Visto para Iêmen

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Brasileiros precisam de visto

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Resposta Rápida:

Brasileiros precisam obrigatoriamente de visto para entrar no Iêmen. O turismo no território continental está suspenso devido ao conflito armado, com a única exceção técnica do arquipélago de Socotra, que exige uma ‘Entry Clearance’ (permissão de entrada específica, folha A4, que deve ser impressa em múltiplas cópias) e separada do visto continental. Vistos são concedidos apenas para fins humanitários, diplomáticos ou jornalísticos, exigindo um patrocinador local que obtenha aprovação prévia das autoridades de segurança interna. É crucial escolher o ponto de entrada (Sanaa ou Aden) e obter o visto da autoridade correspondente, pois vistos de uma não são reconhecidos pela outra, podendo levar à detenção.

Visto para o Iêmen: Requisitos de Entrada, Protocolos de Segurança e Alertas de Risco

O Iêmen atravessa um dos momentos mais delicados e complexos de sua história contemporânea. Localizado em uma posição estratégica no Oriente Médio, o país enfrenta uma crise humanitária severa, exacerbada por conflitos armados internos prolongados e tensões geopolíticas regionais que afetam diretamente as fronteiras e o espaço aéreo.

Para cidadãos brasileiros, a entrada no território iemenita é estritamente regulada, burocrática e, atualmente, fortemente desaconselhada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil. A instabilidade política fragmentou o controle das instituições estatais, criando diferentes esferas de autoridade entre o norte e o sul do país.

A obtenção de autorização de entrada não segue os trâmites turísticos convencionais encontrados em outros destinos do Oriente Médio. A ausência de representação consular no Brasil e a suspensão total de vistos de turismo transformam o planejamento de qualquer viagem essencial em uma operação logística de alta complexidade e risco.

Este artigo detalha os requisitos técnicos, as barreiras burocráticas, a necessidade de aprovações governamentais internas e os riscos inegociáveis envolvidos nesta jornada.

Obrigatoriedade do visto e suspensão do turismo

Cidadãos brasileiros necessitam obrigatoriamente de visto para entrar no Iêmen. Não há isenção para portadores de passaportes comuns nacionais, independentemente da duração da estadia. A política migratória opera em regime de exceção devido ao estado de guerra.

Embora o turismo no território continental esteja suspenso, o acesso ao arquipélago de Socotra é a única exceção técnica. A autoridade de Socotra emite uma ‘Entry Clearance’, que é uma permissão de entrada específica e separada do visto continental. Este documento é uma folha solta (A4) e é processado localmente, sendo enviado ao viajante para apresentação no check-in do voo fretado (geralmente em Abu Dhabi). É crucial que o solicitante saiba que carimbos de entrada no passaporte em Socotra são aceitos pelo governo de Aden, mas podem ser questionados em Sanaa (e vice-versa). O documento de Socotra deve ser impresso em múltiplas cópias, pois é retido pelas autoridades no embarque e desembarque, exigindo permissões especiais de segurança e coordenação via agências autorizadas com base em Aden ou nos Emirados Árabes Unidos. O planejamento para Socotra deve ocorrer com pelo menos 90 dias de antecedência, dado que as vagas nos voos fretados semanais são extremamente limitadas e disputadas por delegações internacionais.

As categorias que ainda podem pleitear uma autorização de entrada restringem-se, majoritariamente, a grupos com justificativas imperativas:

  • Profissionais humanitários: Funcionários de organizações internacionais (ONU, Cruz Vermelha, Médicos Sem Fronteiras) com contratos ativos.
  • Jornalistas: Correspondentes de mídia credenciados com autorização prévia do Ministério da Informação.
  • Diplomatas: Representantes em missão oficial reconhecida.
  • Técnicos especializados: Engenheiros e consultores em projetos de infraestrutura crítica (água, energia, saneamento).
  • Cidadãos de origem iemenita: Pessoas que podem comprovar conexões ancestrais diretas.

O papel crítico do Patrocinador Local e a Aprovação do Ministério do Interior

Diferente de outros países onde o visto é solicitado diretamente pelo viajante, no Iêmen o processo começa internamente. A figura do Patrocinador Local (entidade, empresa ou ONG) é o pilar central da solicitação.

O patrocinador deve submeter o pedido de visto em nome do viajante diretamente ao Ministério do Interior e às autoridades de Segurança Nacional em Sanaa (controlada pelos Houthis) ou Aden (governo reconhecido internacionalmente), dependendo da região de destino.

Somente após a investigação dos antecedentes do viajante e a aprovação dessas agências de inteligência é que um número de referência ou uma cópia da aprovação do visto é emitida. Sem esse documento interno, nenhuma embaixada iemenita no exterior aceitará o pedido de visto físico. O prazo médio para a aprovação do Ministério do Interior (Security Clearance) em 2025 tem variado entre 30 a 60 dias, dado o aumento do escrutínio sobre estrangeiros.

Não existe sistema de solicitação online. Todo o processo é físico e depende exclusivamente de autorização prévia das autoridades de segurança interna via patrocinador local.

Processo consular em terceiros países

Um obstáculo logístico significativo para brasileiros é a inexistência de Embaixada ou Consulado do Iêmen no Brasil. Isso obriga o solicitante a realizar uma “triangulação diplomática”, buscando representações em terceiros países antes de seguir para o Iêmen.

As embaixadas mais comumente utilizadas para a finalização do processo e aposta do visto no passaporte estão localizadas em:

  • Cairo (Egito)
  • Amã (Jordânia)
  • Riade (Arábia Saudita)
  • Adis Abeba (Etiópia)

O processo presencial nestas missões exige:

  1. Deslocamento físico: O solicitante deve estar presente no país onde a embaixada está localizada.
  2. Apresentação da Aprovação Prévia: Entrega da cópia da autorização emitida pelo Ministério do Interior do Iêmen.
  3. Entrevistas: Questionamentos detalhados sobre o propósito da viagem e itinerário.
  4. Pagamento em Espécie: Taxas consulares geralmente são pagas em dólares americanos (USD), obrigatoriamente notas da série emitida após 2013 (Blue Notes), em estado impecável.

Não existe a possibilidade de obter “Visa on Arrival” (Visto na Chegada) para brasileiros em circunstâncias normais. O embarque será negado na origem sem o visto físico ou a carta de aprovação oficial enviada pelo patrocinador diretamente à companhia aérea (geralmente Yemenia Airways) para autorizar o embarque (OK to Board). É crucial que o viajante tenha em mãos o número de telefone 24h do patrocinador no momento do check-in (especialmente no Cairo ou Adis Abeba), pois as companhias aéreas costumam ligar para o Iêmen para validar o código de autorização antes de liberar o cartão de embarque. É importante notar que, uma vez emitido no Cairo ou Amã, o visto físico no passaporte geralmente tem uma validade de entrada de apenas 30 dias. Se o viajante atrasar seu voo de conexão, o visto pode expirar antes mesmo de ser usado, exigindo um novo processo.

Conflito de Autoridades: Vistos de Sanaa vs. Aden

Um fato crucial para 2025 é a divisão de controle no Iêmen. O país está dividido entre o governo reconhecido internacionalmente, com sede em Aden, e as autoridades Houthi, que controlam Sanaa e grande parte do norte. Esta divisão tem implicações diretas para a obtenção e validade do visto.

É imperativo que o viajante escolha o ponto de entrada e permaneça na zona de influência da autoridade que emitiu seu visto. Se o viajante obtém um visto via Sanaa (controlada pelos Houthis) e tenta entrar por Aden (controlada pelo Governo Reconhecido), ou vice-versa, ele será detido por entrada ilegal. O visto emitido por uma autoridade não é reconhecido pela outra. A falha em aderir a esta regra resultará em detenção imediata e sérios problemas legais, com capacidade consular de assistência extremamente limitada.

Restrição de Entrada: Carimbo de Israel

O Iêmen nega terminantemente a entrada de qualquer pessoa que possua carimbos de entrada/saída de Israel em seu passaporte, ou mesmo evidências de passagem por fronteiras terrestres com Israel (Egito/Jordânia). Esta é uma restrição crítica e a sua violação resultará na negação de entrada imediata.

Documentação técnica exigida

A documentação para o visto iemenita deve ser preparada com rigor técnico. A falha em apresentar qualquer item resulta em recusa. Os requisitos padrão incluem:

Passaporte: Original, com validade mínima de seis meses além da data de saída prevista. Recomenda-se que o passaporte possua ao menos 4 páginas totalmente em branco (não apenas 2), devido à complexidade da triangulação (vistos de trânsito no Egito/Etiópia + visto do Iêmen + carimbos de registro + carimbos de checkpoints). No Iêmen, cada autoridade local pode carimbar o passaporte em deslocamentos internos.

Carta-convite Oficial: Documento emitido pelo patrocinador local, já com o carimbo de aprovação das autoridades de segurança de Aden ou Sanaa.

Formulários e Fotos: Preenchimento integral dos formulários de solicitação (muitas vezes em árabe e inglês), acompanhados de fotografias recentes (4×6 cm), fundo branco, seguindo padrões biométricos.

Comprovação de Propósito: Contratos de trabalho, ordens de missão de ONGs ou credenciais de imprensa traduzidas e legalizadas, se necessário.

Atestados de Saúde: Laudos médicos recentes podem ser solicitados, dependendo da origem do voo e das regras sanitárias vigentes no momento da viagem.

Vacinação e saúde: requisitos sanitários mandatórios

O cenário epidemiológico no Iêmen é crítico devido à destruição da infraestrutura sanitária. O cumprimento das exigências de saúde é fiscalizado com rigor.

Febre Amarela (Obrigatória): O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) é mandatório para viajantes procedentes do Brasil. A vacina deve ser tomada com antecedência mínima de 10 dias. A ausência deste documento impede a emissão do visto e o embarque.

Poliomielite (Recomendada/Exigível): Devido a surtos recentes no Iêmen em 2024/2025, as autoridades sanitárias de países de conexão (como o Egito) podem exigir prova de vacinação contra a Pólio para viajantes vindos do Iêmen ou em trânsito prolongado. Recomenda-se fortemente a vacinação e a apresentação do CIVP.

Cólera: O Iêmen registra surtos frequentes e severos de cólera. A vacinação oral contra cólera é fortemente recomendada para todos os viajantes, juntamente com protocolos rigorosos de higiene alimentar e hídrica.

Outras Doenças: A malária é endêmica em quase todo o território (exceto em altas altitudes de Sanaa), exigindo profilaxia medicamentosa. Vacinas contra febre tifoide, hepatite A e B, meningite e raiva devem estar atualizadas.

Riscos de segurança e ausência de suporte consular

É imperativo reiterar o alerta do Itamaraty e de organismos internacionais: não viaje para o Iêmen. O país é palco de um conflito ativo envolvendo múltiplas facções, ataques aéreos e combates terrestres imprevisíveis.

Terrorismo e Sequestro: Há um risco elevado de sequestro de estrangeiros por grupos extremistas como a AQAP (Al-Qaeda na Península Arábica) e o Estado Islâmico. Estrangeiros são vistos como alvos de alto valor para negociações políticas ou resgates financeiros.

Infraestrutura Destruída: Aeroportos, portos e estradas são alvos militares. O bloqueio aéreo e naval pode fechar as fronteiras sem aviso prévio, deixando o viajante preso em zona de combate por tempo indeterminado, sem rotas de fuga.

Assistência Consular Nula: O Brasil não possui embaixada em Sanaa. A embaixada brasileira em Riade (Arábia Saudita) acumula a jurisdição, mas não tem meios físicos de prestar assistência dentro do território iemenita. Em caso de detenção, ferimentos ou sequestro, o governo brasileiro tem capacidade de atuação extremamente limitada.

Logística de entrada e infraestrutura local

Para aqueles que obtêm o visto, a logística de chegada é desafiadora. O espaço aéreo é restrito e controlado pela coalizão militar.

Voos: As opções são escassas, operadas principalmente pela Yemenia Airways, com rotas partindo do Cairo, Amã ou Jeddah. Cancelamentos ocorrem sem aviso prévio. O aeroporto de Sanaa tem operações restritas, sendo o aeroporto de Aden ou Seiyun as principais portas de entrada para o sul.

Registro Local Obrigatório e ‘Registration Card’

Ao chegar ao Iêmen, o estrangeiro deve se registrar no Departamento de Imigração e Passaportes. Embora o prazo de 48 horas seja o padrão, em 2025, devido ao aumento da vigilância, os aeroportos de Aden e Seiyun têm exigido que o patrocinador local apresente o formulário de registro já no momento do desembarque ou forneça uma garantia imediata. Este registro geralmente resulta na emissão de um ‘Registration Card’ físico, que deve ser carregado junto ao passaporte em todos os checkpoints militares internos. O não cumprimento do registro pode acarretar multas e problemas legais.

Permissão de Saída (Exit Permit)

Estrangeiros que permanecem no Iêmen por mais de 30 dias ou que entram sob vistos de trabalho/humanitários podem necessitar de uma Permissão de Saída (Exit Permit) aprovada pelo patrocinador local para deixar o país. Em zonas de conflito, a retenção de estrangeiros por questões administrativas é um risco real e deve ser planejada com antecedência junto ao patrocinador.

Restrição de Equipamentos Eletrônicos e de Comunicação

A entrada com drones, câmeras profissionais de longo alcance ou equipamentos de comunicação via satélite (Starlink, telefones satelitais) sem autorização prévia do Ministério da Informação resulta em confisco imediato e detenção para averiguação de espionagem. É crucial obter permissão específica para qualquer equipamento que possa ser interpretado como de uso militar ou de inteligência.

Restrição de Medicamentos Controlados

Em 2025, o escrutínio sobre medicamentos controlados aumentou significativamente. Analgésicos à base de codeína, substâncias psicotrópicas ou outros medicamentos de uso restrito sem uma receita médica traduzida para o árabe e devidamente autenticada podem ser interpretados como contrabando ou narcóticos. A posse de tais substâncias sem a documentação adequada pode resultar em detenção imediata e sérias implicações legais.

Economia e Moeda: O Rial Iemenita (YER) sofre com hiperinflação e taxas de câmbio duplas (uma no norte, outra no sul). O sistema bancário é disfuncional. Cartões de crédito não são aceitos. É necessário portar dólares americanos (USD) em espécie para toda a estadia, o que aumenta o risco de segurança pessoal.

Comunicação: A internet é lenta, censurada e sujeita a apagões totais. A comunicação com o mundo exterior pode ser cortada abruptamente pelas autoridades.

Seguro viagem: exigência de lei para zonas de guerra

Viajar para uma zona de conflito sem um seguro especializado é uma imprudência fatal. Seguros de viagem convencionais (oferecidos por cartões de crédito ou apólices turísticas) possuem cláusulas de exclusão para atos de guerra, terrorismo e insurreições.

Para entrar no Iêmen, é necessário contratar apólices específicas para ‘Zonas de Alto Risco’ ou ‘War Zones’. As apólices mais completas em 2025 incluem a cláusula K&R (Kidnap & Ransom – Sequestro e Resgate), um detalhe técnico que diferencia um seguro de saúde de zona de guerra de um seguro de proteção de vida em missões humanitárias. Estas apólices cobrem:

  • Evacuação médica de emergência em ambientes hostis.
  • Repatriação de corpo em caso de fatalidade por conflito.
  • Cobertura para ferimentos resultantes de atos de terrorismo ou guerra passiva.
  • Cobertura para sequestro e resgate (K&R).

O custo dessas apólices é elevado, refletindo o risco real de mortalidade, e muitas vezes é exigido pelas organizações contratantes antes do embarque.

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Estudo de caso prático: A missão do engenheiro sanitarista

O Desafio Um engenheiro brasileiro, especialista em tratamento de água, foi contratado por uma ONG internacional para um projeto emergencial em Aden, no sul do Iêmen. O objetivo era restaurar uma estação de tratamento danificada por bombardeios, vital para conter um surto de cólera.

O Problema O engenheiro não conseguia emitir o visto a partir do Brasil devido à falta de representação diplomática. Além disso, a companhia aérea Yemenia Airways exigia uma garantia de entrada documental para permitir o embarque no voo de conexão no Cairo. O processo de visto era físico e dependia da aprovação prévia.

A Solução e o Resultado A solução envolveu uma triangulação diplomática planejada. O engenheiro viajou para o Cairo (Egito), onde a sede regional da ONG já havia protocolado o pedido de visto junto à Embaixada do Iêmen local. A carta-convite possuía o carimbo de aprovação do Ministério do Interior iemenita (governo do sul), obtido previamente pelo escritório da ONG em Aden. Com a documentação física e o pagamento em espécie na embaixada no Cairo, o visto foi emitido em 10 dias. Ele também contratou um seguro de vida e saúde específico para zonas de guerra (War Risk Insurance).

A Lição Para destinos de alto risco como o Iêmen, a burocracia é uma extensão da segurança. Sem um patrocinador local forte que obtenha as autorizações governamentais prévias (antes mesmo do pedido do visto), a entrada é impossível. O planejamento deve ser feito em etapas, frequentemente exigindo uma parada estratégica em um país intermediário como Egito ou Jordânia.

Resumo dos requisitos

  • Visto Obrigatório: Brasileiros precisam de visto; turismo no continente está suspenso. Para Socotra, é emitida uma ‘Entry Clearance’ (folha A4, múltiplas cópias necessárias). O planejamento deve ocorrer com pelo menos 90 dias de antecedência devido à limitação de vagas.
  • Sem Embaixada: O Brasil não tem representação no Iêmen; vistos devem ser feitos em terceiros países (Egito, Jordânia, Arábia Saudita, Etiópia).
  • Patrocínio: Carta-convite aprovada pelo Ministério do Interior local é indispensável para iniciar o processo. Prazo médio de aprovação: 30-60 dias.
  • Validade do Visto: O visto físico tem validade de entrada de apenas 30 dias após a emissão; atrasos podem causar expiração.
  • Conflito de Autoridades: Vistos de Sanaa e Aden não são mutuamente reconhecidos. Escolha o ponto de entrada e permaneça na zona de influência da autoridade emissora para evitar detenção.
  • Restrição de Israel: Proibida a entrada com carimbo de Israel no passaporte.
  • Passaporte: Recomenda-se ao menos 4 páginas em branco devido à complexidade dos carimbos e registros internos.
  • Registro Local: Obrigatório registrar-se no Departamento de Imigração e Passaportes. Em 2025, aeroportos de Aden e Seiyun podem exigir registro imediato. Resulta em um ‘Registration Card’ físico que deve ser carregado com o passaporte.
  • Permissão de Saída: Pode ser exigida para estadias superiores a 30 dias ou vistos específicos, aprovada pelo patrocinador.
  • Medicamentos Controlados: Proibida a entrada sem receita médica traduzida e autenticada para analgésicos com codeína ou psicotrópicos, sob risco de detenção.
  • Saúde: Vacinas de Febre Amarela e Poliomielite (dependendo do trânsito) são mandatórias/exigíveis; risco extremo de Cólera e Malária.
  • Segurança: O Itamaraty desaconselha a viagem. Risco de terrorismo, sequestro e conflito armado.
  • Seguro: Apólices comuns não cobrem o Iêmen. Exige-se seguro específico para zonas de guerra, incluindo cláusula K&R (Kidnap & Ransom).

Conclusão

O Iêmen é um destino que exige respeito máximo às normas de segurança e uma compreensão clara dos riscos de vida envolvidos. Não é um local para turismo ou aventuras não planejadas. Se a sua viagem é por motivos profissionais imperativos ou humanitários, a burocracia será o primeiro de muitos desafios a serem superados.

Na Mundial Vistos, entendemos que algumas jornadas são necessárias, mesmo quando extremamente difíceis. Embora nossa recomendação primordial seja evitar áreas de conflito, oferecemos nossa experiência para auxiliar em processos de vistos complexos e na indicação de seguros de viagem adequados para destinos que exigem preparação técnica superior. Se o seu destino requer documentação rigorosa, conte com a nossa análise para garantir que seus papéis estejam em ordem antes do embarque.

Perguntas Frequentes

Brasileiros podem fazer turismo no Iêmen atualmente?

Não, com a única exceção técnica do arquipélago de Socotra. A autoridade de Socotra emite uma ‘Entry Clearance’, que é uma permissão de entrada específica e separada do visto continental. Este documento é uma folha solta (A4), processado localmente e enviado ao viajante para apresentação no check-in do voo fretado (geralmente em Abu Dhabi). O documento de Socotra deve ser impresso em múltiplas cópias, pois é retido pelas autoridades no embarque e desembarque. O planejamento para Socotra deve ocorrer com pelo menos 90 dias de antecedência, dado que as vagas nos voos fretados semanais são extremamente limitadas e disputadas por delegações internacionais. Carimbos de entrada no passaporte em Socotra são aceitos pelo governo de Aden, mas podem ser questionados em Sanaa (e vice-versa). O turismo no território continental está suspenso pelas autoridades iemenitas devido à guerra civil e à instabilidade de segurança. A entrada é restrita a trabalhadores humanitários, jornalistas e diplomatas.

Existe Embaixada do Iêmen no Brasil para tirar o visto?

Não existe representação diplomática do Iêmen no Brasil. Os brasileiros devem solicitar o visto em embaixadas iemenitas localizadas em terceiros países, como no Cairo (Egito), Amã (Jordânia), Riade (Arábia Saudita) ou Adis Abeba (Etiópia).

O que é a aprovação do Ministério do Interior necessária para o visto?

É uma autorização de segurança interna. Antes de você ir à embaixada, seu patrocinador no Iêmen (empresa ou ONG) deve solicitar sua entrada ao Ministério do Interior local. Somente com essa aprovação prévia o visto pode ser processado.

Qual seguro viagem é aceito para entrar no Iêmen?

Seguros de viagem comuns não são aceitos pois excluem cobertura para atos de guerra. É necessário contratar uma apólice específica para ‘Zonas de Alto Risco’ ou ‘War Zones’ que cubra evacuação médica em áreas de conflito. Para o Iêmen, as apólices mais completas em 2025 incluem a cláusula K&R (Kidnap & Ransom – Sequestro e Resgate), um detalhe técnico que diferencia um seguro de saúde de zona de guerra de um seguro de proteção de vida em missões humanitárias.

É possível obter o visto na chegada (Visa on Arrival) no Iêmen?

Não. Brasileiros não têm direito a visto na chegada em circunstâncias normais. Tentar embarcar sem um visto físico ou uma autorização governamental pré-aprovada resultará na negação de embarque pela companhia aérea.

O Iêmen aceita passaportes com carimbo de Israel?

Não. O Iêmen nega terminantemente a entrada de qualquer pessoa que possua carimbos de entrada/saída de Israel em seu passaporte, ou mesmo evidências de passagem por fronteiras terrestres com Israel (Egito/Jordânia).

Qual o tempo médio para aprovação do visto?

O prazo médio para a aprovação do Ministério do Interior (Security Clearance) tem variado entre 30 a 60 dias, dado o aumento do escrutínio sobre estrangeiros.

É preciso se registrar localmente ao chegar no Iêmen?

Sim. Ao chegar ao Iêmen, o estrangeiro deve se registrar no Departamento de Imigração e Passaportes. Embora o prazo de 48 horas seja o padrão, em 2025, devido ao aumento da vigilância, os aeroportos de Aden e Seiyun têm exigido que o patrocinador local apresente o formulário de registro já no momento do desembarque ou forneça uma garantia imediata. Este registro geralmente resulta na emissão de um ‘Registration Card’ físico, que deve ser carregado junto ao passaporte em todos os checkpoints militares internos. O não cumprimento pode acarretar multas e problemas legais.

É necessária uma Permissão de Saída para deixar o Iêmen?

Sim, estrangeiros que permanecem no Iêmen por mais de 30 dias ou que entram sob vistos de trabalho/humanitários podem necessitar de uma Permissão de Saída (Exit Permit) aprovada pelo patrocinador local para deixar o país. A retenção por questões administrativas é um risco real.

É necessária a vacina contra Poliomielite para o Iêmen?

Devido a surtos recentes no Iêmen, as autoridades sanitárias de países de conexão (como o Egito) podem exigir prova de vacinação contra a Pólio para viajantes vindos do Iêmen ou em trânsito prolongado. Recomenda-se fortemente a vacinação e a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).

Existem restrições para entrada de equipamentos eletrônicos no Iêmen?

Sim. A entrada com drones, câmeras profissionais de longo alcance ou equipamentos de comunicação via satélite (Starlink, telefones satelitais) sem autorização prévia do Ministério da Informação resulta em confisco imediato e detenção. É essencial obter permissão específica para tais equipamentos.

Vistos emitidos por Sanaa (Houthi) são válidos para entrada em Aden (Governo Reconhecido), e vice-versa?

Não. Devido ao conflito de autoridades no Iêmen, os vistos emitidos pela autoridade de Sanaa (controlada pelos Houthis) não são reconhecidos pela autoridade de Aden (Governo Reconhecido internacionalmente), e vice-versa. É crucial que o viajante obtenha o visto da autoridade correspondente ao seu ponto de entrada e permaneça na zona de influência dessa autoridade para evitar detenção por entrada ilegal.

Existem restrições para medicamentos específicos no Iêmen?

Sim. Em 2025, o escrutínio sobre medicamentos controlados aumentou. Analgésicos à base de codeína, substâncias psicotrópicas ou outros medicamentos de uso restrito sem uma receita médica traduzida para o árabe e devidamente autenticada podem ser interpretados como contrabando ou narcóticos, resultando em detenção imediata e sérias implicações legais.

Qual a validade de entrada do visto iemenita após a emissão?

Uma vez emitido no Cairo ou Amã, o visto físico no passaporte geralmente tem uma validade de entrada de apenas 30 dias. Se o viajante atrasar seu voo de conexão, o visto pode expirar antes mesmo de ser usado, exigindo um novo processo.

Dicas e Atrações Turísticas

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