Visto para Irã

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Resposta Rápida:

Cidadãos brasileiros têm isenção de visto para o Irã para turismo de até 15 dias via aeroportos internacionais. Exceder o prazo resulta em retenção e multa. Para outras finalidades ou entradas terrestres, o visto consular é obrigatório. Exige-se passaporte válido, CIVP contra Febre Amarela e seguro viagem específico. Cartões internacionais não funcionam; leve dinheiro em espécie (Dólar/Euro). Atenção: Irã não reconhece dupla nacionalidade (EUA/UK/CAN); proibida entrada com drones, álcool, carne de porco. Visita a Israel nos últimos 12-24 meses nega entrada.

Visto para o Irã e regras de entrada para brasileiros

Viajar para o Irã representa uma imersão profunda em uma das civilizações mais antigas e complexas do mundo. A antiga Pérsia oferece uma arquitetura islâmica monumental, desertos hipnotizantes e uma cultura de hospitalidade que desafia estereótipos. No entanto, o acesso a este destino exige um planejamento burocrático rigoroso.

A logística de entrada no país é governada por normas diplomáticas estritas e sanções internacionais que afetam diretamente o turista brasileiro. Compreender as nuances da imigração é o primeiro passo para evitar que o sonho da viagem se transforme em uma deportação ou recusa de embarque.

As regras de entrada sofreram atualizações importantes recentemente, oscilando entre flexibilizações para o turismo e a manutenção de controles rígidos de segurança. Este artigo detalha tecnicamente as exigências atuais, cobrindo desde a isenção de vistos até os protocolos financeiros e sanitários indispensáveis.

Isenção de visto para turismo: Regras e Limites

Atualmente, o governo iraniano concede uma isenção unilateral de visto para cidadãos brasileiros. Esta política visa incentivar o fluxo turístico, removendo a barreira burocrática inicial. Contudo, é vital compreender que esta facilidade não é um “passe livre” irrestrito.

A isenção aplica-se exclusivamente a viagens com finalidade estrita de turismo. Se o motivo da viagem envolver negócios, participação em feiras, jornalismo ou estudos, a isenção é automaticamente anulada. O viajante deve, nestes casos, solicitar o visto específico.

O período máximo de permanência permitido sob esta regra é de 15 dias. Este prazo é fixo e improrrogável. O descumprimento do prazo de 15 dias resulta em retenção na saída e necessidade de regularização presencial junto à Polícia de Passaportes (Escritório de Assuntos de Estrangeiros em Teerã), o que pode causar a perda do voo de retorno e a aplicação de multas diárias (aproximadamente 2.000.000 IRR/dia em 2025. Devido à hiperinflação do Rial, o valor nominal em IRR é extremamente volátil. Para entender o impacto real em moeda forte, como Euro ou Dólar, e evitar imprecisões, recomenda-se consultar a taxa de câmbio no portal Bonbast minutos antes de qualquer transação oficial, pois o valor pode variar drasticamente a cada hora). O processo de regularização pode atrasar a saída em até 48 horas. Se o viajante desejar permanecer por um período superior (mesmo que 16 dias), ele perde o direito à isenção e deve solicitar o visto de turista integralmente via consulado ou E-visa antes do embarque, com os custos associados. Não existe ‘upgrade’ da isenção para visto comum após a entrada.

A restrição do ponto de entrada

Um detalhe técnico frequentemente negligenciado é o local de entrada. A isenção de visto é válida apenas para chegadas via aeroportos internacionais (como o Aeroporto Imam Khomeini em Teerã, ou os aeroportos de Shiraz e Isfahan).

Viajantes que planejam entrar no Irã por fronteiras terrestres — vindos da Turquia, Armênia, Azerbaijão, Paquistão ou Iraque — ou por vias marítimas, não são elegíveis para a isenção. Nestes cenários, o visto consular prévio é mandatório, independentemente da duração da estadia.

Além disso, a frequência é controlada: a entrada sem visto é permitida apenas uma vez a cada período de seis meses. Retornos antecipados exigem tramitação consular.

Documentação essencial na imigração

Mesmo dispensado do visto físico, o brasileiro deve provar sua elegibilidade ao oficial de imigração. A soberania do agente de fronteira permite que ele negue a entrada caso a documentação não esteja completa.

Passaporte: Deve possuir validade mínima de seis meses a partir da data de entrada. O Irã não aplica carimbos físicos no passaporte desde 2018 para mitigar problemas dos viajantes com autoridades de outros países (como os EUA). O controle de entrada é eletrônico e o sistema evoluiu para o “Digital Entry Record”. Embora uma folha possa ser impressa, o oficial agora foca na validação do QR Code gerado no sistema E-visa. É crucial que o QR Code do Visa Grant Notice esteja salvo no celular e impresso, pois a internet no aeroporto de Teerã (IKIA) é instável para baixar documentos na hora. Se o viajante não tiver o código digital ou impresso, o tempo de espera na imigração pode exceder 3 horas para recuperação manual dos dados.

Biometria Obrigatória: Além disso, o Irã aplica a coleta de impressões digitais (biometria) de todos os estrangeiros na chegada. Este processo é mandatório para a liberação da entrada, mesmo com a isenção de visto.

Passagem de retorno: A apresentação do bilhete aéreo de saída confirmado é obrigatória. O oficial precisa ter a garantia de que o turista deixará o território iraniano dentro do limite de 15 dias. Reservas sujeitas a disponibilidade (standby) são frequentemente recusadas.

Comprovante de hospedagem: A apresentação da reserva confirmada de hotel para, ao menos, a primeira noite é obrigatória para a validação do seguro viagem local no aeroporto. Hospedagem em residências particulares exige que o anfitrião registre o visitante formalmente nas autoridades locais antes da chegada, sob risco de sanções imigratórias para ambos.

Para viajantes que não ficam em hotéis, qualquer estadia superior a 24 horas em uma localidade deve ser reportada à polícia local de estrangeiros (Amaken). Hotéis fazem isso automaticamente via sistema SANA, que em 2025 se integrou ao rastreamento do chip de turista (se adquirido no aeroporto e vinculado ao passaporte). A hospedagem informal (Airbnb não oficial ou casas de amigos) sem o devido registro é o principal gatilho para averiguações administrativas em voos domésticos ou paradas de trânsito.

Capacidade financeira: Devido à impossibilidade de uso de cartões internacionais, a imigração pode exigir que o turista mostre o dinheiro em espécie (Dólar ou Euro) que trouxe para custear a viagem. A falta de recursos visíveis pode levar à inadmissibilidade.

Código de Autorização (Visa Grant Notice – Status ‘Exempt’): Mesmo para a isenção de 15 dias, é altamente recomendável (e por vezes exigido pelas companhias aéreas como Qatar e Emirates) que o brasileiro preencha o formulário no portal E-visa antes de sair do Brasil para obter o ‘Visa Grant Notice’ com status ‘Exempt’. Embarcar ‘no escuro’ apenas com o passaporte pode resultar em impedimento de embarque por parte da companhia aérea que não consegue validar a isenção no sistema.

Quando o Visto Consular é obrigatório

Existem cenários específicos onde a isenção não se aplica e o viajante deve iniciar o processo de visto ainda no Brasil. Ignorar esta etapa resulta no impedimento da viagem.

O visto é exigido para:

  • Estadias planejadas superiores a 15 dias.
  • Entradas por qualquer fronteira terrestre ou porto marítimo.
  • Viagens de negócios, trabalho, conferências ou estudos.
  • Segunda entrada no país em um intervalo menor que seis meses.

O processo envolve o preenchimento de formulários no sistema eletrônico do Ministério das Relações Exteriores do Irã (E-visa), submissão de passaporte digitalizado e foto, além do pagamento de taxas consulares (valores sujeitos a alterações). Após a aprovação preliminar, o viajante recebe um código de autorização para a emissão do visto na Embaixada ou Consulado (em Brasília ou São Paulo). Embora o ‘Visa on Arrival’ (VOA) seja tecnicamente possível para brasileiros em aeroportos para estadias mais longas, ele é financeiramente desvantajoso. Em 2025, a taxa de VOA no aeroporto gira em torno de €80 a €100, enquanto o visto pré-aprovado e coletado na Embaixada ou Consulado custa aproximadamente €50. Portanto, o visto consular prévio é o método recomendado para economia e segurança jurídica.

Requisitos Sanitários: A Febre Amarela

O Brasil é considerado uma área de risco para a transmissão de Febre Amarela pelas autoridades iranianas. Por isso, a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é um requisito de entrada inegociável.

A vacina deve ser tomada com antecedência mínima de 10 dias antes do embarque. O certificado deve ser o modelo internacional emitido pela Anvisa. Em 2025, o Irã passou a aceitar e, em alguns postos, preferir o certificado digital via ConecteSUS (com QR Code validável internacionalmente), desde que contenha os dados em inglês. Recomenda-se que o viajante leve tanto a versão física (papel original da Anvisa) quanto a versão digital com QR Code. A verificação deste documento geralmente ocorre no check-in da companhia aérea ainda no Brasil. Sem o CIVP, o embarque é negado na origem, antes mesmo de chegar ao Irã.

Embora não sejam exigidas obrigatoriamente, recomenda-se manter atualizadas as vacinas contra Tétano, Hepatite A e B, e Febre Tifoide, devido às características sanitárias da região.

Medicamentos de Uso Contínuo e Controlados

Viajantes que necessitam de medicamentos de uso contínuo devem portar a receita médica original e uma cópia traduzida (ao menos para o inglês). Esta medida é essencial para evitar problemas na alfândega. Medicamentos que contenham substâncias controladas, como codeína ou psicotrópicos, e especialmente medicamentos de uso psiquiátrico ou para TDAH (como Ritalina/Venvanse) são rigorosamente fiscalizados. Para estes últimos, além da receita médica original e uma cópia traduzida (ao menos para o inglês), é indispensável que o medicamento esteja em sua embalagem original de fábrica; embalagens de transporte (porta-comprimidos) podem causar a detenção do passageiro para análise laboratorial da substância. Sem a devida comprovação de necessidade médica (receita traduzida e atestado médico), esses medicamentos podem ser confiscados, e o viajante pode ser submetido a averiguação administrativa ou sanções legais. Recomenda-se verificar a lista de substâncias proibidas ou restritas junto à Embaixada do Irã antes da viagem.

Logística Financeira: O desafio do dinheiro em espécie

O aspecto financeiro é, sem dúvida, o maior desafio logístico para brasileiros no Irã. Devido a sanções internacionais de longa data, o sistema bancário iraniano está desconectado da rede SWIFT global.

Cartões Inutilizáveis: Cartões de crédito, débito ou pré-pagos (Visa, Mastercard, Amex, Wise, Nomad) emitidos fora do Irã não funcionam em absolutamente nenhum lugar: nem em caixas eletrônicos (ATMs), nem em hotéis, lojas ou restaurantes.

Estratégia de Câmbio: O viajante deve levar 100% do orçamento da viagem em espécie. As moedas fortes aceitas são o Euro (EUR) e o Dólar Americano (USD). É crucial que as notas sejam novas (modelos recentes), sem rasgos, riscos, carimbos ou manchas. Para Dólares Americanos (USD), as notas devem ser obrigatoriamente as de ‘cara grande’ (séries coloridas e mais recentes). Notas antigas (chamadas de ‘notas de cabeça pequena’) ou séries anteriores a 2013 são sistematicamente recusadas por casas de câmbio (Sarāfi) no Irã. Notas danificadas também são recusadas.

É fundamental que o viajante nunca troque dinheiro em bancos oficiais, que utilizam a taxa governamental artificialmente baixa. O câmbio deve ser feito em casas de câmbio autorizadas (Sarāfi) ou hotéis que utilizam a taxa de mercado (Free Market Rate), conhecida como taxa Bonbast. A diferença de poder de compra entre as taxas oficiais e de mercado pode chegar a 400%, impactando significativamente o orçamento da viagem.

Cartão de Débito Local para Turistas (‘Tourist Card’): Uma solução moderna para evitar carregar grandes volumes de cédulas é o ‘Tourist Card’. Atualmente, fintechs focadas exclusivamente no público estrangeiro, como Mah Card ou DaricPay, oferecem um cartão de débito local para turistas. Estas opções são prioritárias, pois possuem balcões de entrega rápida no Aeroporto IKIA e funcionam de forma mais ágil que os bancos estatais, que em 2025 têm enfrentado dificuldades técnicas com chips de cartões para estrangeiros (como o Melli Bank). Você deposita Euros/Dólares neste cartão e pode usá-lo como um cartão iraniano comum para pagamentos e saques em Rials, facilitando as transações diárias.

Rial vs. Toman: A moeda oficial é o Rial Iraniano (IRR), mas a população e o comércio utilizam o “Toman”. Um Toman equivale a 10 Rials. Essa diferença causa confusão constante. Se um produto custa 50.000 Tomans, o viajante deve entregar uma nota de 500.000 Rials. Sempre confirme a unidade monetária antes de pagar.

Código de Vestimenta e Normas Culturais

O Irã é uma República Islâmica regida pela Sharia. O código de vestimenta não é uma sugestão cultural, mas uma lei federal que se aplica a todos os indivíduos no território, incluindo turistas estrangeiros.

Regras para Mulheres: O uso do hijab (lenço cobrindo o cabelo) é obrigatório em todos os espaços públicos, inclusive dentro de veículos e no lobby de hotéis. As roupas devem ser modestas, ocultando as curvas do corpo. O padrão aceito para turistas é o uso de calças compridas e uma túnica ou casaco (manteau) que cubra o quadril e vá até o meio da coxa ou joelhos. Mangas devem ser longas ou 3/4. Para entrar em santuários sagrados (como os de Mashhad ou Qom), mulheres são obrigadas a usar o chador (uma peça única que cobre o corpo todo, da cabeça aos pés). Geralmente, os santuários os emprestam gratuitamente na entrada, mas é um detalhe logístico importante para o planejamento cultural.

Regras para Homens: Devem usar calças comprida em todos os momentos públicos. O uso de shorts ou bermudas é estritamente proibido e socialmente inaceitável. Camisetas de manga curta são permitidas, mas regatas devem ser evitadas.

Comportamento: Demonstrações públicas de afeto (beijos, abraços íntimos) entre casais devem ser evitadas. O consumo de álcool é ilegal e punível por lei; não existe venda legal de bebidas alcoólicas no país.

Conectividade e Bloqueios Digitais

A internet no Irã é fortemente filtrada pelo governo. Redes sociais como Facebook, X (antigo Twitter), YouTube, Telegram e até mesmo o WhatsApp (em certos períodos) são bloqueados, assim como muitos sites de notícias internacionais.

Para manter a comunicação com o Brasil, o uso de VPNs (Redes Virtuais Privadas) é uma necessidade técnica. Embora o uso de VPNs não licenciadas seja tecnicamente ilegal, é uma prática disseminada. Recomenda-se instalar múltiplos aplicativos de VPN antes de entrar no país, pois as lojas de aplicativos (Google Play, App Store) também podem sofrer restrições de download dentro do território iraniano.

Bloqueio de Chips SIM Estrangeiros

Cartões SIM estrangeiros em roaming param de funcionar após 30 dias no Irã se o aparelho celular não for registrado (e taxado) no sistema nacional (Regulamentação de Registro de Aparelhos Celulares). Para estadias de 15 dias, um SIM card de turista comprado no aeroporto é a única via funcional e recomendada para garantir conectividade.

Fatos Adicionais e Alertas Importantes

Taxas de Saída (Exit Fees)

É importante notar que, para turistas brasileiros sob o regime de isenção de visto, não há aplicação de taxas de saída do Irã. Esta taxa existe para residentes ou estrangeiros com vistos de longa permanência (negócios/estudos), mas não afeta o turista brasileiro. Esta informação é crucial para evitar extorsões de taxistas ou guias informais no aeroporto.

Retenção de Passaporte em Hotéis

É prática padrão e legal no Irã que os hotéis retenham o passaporte físico do hóspede na recepção durante toda a estadia (para inspeção da Polícia de Amaken). O turista deve portar sempre uma cópia colorida do passaporte e do Visa Grant Notice (QR Code) ao circular pelas ruas.

Inspeção Digital e Segurança de Dados

Em 2025, o governo iraniano lançou novas camadas de segurança digital. Recomenda-se que o viajante não possua em seu aparelho fotos de áreas militares, infraestrutura (pontes, refinarias) ou protestos, pois a polícia de fronteira tem autoridade para realizar ‘inspeção digital randômica’ de dispositivos eletrônicos (celulares, tablets, laptops) na entrada ou saída do país. A posse de conteúdo considerado sensível ou proibido pode levar a averiguações administrativas.

Impacto no Visto Americano (ESTA)

Uma consequência diplomática importante da viagem ao Irã é a perda da elegibilidade para o Visa Waiver Program (ESTA) dos Estados Unidos. Segundo a legislação americana (Terrorist Travel Prevention Act de 2015), quem visitou o Irã a partir de março de 2011 não pode mais solicitar a autorização eletrônica de viagem.

Isso não significa que o viajante está banido dos EUA, mas altera o processo de entrada. O brasileiro (ou cidadão europeu com dupla nacionalidade) deverá solicitar um visto de turismo convencional (B1/B2) na Embaixada Americana, passando por entrevista presencial e análise de segurança mais detalhada.

Alerta Crítico: Dupla Nacionalidade e o Irã

É imperativo que viajantes brasileiros com dupla nacionalidade (especialmente cidadania europeia, americana, canadense ou britânica) estejam cientes de um risco crítico: o Irã não reconhece a dupla nacionalidade. Se um cidadão brasileiro-americano, por exemplo, entrar no Irã, ele será tratado estritamente como iraniano (se tiver origem local) ou enfrentará um escrutínio muito mais severo pelas autoridades. Brasileiros que também possuem passaporte do Reino Unido, Canadá ou EUA não gozam de isenção de visto e devem viajar obrigatoriamente em grupos guiados, com visto pré-aprovado. A posse de um segundo passaporte de um desses países pode levar a complicações graves, incluindo detenção e acusações de espionagem, especialmente se houver suspeita de origem iraniana ou atividades consideradas sensíveis pelo governo. Recomenda-se portar e utilizar apenas o passaporte brasileiro. No entanto, se questionado formalmente por oficiais sobre outras nacionalidades, nunca minta; a contradição de dados pode ser interpretada como má-fé ou ocultação de identidade, podendo levar a detenções prolongadas e complicações legais.

Restrição de Entrada: Vínculo com Israel

É crucial que viajantes com histórico de visitas a Israel estejam cientes de uma restrição absoluta de entrada no Irã. As autoridades iranianas negam sumariamente a entrada a qualquer indivíduo que possua evidências de ter visitado Israel nos últimos 12 a 24 meses (o prazo pode variar conforme a sensibilidade política do momento). Esta regra se aplica mesmo que não haja um carimbo físico de Israel no passaporte, já que Israel não carimba passaportes de muitos visitantes.

Evidências que podem levar à negação de entrada incluem:

  • Carimbos de fronteiras terrestres: Como os de Taba (Egito) ou da Ponte Hussein (Jordânia), que indicam passagem por fronteiras com Israel.
  • Etiquetas de segurança: De aeroportos israelenses.
  • Qualquer menção a Israel: Em documentos, bagagens ou durante averiguação administrativa.

Caso tais evidências sejam encontradas, o solicitante terá a entrada negada e poderá ser submetido a averiguação administrativa. Recomenda-se extrema cautela e, se houver qualquer dúvida, consultar as autoridades consulares iranianas antes da viagem.

Seguro Viagem Obrigatório

O governo iraniano exige que todos os turistas possuam um seguro viagem válido. A apólice deve conter explicitamente a menção de cobertura para o ‘Irã’ ou ‘Mundial incluindo Irã’. Apólices com cláusulas de exclusão para países sob sanção não são aceitas. Muitas apólices ‘Mundiais’ brasileiras não são aceitas se não houver um escritório de representação no Irã para liquidação de sinistros. Caso o viajante chegue sem o seguro adequado, será obrigado a adquirir uma apólice local no aeroporto (Iran Insurance Co.) antes de passar pela imigração. Este seguro local de €15 adquirido no aeroporto cobre apenas emergências básicas. Viajantes com condições crônicas ou doenças pré-existentes devem garantir que sua apólice internacional cubra especificamente o Irã, sob risco de custos hospitalares impagáveis em espécie, já que o seguro local pode não ser suficiente para cobrir tratamentos complexos. É crucial notar que este seguro de €15 do aeroporto exclui resgates em montanha. Viajantes que pretendem praticar esportes de aventura, como esquiar em Dizin ou fazer trekking no Monte Damavand, devem adquirir uma apólice específica para atividades de risco que inclua cobertura para resgate e evacuação. Devido à inflação e ajustes, os valores nos balcões da Bimeh Iran (Iran Insurance) nos aeroportos podem sofrer arredondamentos para cima se o pagamento for feito em Dólares (USD). Recomenda-se que o viajante leve notas de €5 e €10 (Euros) especificamente para o pagamento do seguro e pequenas taxas aeroportuárias, evitando qualquer recebimento de troco em Rial dentro do posto governamental do aeroporto, pois o troco em moeda local (Rials) possui uma taxa de conversão extremamente desfavorável, tornando-o virtualmente sem valor para o turista. Além disso, as coberturas podem ser limitadas e há a barreira linguística em caso de necessidade de acionamento.

É crucial ressaltar que, em áreas remotas do Irã (como desertos ou ilhas), o pagamento por serviços médicos é exclusivamente em espécie, mesmo que o viajante possua um seguro viagem internacional válido. O reembolso deve ser pleiteado posteriormente com a seguradora mediante a apresentação de faturas físicas carimbadas e detalhadas. Certifique-se de obter toda a documentação necessária no local do atendimento.

Proibições de Alfândega e Artigos Restritos

A alfândega iraniana impõe restrições rigorosas à entrada de certos itens. É crucial estar ciente dessas proibições para evitar apreensões, multas e até processos criminais.

  • Bebidas Alcoólicas: A entrada com qualquer tipo de bebida alcoólica, mesmo que comprada em Duty Free, é estritamente proibida. A posse de álcool pode resultar em apreensão imediata e processo criminal na chegada.
  • Carne de Porco e Derivados: Produtos de carne de porco são proibidos devido a preceitos islâmicos.
  • Materiais ‘Atentatórios à Moral Islâmica’: Isso inclui revistas de moda com pouca roupa, pornografia, materiais que promovam outras religiões de forma proselitista, ou qualquer conteúdo considerado ofensivo aos valores islâmicos. Tais itens serão apreendidos imediatamente.
  • Drones e Equipamentos de Filmagem Profissional: Conforme mencionado, a entrada com drones de qualquer porte ou equipamentos de filmagem profissional sem autorização ministerial prévia é estritamente proibida e pode levar a sérias consequências.

Equipamentos Proibidos: Drones e Filmagem Profissional

É estritamente proibido entrar no Irã com drones de qualquer porte (mesmo recreativos como DJI) ou equipamentos de filmagem profissional (incluindo microfones externos, gimbals ou tripés grandes) sem autorização ministerial prévia do Ministério da Cultura e Orientação Islâmica. Em 2025, a segurança interna iraniana intensificou a fiscalização e o Ministério da Cultura e Orientação Islâmica passou a monitorar redes sociais de turistas em tempo real. Viajantes que pretendem produzir conteúdo profissional (mesmo que para YouTube/Instagram) podem ser detidos se portarem tais equipamentos sem uma autorização de ‘Imprensa Estrangeira’. A posse desses aparelhos sem licença resulta em confisco imediato, detenção para averiguação administrativa e possível acusação de espionagem. Recomenda-se enfaticamente não tentar entrar no país com tais equipamentos sem a devida permissão, conforme alertas de segurança do MRE (Itamaraty) e da Customs Administration of the Islamic Republic of Iran (IRICA).

Alerta: Ramadã 2026

Para viajantes que planejam visitar o Irã no início de 2026, é crucial estar ciente do período do Ramadã. O mês sagrado terá início por volta de 18 de fevereiro de 2026. Durante o Ramadã, comer, beber ou fumar em público durante o dia é estritamente proibido por lei, mesmo para não-muçulmanos. O não cumprimento dessas regras pode resultar em advertências, multas ou até detenção. Recomenda-se planejar atividades internas durante o dia e aproveitar a atmosfera noturna, que se torna mais vibrante após o pôr do sol.

Alerta de Viagem e Estabilidade Regional

Dada a dinâmica geopolítica da região, é imperativo que o viajante consulte o Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores (MRE – Itamaraty) 48 horas antes do embarque. Em períodos de tensão geopolítica, as fronteiras podem ser fechadas, a isenção de vistos suspensa ou novas restrições impostas por decretos de segurança nacional, muitas vezes sem aviso prévio. Manter-se atualizado através de fontes oficiais é crucial para evitar surpresas desagradáveis.

Estudo de caso prático: A fronteira terrestre inesperada

O Desafio Um grupo de três viajantes brasileiros realizava uma expedição de mochilão pelo Cáucaso. O roteiro original terminava na Armênia, mas decidiram estender a viagem até o Irã, cruzando a fronteira terrestre em Norduz. Eles sabiam da isenção de visto para brasileiros e assumiram que a regra valia para qualquer ponto de entrada.

O Problema Ao chegarem ao posto de controle de Norduz, foram barrados pelos oficiais iranianos. A explicação foi técnica e imediata: a isenção de visto de 15 dias para brasileiros é válida exclusivamente para entradas aéreas. Fronteiras terrestres exigem visto consular prévio, sem exceções. O grupo não possuía o documento e a emissão não é feita naquele posto de fronteira.

A Solução e o Resultado O grupo foi forçado a retornar para Yerevan, na Armênia. Lá, precisaram contratar uma agência para tramitar o visto de urgência no consulado iraniano local. O processo levou cinco dias úteis e envolveu custos não planejados com hospedagem extra e taxas de urgência (valores sujeitos a alterações). O cronograma da viagem foi severamente impactado.

A Lição As regras de imigração possuem especificidades que não podem ser generalizadas. A modalidade de transporte (aéreo vs. terrestre) altera o status legal do viajante. Para rotas terrestres no Irã, a isenção não existe e o planejamento prévio do visto é mandatório.

Conclusão

O Irã é um destino que recompensa a curiosidade com experiências culturais inesquecíveis, mas pune a falta de planejamento com rigor burocrático. A linha tênue entre uma viagem fascinante e um problema consular reside no cumprimento estrito das normas de entrada, vacinação e conduta.

A Mundial Vistos possui a experiência necessária para analisar seu itinerário e definir a estratégia correta, seja orientando sobre a isenção ou processando vistos complexos para entradas terrestres. Não deixe que detalhes técnicos impeçam sua jornada pela Rota da Seda.

Perguntas Frequentes

Brasileiros precisam de visto para o Irã atualmente?

Para turismo de até 15 dias com entrada por aeroportos, há isenção de visto. Para estadias maiores ou entrada terrestre, o visto é obrigatório.

O que acontece se eu exceder o prazo de 15 dias da isenção de visto?

Exceder o prazo de 15 dias resulta em retenção na saída, necessidade de regularização presencial junto à Polícia de Passaportes em Teerã, pagamento de multas diárias e pode causar a perda do voo de retorno.

Posso entrar no Irã por terra sem visto?

Não. A isenção de visto para brasileiros aplica-se apenas a entradas aéreas. Fronteiras terrestres exigem visto consular prévio.

Cartões de crédito brasileiros funcionam no Irã?

Não. Devido a sanções, cartões internacionais (Visa/Mastercard) não funcionam. É necessário levar todo o dinheiro em espécie (Dólar ou Euro). Alternativamente, fintechs como Mah Card ou DaricPay oferecem um cartão de débito local para turistas, com balcões de entrega rápida no Aeroporto IKIA.

Onde devo trocar dinheiro no Irã?

Troque dinheiro apenas em casas de câmbio autorizadas (Sarāfi) ou hotéis que utilizam a taxa de mercado (Free Market Rate), nunca em bancos oficiais, devido à grande diferença de câmbio.

É obrigatório o uso de véu (hijab) para turistas?

Sim. Mulheres devem cobrir a cabeça com lenço e usar roupas que cubram braços e pernas em todos os locais públicos, por lei. Para santuários sagrados (como em Mashhad ou Qom), o uso do chador (peça única que cobre o corpo todo) é obrigatório; geralmente, é emprestado na entrada.

Há taxas de saída para turistas brasileiros no Irã?

Não. Para turistas brasileiros sob isenção de visto, não há aplicação de taxas de saída. Esta taxa existe apenas para residentes ou estrangeiros com vistos de longa permanência.

Hotéis no Irã retêm o passaporte do hóspede?

Sim, é prática padrão e legal que hotéis retenham o passaporte físico durante a estadia para inspeção. O turista deve portar uma cópia colorida do passaporte e do Visa Grant Notice ao circular.

Posso levar meu drone para o Irã?

Não. É estritamente proibido entrar no Irã com drones de qualquer porte ou equipamentos de filmagem profissional (como microfones externos, gimbals ou tripés grandes) sem autorização ministerial prévia. A posse sem licença resulta em confisco e detenção, com possível acusação de espionagem.

Visitar o Irã prejudica a entrada nos Estados Unidos?

Sim. Quem visita o Irã perde o direito ao ESTA (isenção de visto) para os EUA e deve solicitar um visto americano convencional (B1/B2).

Viajantes que visitaram Israel podem entrar no Irã?

Não. A entrada é negada a quem possuir evidências de visita a Israel nos últimos 12 a 24 meses, mesmo sem carimbo físico.

O Irã reconhece dupla nacionalidade?

Não. O Irã não reconhece a dupla nacionalidade. Cidadãos brasileiros com passaporte de países como EUA, Reino Unido ou Canadá não gozam de isenção de visto e devem viajar em grupos guiados.

Dicas e Atrações Turísticas

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Como se preparar para a sua viagem internacional.

É fundamental planejar sua viagem internacional com máxima antecedência para garantir uma experiência tranquila e sem contratempos. Certifique-se de estar a par das exigências vitais e dos documentos necessários para o seu destino. Dependendo do país, pode ser imprescindível apresentar certificados de vacinação atualizados, um seguro de viagem internacional robusto, e outros requisitos essenciais. Lembre-se, as regulamentações são dinâmicas e podem sofrer alterações inesperadas.
Portanto, manter-se informado é mais do que uma recomendação — é uma necessidade.

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As informações da página possuem caráter informativo e não devem ser consideradas como um conselho legal, passam por refinamento de inteligência artificial, podendo apresentar erros: consulte sempre as fontes oficiais. Cada país possui soberania e altera regras sem aviso. Busque o apoio de profissionais com experiência para obter dados atualizados.

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