Visto para Hungria

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Brasileiros não precisam de visto

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Resposta Rápida:

Brasileiros não precisam de visto para Hungria em viagens de turismo ou negócios de até 90 dias. É obrigatório apresentar passaporte válido por pelo menos 3 meses após a saída, seguro viagem com cobertura de €30.000, comprovantes de hospedagem e recursos financeiros (recomenda-se €60-€80/dia, mínimo legal 10.000 HUF por entrada, com extrato do último mês disponível para acesso offline ou impresso para cartões de débito internacionais/contas globais).

Hungria: regras de entrada e requisitos de viagem

Planejar uma viagem para a Hungria exige compreensão detalhada das normas de imigração do Espaço Schengen. Para cidadãos brasileiros, a entrada para fins de turismo, negócios ou visitas familiares ocorre mediante o status de visitante isento de visto para estadias de curta duração. O limite permitido é de 90 dias dentro de um período de 180 dias, regra que se aplica à permanência total no bloco europeu e não apenas ao território húngaro. A preparação documental constitui o pilar para evitar contratempos na fronteira.

Status de visitante isento de visto e o Espaço Schengen

Atualmente, brasileiros possuem status de visitante isento de visto para entrar na Hungria em viagens curtas. No entanto, essa facilidade não exime o viajante de cumprir requisitos rigorosos na imigração. As autoridades de fronteira possuem autonomia para solicitar a comprovação do propósito da viagem e a garantia de retorno ou saída do Espaço Schengen.

Futuros sistemas de controle: EES e ETIAS

A União Europeia está em processo de modernização de suas fronteiras com dois sistemas principais que impactarão viajantes isentos de visto:

Sistema de Entrada e Saída (EES)

O EES entrou em vigor em 12 de outubro de 2025. Atualmente, o sistema opera em regime de implementação progressiva em diversos postos de fronteira, com obrigatoriedade em 100% dos pontos de entrada do Espaço Schengen prevista para 10 de abril de 2026. Este registro digital coleta dados biométricos (impressões digitais e fotos faciais) de nacionais de países fora da UE, visando monitorar o cumprimento do período de estadia permitido e substituir o carimbo físico no passaporte. Para otimizar a entrada em Budapeste (Aeroporto Liszt Ferenc), a União Europeia disponibilizou o aplicativo oficial do EES. O viajante pode realizar o pré-cadastro de dados biográficos e responder ao questionário de segurança ainda no Brasil, reduzindo o tempo de entrevista no guichê húngaro. A coleta biométrica do EES ocorrerá obrigatoriamente no primeiro aeroporto onde você realizar o controle de passaportes para entrar no Espaço Schengen. Se o seu voo tiver conexão em Londres ou Istambul, o registro será feito apenas ao pousar em Budapeste, pois a Hungria será o primeiro porto de entrada no bloco.

Autorização ETIAS

O Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem (ETIAS) será um requisito obrigatório para brasileiros. Previsto para lançamento no último trimestre de 2026, o sistema terá um período de transição e carência. A obrigatoriedade total está estimada para outubro de 2027. A autorização terá validade de até três anos, vinculada estritamente à validade do passaporte utilizado na aplicação. Importante: a emissão de um novo passaporte invalida automaticamente o ETIAS vinculado ao documento anterior. Além disso, se o passaporte do solicitante expirar em menos de 3 meses após a viagem pretendida, o ETIAS poderá ser recusado ou ter validade curtíssima, pois o sistema cruza a validade mínima exigida pelo Código de Fronteiras Schengen.

Documentação obrigatória para brasileiros

Mesmo com o status de visitante isento de visto para turismo, a apresentação de documentos na fronteira é essencial:

  • Passaporte: Deve ser válido por, no mínimo, 3 meses após a saída prevista do Espaço Schengen e emitido nos últimos 10 anos. A recomendação de segurança é que tenha validade de 6 meses a partir da entrada.
  • Passagens Aéreas: Comprovante de ida e volta ou continuação da viagem para fora do bloco.
  • Comprovante de Acomodação: Reserva de hotel, contrato de aluguel ou carta-convite (`meghívólevél`) de um anfitrião. Para que a `meghívólevél` tenha plena validade jurídica perante a polícia de fronteira, ela deve ser, preferencialmente, validada por um notário público na Hungria ou emitida no formulário oficial da Direção-Geral de Imigração húngara (Országos Idegenrendészeti Főigazgatóság).
  • Meios Financeiros: É necessário comprovar meios de subsistência. Embora a legislação húngara (Decreto do Ministério do Interior 25/2001) estabeleça um mínimo técnico de 10.000 HUF (aproximadamente €25) por entrada, além dos meios para retorno, recomenda-se a disponibilidade de ao menos €60 a €80 por dia para garantir a admissão sem questionamentos adicionais. Aceitam-se dinheiro em espécie (Euros ou Florins), cartões de crédito com limite comprovado por extrato bancário recente ou cartões de débito internacionais (contas globais). Para cartões de débito internacionais e contas globais, certifique-se de possuir o extrato do último mês disponível para acesso offline ou impresso, evitando depender exclusivamente da conexão de internet no momento da inspeção. É importante notar que qualquer viajante portando €10.000 ou mais (ou o equivalente em Florins/Reais) deve obrigatoriamente declarar o valor à alfândega húngara na chegada e na saída, sob risco de apreensão e multa severa.

Medicamentos Controlados

Para brasileiros que fazem uso de medicamentos controlados (psicotrópicos, por exemplo), a entrada na Hungria exige a prescrição médica traduzida para o inglês ou húngaro. Para quem reside (Visto D), o transporte desses medicamentos requer um certificado médico específico para evitar retenção na alfândega.

Seguro viagem: exigência de lei

O seguro viagem não é opcional; é obrigatório para entrar na Hungria e no Espaço Schengen. A apólice deve possuir cobertura mínima de €30.000 para despesas médicas, hospitalares e repatriação. O documento deve cobrir todo o período da viagem. É vital reforçar que acordos de saúde como o PB4 (CDAM) com Portugal, Itália ou Cabo Verde não possuem validade na Hungria; apenas o seguro viagem privado com cobertura de €30.000 é aceito.

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Vistos de longa duração e residência

Para estadias superiores a 90 dias, trabalho, estudo formal ou reagrupamento familiar, o status de visitante isento de visto não se aplica. É indispensável solicitar um Visto Nacional (Visto D) ou permissão de residência (`tartózkodási engedély`) ainda no Brasil. Para fins de trabalho, a Hungria utiliza o procedimento de ‘Procedimento Unificado’ (Single Permit), onde o empregador submete o pedido ao OIF enquanto o trabalhador ainda está no Brasil, agilizando a emissão do Visto D para entrada já com a autorização vinculada. A taxa de processamento para o Visto D é de €110, convertida mensalmente conforme a tabela consular. No Brasil, o pagamento deve ser realizado via PIX ou transferência identificada no momento do protocolo ou conforme instruções específicas do posto consular. O programa Guest Investor Visa (Visto de Investidor Convidado) também permite residência por meio de investimento para cidadãos de fora da UE. Desde julho de 2024, ele opera sob novas faixas de investimento: €250.000 (Certificados de fundos imobiliários), €500.000 (Compra de imóvel residencial) ou €1.000.000 (Doação para instituição pública). O investidor recebe uma autorização de residência de 10 anos, com a possibilidade de renovação por mais 10 anos, estendido aos dependentes diretos.

A Hungria também oferece o Visto de Residência para Nômades Digitais (White Card), uma das opções de longa duração mais populares para brasileiros. Este visto exige comprovação de renda mensal de €3.000, proveniente exclusivamente de fontes fora da Hungria, sendo proibida a atividade econômica em solo húngaro sob este status, e a demonstração de trabalho remoto para empresas ou clientes localizados fora da Hungria. É crucial informar que o White Card não é uma via para a Residência Permanente; o tempo de permanência com este visto não conta para os anos necessários para solicitar o status de residente de longa duração na UE ou cidadania húngara. Nota importante: o White Card é uma autorização individual e não permite o reagrupamento familiar (dependentes). Para este visto, o seguro viagem comum de turista é frequentemente rejeitado na retirada da permissão definitiva; exige-se um seguro de saúde de cobertura total (Comprehensive Health Insurance), sem cláusulas de exclusão para condições preexistentes, com validade para todo o território húngaro.

Para quem ingressa com Visto D (Longa Duração), o adesivo no passaporte tem validade curta (geralmente 30 dias). A retirada do cartão físico de residência (`tartózkodási engedély`) deve ser agendada via portal Enter Hungary imediatamente após a chegada. Além disso, é obrigatório registrar-se no Escritório de Imigração (OIF – Országos Idegenrendészeti Főigazgatóság) em até 3 dias úteis após a chegada para obter o cartão de endereço húngaro (`lakcímkártya`). Este documento é essencial para diversas formalidades no país. Para facilitar a interação com o governo húngaro, é altamente recomendável que o imigrante busque criar seu acesso ao portal Ügyfélkapu (Portal do Cliente) logo após obter o `lakcímkártya`, pois a assinatura digital (AÜSZ) é cada vez mais exigida.

Dicas práticas e segurança em Budapeste

  • Moeda: A moeda oficial é o Florim Húngaro (HUF), não o Euro. Utilize casas de câmbio oficiais e evite trocas em aeroportos ou na rua.
  • Transporte: Budapeste conta com excelente transporte público. Para estradas, a compra da `e-vignette` é obrigatória antes de entrar nas vias pedagiadas.
  • Segurança: O país exige atenção contra furtos em áreas turísticas e golpes em táxis ou bares com contas inflacionadas.
  • Saúde: A água da torneira é potável e segura.
  • Regra de Trânsito para Animais: A Hungria exige o CVI (Certificado Veterinário Internacional) e a sorologia de raiva se o animal for transportado, um ponto comum de retenção em Budapeste (Aeroporto Liszt Ferenc).

Estudo de caso prático: A barreira da comprovação financeira

O Desafio Um casal brasileiro chegou a Budapeste para uma lua de mel de 20 dias, portando passaportes válidos e passagens de volta, mas sem dinheiro em espécie, confiando exclusivamente em cartões de crédito digitais.

O Problema Na imigração, o oficial solicitou a comprovação de meios financeiros para a estadia. O casal não possuía extratos impressos e o aplicativo do banco estava indisponível devido à falta de conexão de internet no celular recém-chegado.

A Solução e o Resultado Após momentos de tensão e a necessidade de conectar-se ao Wi-Fi instável do aeroporto para baixar extratos recentes que mostrassem o limite disponível, conseguiram provar a capacidade financeira recomendada de €80 por dia, totalizando o montante necessário para a estadia prevista, sendo finalmente admitidos no país.

A Lição A tecnologia facilita, mas não substitui a segurança documental física. Ter comprovantes financeiros e de hospedagem impressos ou salvos offline é crucial para uma entrada tranquila e sem suspeitas.

Resumo dos requisitos

  • Visto: Status de visitante isento de visto para brasileiros até 90 dias (turismo/negócios).
  • Passaporte: Validade recomendada de 6 meses a partir da entrada, e estritamente vinculada à validade do ETIAS.
  • Seguro Viagem: Obrigatório, cobertura mínima de €30.000. Para vistos de longa duração, pode ser exigido seguro local ou de ‘longstay’.
  • Financeiro: Comprovar aprox. €60-€80 por dia (mínimo legal 10.000 HUF por entrada), com extrato do último mês disponível para acesso offline ou impresso para cartões de débito internacionais/contas globais.
  • Futuro: EES já em operação faseada (coleta biométrica no primeiro aeroporto de controle de passaportes para entrada Schengen); preparação para o ETIAS (validade vinculada ao passaporte).
  • Vistos de Longa Duração: Inclui o White Card (Nômade Digital, individual e sem reagrupamento familiar, sem contagem para residência permanente), o Single Permit para trabalho, obrigatoriedade de `lakcímkártya` e recomendação de Ügyfélkapu. A retirada do cartão físico de residência (`tartózkodási engedély`) deve ser agendada via portal Enter Hungary. Taxa do Visto D: €110.
  • Moeda: Florim Húngaro (HUF).

Conclusão

A Hungria oferece riqueza cultural, mas a burocracia de entrada exige precisão. As mudanças com o EES e o ETIAS tornarão o processo ainda mais técnico. Não permita que detalhes administrativos comprometam sua experiência europeia. A Mundial Vistos possui a experiência necessária para analisar sua documentação, orientar sobre vistos de longa duração e garantir o cumprimento de todos os requisitos atuais e futuros.

Perguntas Frequentes

Brasileiros precisam de visto para entrar na Hungria?

Atualmente, brasileiros possuem status de visitante isento de visto para estadias de até 90 dias a cada 180 dias para fins de turismo, negócios ou visita familiar.

Qual o valor exigido para comprovação financeira na Hungria?

Embora a legislação local estabeleça um mínimo técnico de 10.000 HUF (aproximadamente €25) por entrada, recomenda-se a disponibilidade de ao menos €60 a €80 por dia para garantir a admissão sem questionamentos adicionais. Aceitam-se dinheiro em espécie (Euros ou Florins), cartões de crédito com limite comprovado por extrato bancário recente ou cartões de débito internacionais (contas globais). Para cartões de débito internacionais e contas globais, certifique-se de possuir o extrato do último mês disponível para acesso offline ou impresso, evitando depender exclusivamente da conexão de internet no momento da inspeção.

O seguro viagem é obrigatório para a Hungria?

Sim, é obrigatório possuir um seguro viagem com cobertura mínima de €30.000 para despesas médicas e hospitalares, válido em todo o Espaço Schengen. Para vistos de longa duração, como o White Card, é importante notar que seguros de viagem comuns de turista podem ser rejeitados; exige-se um seguro de saúde de cobertura total (Comprehensive Health Insurance), sem cláusulas de exclusão para condições preexistentes, com validade para todo o território húngaro.

Quando o ETIAS será exigido para viajar à Hungria?

A previsão é que o ETIAS seja lançado no final de 2026, tornando-se totalmente obrigatório para brasileiros a partir de outubro de 2027. A autorização terá validade de até três anos, mas estará estritamente vinculada à validade do passaporte utilizado na aplicação. É importante notar que o ETIAS é uma Autorização de Viagem, não um visto.

Qual a validade necessária do passaporte para entrar na Hungria?

O passaporte deve ser válido por pelo menos 3 meses após a data prevista de saída do Espaço Schengen, embora a recomendação de segurança seja de 6 meses. A validade do ETIAS também estará estritamente vinculada à validade do passaporte.

A Hungria possui visto para Nômades Digitais?

Sim, a Hungria oferece o Visto de Residência para Nômades Digitais (White Card). Este visto exige comprovação de renda mensal de €3.000, proveniente exclusivamente de fontes fora da Hungria, sendo proibida a atividade econômica em solo húngaro sob este status. É importante notar que este visto é individual, não permite o reagrupamento familiar e o tempo de permanência com o White Card não conta para os anos necessários para solicitar o status de residente de longa duração na UE ou cidadania húngara.

É preciso registrar o endereço ao chegar na Hungria com Visto D?

Sim, para quem ingressa com Visto D (Longa Duração), é obrigatório registrar-se no Escritório de Imigração (OIF) em até 3 dias úteis após a chegada para obter o cartão de endereço húngaro (`lakcímkártya`). É também altamente recomendável criar acesso ao portal Ügyfélkapu (Portal do Cliente) para futuras interações com o governo.

O PB4 (CDAM) é válido na Hungria?

Não, acordos de saúde como o PB4 (CDAM) com Portugal, Itália ou Cabo Verde não possuem validade na Hungria. É obrigatório um seguro viagem privado com cobertura mínima de €30.000 para despesas médicas, hospitalares e repatriação.

Qual o custo do Visto D para a Hungria?

A taxa de processamento para o Visto D é de €110, convertida mensalmente conforme a tabela consular. No Brasil, o pagamento deve ser realizado via PIX ou transferência identificada no momento do protocolo ou conforme instruções específicas do posto consular.

Como funciona a retirada do cartão de residência (tartózkodási engedély) para quem entra com Visto D?

Para quem entra com Visto D, o adesivo no passaporte tem validade curta (geralmente 30 dias). A retirada do cartão físico de residência (`tartózkodási engedély`) deve ser agendada via portal Enter Hungary imediatamente após a chegada.

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