Resposta Rápida:
Sim, brasileiros precisam de visto para entrar na Guiné-Bissau. Ele pode ser obtido previamente na Embaixada em Brasília (opção recomendada, porém pode ter horários reduzidos ou exigir agendamento estrito; envio do passaporte original com seguro de carga é aconselhável), através do sistema de e-Visa (visto eletrônico, que pode apresentar instabilidade técnica), ou, embora sujeito a suspensões devido à instabilidade política, na chegada ao Aeroporto de Bissau (Visto de Fronteira). As taxas oficiais para vistos de curta duração variam entre € 70 e € 110, dependendo do período de permanência. É obrigatória a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela.
Visto para Guiné-Bissau: Regras de entrada para brasileiros
Planejar uma viagem à Guiné-Bissau é mergulhar em uma África Ocidental autêntica. Um marco histórico recente ocorreu em julho de 2025, quando o Arquipélago dos Bijagós foi oficialmente inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, reforçando o interesse global por sua biodiversidade. Para brasileiros, no entanto, a burocracia de entrada exige atenção: o visto é obrigatório.
Avisos de Viagem e Segurança (Atualização: Dezembro de 2025)
Desde o final de novembro de 2025, o país opera sob estado de atenção devido à instabilidade política e a uma tentativa de golpe de Estado, que resultou no fechamento temporário de fronteiras (terrestres, marítimas e aéreas) por ordens das forças militares. Embora voos comerciais possam ter sido retomados, a situação pode mudar rapidamente. Recomenda-se que viajantes brasileiros consultem o Portal Consular do MRE (Itamaraty) ou a Embaixada da Guiné-Bissau em Brasília antes de qualquer deslocamento, dada a possibilidade de toque de recolher ou fechamento de espaços aéreos.
Restrições de Movimentação Interna: Devido ao estado de atenção pós-tentativa de golpe, postos de controle militar (checkpoints) em estradas que ligam Bissau ao interior e às zonas portuárias para os Bijagós tornaram-se comuns. O solicitante deve portar o passaporte original (não apenas cópia) em todos os deslocamentos internos.
Modalidades de visto: opções para turistas brasileiros
Existem diferentes formas de obter a autorização de entrada. A decisão deve basear-se na sua tolerância a riscos e na antecedência do planejamento.
Visto de fronteira (visa on arrival)
Esta modalidade é processada na chegada ao Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira (OXB), em Bissau. Embora pareça prático para viagens de última hora, a recente instabilidade política tornou-a altamente imprevisível.
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- Processo: Dirija-se ao balcão de Migração e Fronteiras antes de recolher as malas.
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- Pagamento: O pagamento da taxa deve ser feito em espécie. O sistema de cartões frequentemente está inoperante. Aceita-se Euros ou Francos CFA (XOF).
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- Custo e Estabilidade (2025): Devido à recente instabilidade política ocorrida em novembro de 2025, a emissão de vistos na chegada ao aeroporto está sujeita a suspensões repentinas. As taxas oficiais atualizadas para vistos de curta duração variam de € 70 (45 dias) a € 110 (90 dias). Recomenda-se levar o valor exato em Euros para evitar problemas com troco.
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- Riscos: A concessão depende da apresentação correta de todos os documentos (passagem de volta e hospedagem). A falta de qualquer item pode levar à deportação imediata. Dada a situação política, a emissão é altamente instável e imprevisível.
Visto Eletrônico (e-Visa)
O governo da Guiné-Bissau opera um sistema de e-Visa (visto eletrônico). Esta é uma alternativa mais segura que o visto na chegada, permitindo que o passageiro chegue com uma pré-autorização impressa, agilizando o processo de entrada no país. Nota: O sistema de e-Visa pode apresentar instabilidade técnica em períodos de crise. Recomenda-se tentar o acesso com antecedência ou optar pelo visto consular físico em caso de erro no site oficial.
Visto consular (via embaixada)
É a opção mais segura. O visto é estampado no passaporte antes do embarque, garantindo uma passagem rápida pela imigração em Bissau. O processo é realizado junto à Embaixada da Guiné-Bissau em Brasília e exige o envio do passaporte físico original (para solicitantes que não residem em Brasília, a coordenação com despachantes ou a própria embaixada para envio via courier é a prática padrão). Em virtude da instabilidade política de novembro de 2025, a Embaixada pode operar com horários reduzidos ou regime de agendamento estrito, sendo crucial entrar em contato prévio. Se o envio for via courier, é altamente recomendado fazê-lo com seguro de carga, dada a importância documental do passaporte, especialmente em um período de crise.
Nota: Consulte a Embaixada para verificar a tabela de emolumentos atualizada para o final de 2025, pois as taxas consulares em Reais variam conforme o câmbio.
Acordo de mobilidade da CPLP
Embora Brasil e Guiné-Bissau integrem a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a isenção total de vistos para turistas com passaportes comuns não é plena na Guiné-Bissau. No entanto, sob o amparo do Decreto nº 11.156/2022 (Brasil) e regulamentações da CPLP, brasileiros podem solicitar o visto de curta duração CPLP em embaixadas com prioridade de tramitação e menor burocracia documental, embora a taxa de emissão ainda seja devida. Para evitar surpresas, viaje com o visto consular ou eletrônico, ou esteja preparado para o pagamento da taxa na chegada, a menos que possua um documento oficial que garanta a isenção.
Documentação obrigatória na imigração
A Polícia de Fronteiras é rigorosa. Tenha em mãos, em uma pasta de fácil acesso:
- Passaporte: Validade mínima de 6 meses além da data de retorno.
- Certificado Internacional de Vacinação (CIVP): A vacina contra Febre Amarela é obrigatória e deve ser tomada pelo menos 10 dias antes da viagem.
- Hospedagem: Reserva de hotel impressa ou Carta-Convite legalizada no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Bissau.
- Passagem de retorno: Bilhete aéreo confirmado para sair do país.
- Comprovante financeiro: Dinheiro em espécie ou extratos que provem capacidade de se manter (estime cerca de € 50 a € 100 por dia).
Saúde e vacinação
Além da Febre Amarela (obrigatória), a malária é uma preocupação séria, sendo endêmica em todo o país. A profilaxia é altamente recomendada. Consulte um médico especialista em medicina do viajante 6 a 8 semanas antes de embarcar para atualizar vacinas como Hepatite A, B e Febre Tifoide.
Seguro viagem: proteção essencial
A infraestrutura de saúde pública enfrenta desafios de abastecimento. Em casos de malária severa ou acidentes nos Bijagós, a evacuação médica para a Europa ou Dakar pode ser necessária e custar milhares de dólares. Não viaje desprotegido.
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Dicas financeiras e logística local
- Moeda: O Franco CFA (XOF) tem paridade fixa com o Euro (1 EUR = 655,957 XOF). Leve Euros em espécie; é a moeda mais fácil de trocar. Dólares são menos aceitos.
- Alfândega: Recomenda-se a declaração obrigatória para qualquer valor superior a € 1.500 em espécie ou equivalente em outras moedas, para evitar apreensões na saída.
Taxa de Segurança Aeroportuária (TSA): Além do visto, viajantes devem estar cientes da cobrança da Taxa de Segurança Aeroportuária (TSA). Em dezembro de 2025, essa taxa, para voos internacionais e regionais na Guiné-Bissau, tornou-se mais rigorosa. Quando não incluída no bilhete aéreo, é cobrada exclusivamente em dinheiro (Euros ou Francos CFA – XOF) antes do check-in ou no desembarque. É fundamental reservar cerca de € 25 a € 40 em espécie (valor flutuante da taxa) especificamente para essa finalidade, a fim de evitar retenções ou problemas nos guichês de segurança. Recomenda-se confirmar o valor exato com a companhia aérea ou aeroporto antes da viagem.
- Transporte para Bijagós: Com o título da UNESCO, a procura aumentou. Reserve barcos e acomodações nas ilhas (como Orango ou Bubaque) com semanas de antecedência.
Como evitar problemas na chegada
Histórias de viajantes retidos no aeroporto por falta de dinheiro em espécie para o visto são comuns. Não confie apenas em cartões de crédito ou na existência de caixas eletrônicos (ATMs) funcionando na área internacional. A preparação prévia é a chave para começar sua jornada na África Ocidental com tranquilidade.
A Mundial Vistos pode auxiliar na obtenção do seu visto consular ou eletrônico, verificando a documentação e intermediando o processo junto à Embaixada em Brasília, garantindo que você embarque com sua autorização já emitida.
Perguntas Frequentes
Brasileiro precisa de visto para Guiné-Bissau?
Sim, o visto é obrigatório para cidadãos brasileiros. Pode ser solicitado na Embaixada (exigindo o passaporte físico original; devido à instabilidade recente, consulte a Embaixada sobre horários e agendamento e considere seguro para o envio do passaporte), emitido através do sistema de e-Visa (que pode apresentar instabilidade técnica), ou, embora sujeito a suspensões, na chegada ao aeroporto (Visa on Arrival).
Quanto custa o visto para Guiné-Bissau em 2025?
As taxas oficiais atualizadas para o Visto de Fronteira e de curta duração variam entre € 70 (para 45 dias) e € 110 (para 90 dias). O pagamento deve ser feito em espécie (Euros ou Francos CFA).
Quais vacinas são exigidas para entrar na Guiné-Bissau?
A vacina contra a Febre Amarela é obrigatória (Certificado Internacional CIVP). Recomenda-se também profilaxia contra malária.
É seguro tirar o visto na chegada em Bissau?
Devido à instabilidade política recente (novembro de 2025), a emissão do visto na chegada tornou-se altamente instável e imprevisível, sujeita a suspensões repentinas. Além disso, pode envolver riscos como filas, falta de sistema para cartões e exigência rigorosa de documentos. O visto consular prévio ou o e-Visa são opções consideravelmente mais seguras.
