas e ‘attestation d’accueil’
Saber onde você vai dormir é uma preocupação das autoridades. Você deve apresentar uma reserva de hotel ou resort confirmada para todo o período. Se o plano é ficar na casa de amigos ou familiares residentes, não basta um convite informal por e-mail.
É necessário apresentar uma ‘Attestation d’accueil’ (Atestado de Acolhimento). Este documento oficial deve ser solicitado pelo anfitrião na prefeitura local (Mairie) na Polinésia Francesa, carimbado e enviado original ou digitalizado para o viajante apresentar na fronteira. Sem isso, a hospedagem em residência particular não é reconhecida oficialmente.
ETIAS e futuras implementações
O Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS) tem gerado muitas dúvidas. Embora desenhado para o Espaço Schengen, sua aplicabilidade e sistemas análogos para territórios ultramarinos estão em fase de definição pelas autoridades da União Europeia e da França.
Para o cenário atual de 2025, o ETIAS ainda não é exigível para a entrada. A previsão de implementação completa do sistema na Europa foi ajustada para o final de 2026. Portanto, por enquanto, a isenção de visto segue os moldes tradicionais, sem a necessidade de autorização eletrônica prévia. Mantenha-se atento às atualizações da Mundial Vistos conforme a data da sua viagem se aproxima.
Estudo de caso: a conexão de Marcos em Los Angeles
Para ilustrar a importância da documentação, vejamos o caso de Marcos, cliente da Mundial Vistos. Ele planejou férias no Taiti voando via Los Angeles (EUA). Marcos sabia que não precisava de visto para o Taiti, mas esqueceu que, para fazer conexão nos Estados Unidos, é obrigatório possuir um visto americano (de trânsito ou turismo), mesmo que não saia do aeroporto.
Além disso, Marcos quase foi barrado no embarque em São Paulo porque seu CIVP de Febre Amarela estava vencido (nos modelos antigos) e ele não havia atualizado para o modelo vitalício na Anvisa. Graças à consultoria prévia, ele conseguiu regularizar o CIVP digitalmente a tempo e já possuía o visto americano válido. O exemplo reforça: as regras de trânsito internacional são tão importantes quanto as do destino final.
Vistos de longa duração e trâmites consulares
Se o seu sonho polinésio envolve passar mais de 90 dias, estudar ou trabalhar, o cenário muda. Você precisará solicitar um Visto de Longa Duração (Visa de long séjour) junto ao Consulado Geral da França no Brasil.
Este processo exige agendamento prévio, coleta de biometria e análise documental detalhada. O visto emitido terá a menção ‘Polinésia Francesa’, sendo válido especificamente para este território e não permitindo residência na França continental. A Mundial Vistos auxilia na montagem deste processo consular complexo, minimizando riscos de negativa.
Em resumo
- Brasileiros não precisam de visto para turismo ou negócios no Taiti por até 90 dias a cada 180 dias.
- A vacina contra Febre Amarela (CIVP) é obrigatória e deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque.
- O passaporte deve ter validade mínima de 3 meses após a saída, mas recomenda-se 6 meses para segurança.
- A Polinésia Francesa não faz parte do Espaço Schengen; os dias de estadia são contados separadamente.
- Passagem de volta confirmada e comprovantes financeiros são exigidos pela imigração e pelas companhias aéreas.
Viaje com segurança jurídica e tranquilidade
Navegar pelas águas azuis da Polinésia Francesa deve ser uma experiência leve, não um pesadelo burocrático. Entender a diferença entre isenção de visto e isenção de documentos é o que separa uma viagem de sucesso de uma deportação. A Mundial Vistos atua como seu copiloto nessa jornada, garantindo que detalhes técnicos como a validade do passaporte, o CIVP e as regras de conexão não sejam obstáculos. Planeje sua ida ao paraíso com a certeza de que sua entrada está garantida pela experiência de quem domina a imigração mundial.
Perguntas Frequentes
Brasileiro precisa de visto para o Taiti?
Não. Cidadãos brasileiros são isentos de visto para o Taiti (Polinésia Francesa) para viagens de turismo ou negócios de até 90 dias. Contudo, é necessário apresentar passaporte válido, passagem de retorno e vacina de febre amarela.
Qual a validade do passaporte para entrar na Polinésia Francesa?
A regra oficial exige que o passaporte seja válido por pelo menos 3 meses após a data de saída do território. No entanto, recomenda-se viajar com 6 meses de validade para evitar problemas com conexões ou imprevistos.
Preciso de vacina de febre amarela para o Taiti?
Sim, é obrigatório. Viajantes procedentes do Brasil (país de risco) devem apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra a Febre Amarela, com a vacina aplicada há pelo menos 10 dias.
O Taiti faz parte do Espaço Schengen?
Não. A Polinésia Francesa é uma Coletividade Ultramarina e não integra o Espaço Schengen. As regras de imigração são próprias e o tempo de estadia lá não conta para o limite de 90 dias da Europa continental.
O que acontece se eu quiser ficar mais de 90 dias no Taiti?
Para estadias superiores a 90 dias, é obrigatório solicitar um Visto de Longa Duração (Visa de long séjour) no Consulado da França no Brasil antes da viagem. A isenção de turismo não pode ser estendida localmente.
