Visto para Romênia

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Resposta Rápida:

O Visto para Romênia não é exigido para brasileiros em viagens de turismo ou negócios por até 90 dias (dentro de um período de 180 dias), devido à integração ao Espaço Schengen. No entanto, para estadias superiores a 90 dias, trabalho ou estudos, é obrigatório solicitar um Visto de Longa Duração (Tipo D) no consulado antes da viagem.

Visto para Romênia e as regras de fronteira que pegam turistas de surpresa

A integração da Romênia ao Espaço Schengen alterou profundamente a dinâmica de viagens no Leste Europeu. Para os brasileiros, a busca por informações sobre o Visto para Romênia revela um cenário de transição: embora a isenção para turismo permaneça, o rigor na fiscalização fronteiriça atingiu níveis inéditos. A entrada no chamado “Schengen Aéreo e Marítimo” em março de 2024 marcou o fim dos controles de passaporte para voos internos no bloco, mas aumentou a responsabilidade do viajante em provar sua elegibilidade.

Com a iminente consolidação das fronteiras terrestres, o planejamento de quem viaja de trem ou carro pelos Balcãs exige precisão cirúrgica. Os oficiais da Poliția de Frontieră (Polícia de Fronteira) aplicam agora o Código de Fronteiras Schengen com tolerância zero. Documentos que antes passavam despercebidos em uma viagem isolada a Bucareste agora são critérios eliminatórios. Entender a unificação do cronômetro de 90 dias, as exigências financeiras e as especificidades dos vistos de longa duração não é mais opcional; é o requisito básico para evitar a deportação.

A isenção de visto para turismo e o cálculo de dias

É fundamental esclarecer o conceito de “Visto para Romênia” no contexto turístico. Cidadãos brasileiros não precisam solicitar um visto prévio para estadias de até 90 dias, a cada período de 180 dias, para fins de turismo, negócios ou visitas familiares. No entanto, essa isenção não é um cheque em branco. A entrada no país consome seu saldo global de dias no Espaço Schengen.

Anteriormente, a Romênia funcionava como um “refúgio” para resetar o tempo de permanência na Europa Ocidental. Turistas passavam 90 dias na França e, em seguida, viajavam para a Romênia para ficar mais tempo legalmente na Europa. Essa estratégia tornou-se obsoleta e perigosa. Hoje, cada dia passado em solo romeno é descontado do mesmo saldo que você usaria na Itália, Espanha ou Alemanha. O cálculo deve ser feito considerando os últimos 180 dias móveis, e erros matemáticos aqui resultam em overstay (permanência ilegal).

A abertura total das fronteiras terrestres, prevista para consolidar-se plenamente no início de 2025, facilitará o trânsito logístico vindo da Hungria ou Bulgária, eliminando filas físicas. Contudo, a ausência de um oficial carimbando seu passaporte na estrada não significa invisibilidade. Sistemas de vigilância e registros digitais contabilizam sua presença. Ignorar essa contabilidade digital é o caminho mais rápido para receber uma proibição de entrada no território europeu por até cinco anos.

Documentação obrigatória na fronteira: o check-list da inadmissão

Mesmo sem a necessidade de um selo de visto no passaporte antes do embarque, o brasileiro deve portar um dossiê completo. O oficial de imigração tem autoridade discricionária para negar a entrada se desconfiar das intenções do viajante. O passaporte deve ter sido emitido nos últimos 10 anos e possuir validade de, no mínimo, três meses além da data prevista para a saída do território Schengen.

A passagem de retorno é o item mais fiscalizado. Chegar com um bilhete apenas de ida classifica o viajante quase automaticamente como um potencial imigrante ilegal. O bilhete deve estar confirmado e emitido — reservas não pagas geralmente não são aceitas. Ele deve indicar a saída de todo o Espaço Schengen, seja retornando ao Brasil ou seguindo para um país terceiro, como o Reino Unido ou a Turquia.

O perigo das cartas convite informais

Um erro clássico envolve a hospedagem na casa de amigos ou parentes. Uma mensagem de WhatsApp ou um e-mail do anfitrião dizendo “pode ficar aqui” não possui valor legal. A imigração romena exige a Declarație de primire în spațiu (Declaração de recebimento no espaço). Este documento deve ser formalizado pelo anfitrião em um notário público na Romênia e enviado ao viajante (o original ou uma cópia digital de alta resolução). Sem isso, ou sem uma reserva de hotel cobrindo toda a estadia, a entrada será negada.

Comprovação financeira e a regra dos 50 euros

A solvência econômica é um dos pilares para a aprovação da entrada. A legislação local estabelece que o turista deve comprovar acesso a €50 (cinquenta euros) por dia de estadia. No entanto, existe uma “pegadinha” que confunde muitos: o piso mínimo absoluto de €500 por viagem.

Isso significa que, se sua viagem for de apenas um fim de semana (2 dias), a conta matemática de 2 x €50 = €100 não é válida. Você precisará comprovar a disponibilidade de €500. Para estadias longas, vale a regra dos €50 diários. Esses valores podem ser apresentados em:

  • Dinheiro em espécie (Euros ou Dólares, que serão trocados por Lei Romeno);
  • Extratos bancários recentes e carimbados;
  • Limites de cartão de crédito disponíveis (fatura recente);
  • Cartões de viagem pré-pagos (como Wise ou Nomad).

Se o viajante possuir a carta convite notarial mencionada anteriormente, onde o anfitrião se responsabiliza pelo sustento, a exigência financeira pode ser reduzida (geralmente para cerca de €30/dia), mas a recomendação da Mundial Vistos é nunca contar com essa redução. Tenha sempre o valor integral para evitar depender da interpretação do agente.

Visto para Romênia de Longa Duração (Tipo D): quando solicitar

Para estadias superiores a 90 dias, a isenção de visto não se aplica. Brasileiros que desejam trabalhar, estudar ou residir no país devem solicitar obrigatoriamente o Visto de Longa Duração (Tipo D) ainda no Brasil, junto ao Consulado da Romênia. Tentar entrar como turista para depois procurar emprego é uma infração grave que impede a regularização posterior sem sair do país.

Existem diversas categorias de Visto D, sendo as mais comuns:

  1. Visto de Trabalho (D/AM): Exige um contrato prévio e uma autorização de trabalho emitida pelo IGI (Inspectoratul General pentru Imigrări) a pedido do empregador romeno.
  2. Visto de Estudos (D/SD): Requer carta de aceitação de uma universidade romena e comprovante de pagamento das taxas.
  3. Visto para Nômades Digitais: Uma modalidade recente que atrai trabalhadores remotos com renda comprovada (geralmente acima de €3.300 mensais) proveniente de fora da Romênia.

Após a entrada com o Visto D, o estrangeiro tem a obrigação de solicitar a Permissão de Residência (Permis de Ședere) nos primeiros 30 a 60 dias. O processo é burocrático e exige tradução juramentada e legalização de documentos brasileiros, como certidões de nascimento e antecedentes criminais.

Seguro viagem, saúde e vacinas

O Seguro Viagem com cobertura mínima de €30.000 é obrigatório para entrar no Espaço Schengen. A apólice deve cobrir explicitamente despesas médicas, hospitalares e repatriação sanitária e funerária. Apresentar apenas o cartão de crédito sem a apólice detalhada (Certificate of Insurance) em mãos é motivo frequente de questionamentos.

Em termos de saúde pública, não é exigido o Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela para quem viaja diretamente do Brasil, mas manter o calendário de vacinas regular em dia é prudente. Sobre o consumo de água, embora potável nas grandes cidades, a infraestrutura de encanamento antiga em prédios históricos sugere que turistas prefiram água mineral (apă plată) para evitar desconfortos gástricos.

A confusão da moeda: Leu Romeno vs. Euro

Embora a Romênia faça parte da União Europeia, ela ainda não adotou o Euro como moeda oficial. A moeda corrente é o Leu Romeno (RON). Tentar pagar restaurantes, supermercados ou táxis com notas de Euro geralmente resulta em recusa ou em uma conversão extremamente desfavorável para o turista.

A estratégia correta é levar Euros em espécie (notas de €50 ou €100) e trocá-los em casas de câmbio oficiais (Case de Schimb) nas cidades, evitando as cotações predatórias do aeroporto. Cartões de débito global (Wise/Nomad) funcionam bem e convertem automaticamente.

Mobilidade: dirigindo na Romênia e a taxa Rovinieta

Explorar a Transilvânia de carro é o sonho de muitos, mas as regras de trânsito escondem armadilhas fiscais. A Rovinieta é uma taxa obrigatória para o uso das estradas nacionais. Diferente do Brasil, onde há praças de pedágio com cancelas, na Romênia o controle é feito por câmeras inteligentes que leem as placas.

Estudo de caso: a multa silenciosa

Imagine Carlos, que alugou um carro na Hungria e cruzou a fronteira para a Romênia. Ele dirigiu por 10 dias, crente de que as estradas eram gratuitas por não ver pedágios. As câmeras registraram sua placa diariamente. Meses depois, a locadora cobrou multas acumuladas que superavam o valor do aluguel. Para evitar isso, se o carro não tiver a taxa incluída (comum em aluguéis locais), você deve comprar a Rovinieta online ou em postos de gasolina (Benzinărie) imediatamente ao entrar no país.

O futuro digital: EES e ETIAS

A imigração romena está em processo de digitalização total. O Sistema de Entrada e Saída (EES) substituirá progressivamente o carimbo físico pela coleta biométrica (foto e digitais) na chegada. Isso visa automatizar o cálculo de tempo de permanência, tornando impossível esconder um overstay.

Além disso, o ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) será implementado futuramente (previsão para meados de 2025/2026). Trata-se de uma autorização eletrônica prévia, similar ao ESTA americano, que custará cerca de €20. Sem o ETIAS aprovado, o embarque no Brasil será negado pela companhia aérea. É vital acompanhar as atualizações da Mundial Vistos para saber exatamente quando essa regra entrará em vigor.

Em resumo

  • Visto para Romênia: Isento para turismo (até 90 dias), mas obrigatório (Tipo D) para trabalho, estudos ou estadias longas.
  • Regra Schengen: Dias passados na Romênia contam para o limite global de 90/180 dias na Europa.
  • Dinheiro: Obrigatório comprovar €50/dia (mínimo absoluto de €500 por viagem) ou carta convite notarial.
  • Hospedagem: Reservas de hotel ou Declaração de Recebimento notarial são mandatórias; cartas informais não valem.
  • Estradas: Compre a Rovinieta ao dirigir para evitar multas automáticas por câmeras.

Conclusão

Viajar para a Romênia hoje exige mais do que apenas comprar uma passagem aérea; exige inteligência logística e conformidade documental. O país oferece paisagens deslumbrantes e uma cultura rica, mas suas fronteiras tornaram-se portões rigorosos da União Europeia. Um erro no cálculo dos dias ou a falta de uma carta convite formalizada pode transformar férias em uma experiência de inadmissão.

Na Mundial Vistos, sabemos que a burocracia não deve ser um obstáculo para seus planos. Seja para garantir que sua entrada como turista seja tranquila ou para instruir processos complexos de Visto D para residência e trabalho, nossa equipe domina as nuances da legislação romena e do Espaço Schengen. Não arrisque seu sonho no Leste Europeu por detalhes técnicos. Conte com a nossa experiência para viajar com a documentação blindada.

Perguntas Frequentes

Brasileiros precisam de visto para entrar na Romênia em 2025?

Para turismo e negócios de até 90 dias, brasileiros são isentos de visto. Porém, é necessário apresentar passaporte válido, seguro viagem, passagem de volta e comprovante financeiro. Para morar ou trabalhar, o Visto Tipo D é obrigatório.

Qual o valor financeiro mínimo exigido para entrar na Romênia?

A regra exige a comprovação de €50 (cinquenta euros) por dia de estadia. Contudo, existe um valor mínimo absoluto de €500 por viagem. Se você for ficar apenas 3 dias, deve ter €500, e não apenas €150.

A Romênia faz parte do Espaço Schengen?

Sim. A Romênia entrou no Schengen Aéreo e Marítimo em março de 2024. Os dias passados no país contam para o limite global de 90 dias permitidos no bloco europeu, afetando sua estadia em outros países como França ou Itália.

Posso trabalhar na Romênia entrando como turista?

Não. É ilegal procurar emprego ou trabalhar tendo entrado como turista. Para trabalhar, você deve obter um Visto de Trabalho (Tipo D) no Consulado da Romênia no Brasil antes de viajar, mediante autorização prévia do empregador.

O que é a taxa Rovinieta na Romênia?

A Rovinieta é uma taxa de uso das estradas nacionais romenas. Não há cancelas físicas de pedágio; o controle é feito por câmeras. É obrigatório comprar a taxa digitalmente ou em postos de gasolina ao entrar no país com carro para evitar multas.

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É fundamental planejar sua viagem internacional com máxima antecedência para garantir uma experiência tranquila e sem contratempos. Certifique-se de estar a par das exigências vitais e dos documentos necessários para o seu destino. Dependendo do país, pode ser imprescindível apresentar certificados de vacinação atualizados, um seguro de viagem internacional robusto, e outros requisitos essenciais. Lembre-se, as regulamentações são dinâmicas e podem sofrer alterações inesperadas.
Portanto, manter-se informado é mais do que uma recomendação — é uma necessidade.

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