Resposta Rápida:
O visto para Guiné é uma autorização governamental mandatória para cidadãos brasileiros, exigindo passaporte com validade mínima de 6 meses e duas páginas em branco, bilhete aéreo de retorno confirmado e Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela (recomenda-se a via impressa original, pois a leitura digital falha frequentemente). É obrigatório apresentar o HDF (Health Declaration Form) gerado até 48h antes do embarque. Para menores, a autorização de viagem deve ter tradução juramentada para o francês e Apostila de Haia. Para câmbio, priorize notas de $100 USD (Série Azul) para evitar deságio.
Visto para Guiné: requisitos técnicos e procedimentos de entrada para brasileiros
O planejamento de uma viagem à República da Guiné, frequentemente referida como Guiné-Conacri para distinção geopolítica de seus vizinhos homônimos na África Ocidental, exige do viajante brasileiro uma compreensão aprofundada e técnica dos trâmites migratórios locais. A entrada no território guineense é regida por normas estritas de soberania nacional, onde a obtenção de um visto válido não é apenas uma formalidade burocrática, mas um pré-requisito legal inegociável e fiscalizado com rigor. Diferente de destinos turísticos com políticas de isenção ou sistemas de “visa on arrival” simplificados, a Guiné opera com um sistema híbrido complexo que demanda antecedência, precisão documental e conformidade sanitária absoluta.
A Mundial Vistos atua como a autoridade técnica capaz de navegar por essas exigências, transformando a complexidade dos formulários da Direction Centrale de la Police de l’Air et des Frontières (DCPAF) em um processo linear, previsível e seguro. Este material técnico foi elaborado para elucidar todas as etapas do processo, desde a escolha estratégica da modalidade do visto até os protocolos sanitários e de segurança, garantindo que sua jornada, seja corporativa ou turística, ocorra sob total conformidade jurídica e sem riscos de deportação.
Obrigatoriedade e modalidades de visto disponíveis
Para cidadãos brasileiros, a regra migratória é taxativa: não existe isenção de visto para entrada na Guiné, independentemente da duração ou do propósito da estadia. O passaporte deve possuir validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada e, obrigatoriamente, duas páginas totalmente em branco (uma para o visto físico e outra para os carimbos de entrada/saída). O governo guineense estabeleceu duas vias principais de solicitação: o Visto Eletrônico (eVisa) e o Visto Consular tradicional.
Regra para Menores de Idade
Para brasileiros menores de 18 anos, além do visto, é mandatória a apresentação da Autorização de Viagem Internacional (padrão CNJ). Se o menor estiver desacompanhado de um ou ambos os genitores, este documento deve ter tradução juramentada para o francês ou ser emitido em formulário bilingue. O termo “tradução simples” não é recomendado para a África Ocidental, pois oficiais de imigração em postos fora do aeroporto (deslocamento interno) podem exigir a validação oficial. Recomendação Crítica: Para maior segurança jurídica, recomenda-se a inclusão da Apostila de Haia no documento de autorização, uma vez que tanto Brasil quanto Guiné são signatários da Convenção da Apostila, facilitando o reconhecimento mútuo pelas autoridades fronteiriças.
O eVisa consolidou-se como a modalidade padrão para turismo e negócios de curta duração, mas sua validade de entrada é geograficamente restrita ao Aeroporto Internacional Ahmed Sékou Touré (CKY), em Conacri. O sistema digital permite que a pré-aprovação seja feita remotamente. No entanto, é crucial compreender que o eVisa não se aplica a entradas por fronteiras terrestres ou marítimas, situações nas quais o visto consular físico torna-se mandatório.
O funcionamento técnico do eVisa e a carta de autorização
Uma confusão comum reside na natureza do documento emitido online. O solicitante recebe a Lettre d’Autorisation de Visa Electronique (Carta de Autorização). Este documento possui validade jurídica para o embarque, mas não é o visto final.
Validade vs. Estadia: A validade desta carta (geralmente 90 dias) refere-se exclusivamente à janela de tempo que o viajante tem para se apresentar na fronteira. Ela não deve ser confundida com a permanência autorizada no país. O carimbo de entrada concedido pelo oficial de imigração é frequentemente limitado a 30 dias.
Renovação Local: Caso o viajante deseje estender a permanência de 30 para 90 dias após entrar no país, a taxa de prorrogação deve ser paga em moeda local (GNF) na sede da DCPAF em Conacri. O valor é variável conforme a inflação local do semestre.
Taxas Consulares Oficiais (Vigência 2025):
- Single Entry (Entrada Única) | 90 dias | $81,85 USD
- Multiple Entry (Múltiplas Entradas) | 1 ano | $150,00 USD |
Nota Importante sobre Pagamentos: O sistema de pagamento da DCPAF (SOGE) exige obrigatoriamente a tecnologia 3D Secure (verificação via app do banco) para transações internacionais. Como o Wi-Fi do Aeroporto Ahmed Sékou Touré é frequentemente instável, o viajante deve ter o Token do Banco disponível em modo offline ou possuir roaming de dados ativo antes do pouso para validar a transação se necessário. A rejeição da bandeira Elo não é apenas pela marca, mas pela ausência frequente desse protocolo em cartões de débito/crédito nacionais. É imprescindível o uso de cartão de crédito internacional (Visa/Mastercard) habilitado.
O visto propriamente dito — o selo adesivo oficial — é afixado no passaporte somente após a verificação biométrica e documental no aeroporto de chegada. O selo físico ocupa uma página inteira do passaporte. Neste momento, a imigração em Conacri exige obrigatoriamente a apresentação do bilhete de retorno. Atenção: Em 2025, há relatos frequentes da exigência da confirmação de reserva de hotel impressa em papel (não apenas no celular), pois o sistema de biometria pode ser lento e os oficiais solicitam o documento físico para conferência rápida de dados de endereço.
Procedimentos detalhados da solicitação online
O protocolo de solicitação via portal oficial exige rigor técnico. O sistema é sensível a formatos de arquivo e precisão de dados. O primeiro passo envolve o cadastro de uma conta de usuário, seguido pelo preenchimento de um formulário extenso.
No upload de documentos, a qualidade da digitalização é determinante. O passaporte deve ser digitalizado na página de dados biográficos, garantindo que a zona de leitura mecânica (MRZ) esteja legível. A fotografia deve seguir o padrão ICAO. Arquivos corrompidos resultam em rejeição automática ou na pendência do processo (“On Hold”).
Após a aprovação, a Carta de Autorização é enviada por e-mail contendo um QR Code de segurança. Este documento deve ser impresso em alta qualidade e mantido junto ao passaporte. Reforçamos a necessidade de portar cópias físicas de todos os documentos gerados no portal eVisa e HDF, pois serão exigidos tanto pela companhia aérea no check-in quanto pelos oficiais de imigração na chegada.
A via consular: quando e como utilizar
Para viajantes que planejam entrar na Guiné por via terrestre, o eVisa é tecnicamente inválido. Nesses casos, a solicitação deve ser encaminhada à Embaixada da Guiné em Brasília. O processo consular é físico e presencial, embora possa ser intermediado pela Mundial Vistos.
O trâmite consular oferece a vantagem da segurança prévia: o viajante embarca com o visto já colado no passaporte. É necessário apresentar o passaporte original, formulários assinados, fotos físicas e comprovantes de vacinação e capacidade financeira.
Requisitos sanitários: Febre Amarela e HDF
A Guiné aplica um controle sanitário rigoroso. O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra a Febre Amarela é um documento de porte obrigatório e fiscalizado com o mesmo rigor que o passaporte. A vacina deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da viagem.
Alerta de Conectividade: Embora o Brasil emita o CIVP digital via ConecteSUS, recomenda-se portar a via impressa original (com a assinatura digital validada). A conferência por QR Code pode falhar devido à falta de conectividade dos tablets da vigilância sanitária local, gerando atrasos ou impedimentos.
Quanto à COVID-19, até dezembro de 2025, as exigências de PCR para COVID-19 estão suspensas. No entanto, é obrigatório o preenchimento do HDF (Health Declaration Form). Este formulário gera um QR Code específico que é solicitado de forma independente da Carta de Autorização no momento do check-in. O HDF deve ser gerado no máximo 48 horas antes do embarque para refletir o estado de saúde atual do viajante e deve ser apresentado impresso.
Além disso, a malária é endêmica. Recomenda-se enfaticamente o uso de repelentes e consulta médica prévia.
Documentação probatória e consistência de dados
A aprovação depende da consistência entre o motivo declarado e os documentos. Para turismo, a reserva de hotel ou Certificat d’Hébergement (legalizado na prefeitura local) é essencial. Cartas convite informais não são aceitas.
Para negócios, a Carta Convite deve ser timbrada e assinada. A imigração pode solicitar comprovação de solvência econômica (média de 50 a 100 euros por dia).
Estudo de caso prático
O Desafio: Uma empresa de engenharia precisava enviar cinco especialistas para Boké em 10 dias. As cartas convite recebidas não tinham legalização oficial.
A Solução: A Mundial Vistos orientou a validação imediata do Certificat d’Hébergement junto à prefeitura de Boké. Com os documentos corrigidos, processamos os eVisas em regime prioritário. As Cartas de Autorização foram emitidas 48 horas antes do embarque, garantindo a entrada da equipe.
Seguro viagem e proteção internacional
Viajar para a África Ocidental sem cobertura é uma imprudência grave. A infraestrutura hospitalar é limitada e a evacuação aeromédica custa caro. Um seguro viagem abrangente deve cobrir despesas médicas, translado de corpo e extravio de bagagem.
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Dicas de segurança, moeda e conformidade local
Proibição de Fotografia: É estritamente proibido fotografar prédios governamentais, militares, aeroportos, pontes e comboios presidenciais. A violação desta regra resulta em detenção imediata e confisco de equipamentos/celulares.
O registro de estrangeiros pode ser exigido para estadias longas. A moeda local é o Franco Guineense (GNF), baseada em dinheiro vivo. Priorize levar notas de $100 Dólares (Série Azul/New Design) para obter a melhor conversão. Notas menores ($1, $5, $10 e $20) possuem uma taxa de câmbio inferior (spread maior). É mandatório declarar valores acima de 10.000 USD na entrada e saída.
Resumo dos pontos principais
- Visto Obrigatório: eVisa para via aérea (Conacri); Consular para via terrestre. Taxa do eVisa (2025): $81,85 USD.
- Pagamento: Obrigatório uso de cartão com 3D Secure. Tenha o Token Offline ou roaming ativo.
- Requisitos Críticos: Passaporte (6 meses + 2 páginas), Bilhete de Retorno e Vacina de Febre Amarela (via impressa original).
- Documentos Físicos: Obrigatório portar cópias impressas do eVisa, HDF e reserva de hotel.
- Menores: Autorização de viagem com tradução juramentada e Apostila de Haia.
Conclusão
A obtenção do visto para a Guiné exige precisão técnica. As nuances entre a carta de autorização e o visto final, as taxas específicas e os controles sanitários compõem um cenário onde a assessoria especializada é indispensável. A Mundial Vistos oferece a experiência para garantir sua aprovação rápida e segura.
Perguntas Frequentes
Brasileiros precisam de visto para a Guiné?
Sim. O passaporte deve ter validade de 6 meses e duas páginas em branco. Menores de 18 anos precisam de Autorização de Viagem com tradução juramentada para o francês e com a Apostila de Haia.
Quanto custa o visto para a Guiné em 2025?
A taxa é de $81,85 USD (entrada única). O pagamento exige cartão com 3D Secure. Recomenda-se ter o Token do Banco offline ou roaming ativo para validar a transação no aeroporto.
Quais são as exigências de vacina e COVID-19?
Vacina de Febre Amarela é obrigatória (leve a via impressa original, pois o QR Code pode falhar). O teste PCR está suspenso, mas é mandatório apresentar o HDF impresso.
Qual a validade do eVisa da Guiné?
A carta vale 90 dias para entrar. A estadia inicial é de 30 dias, renovável na DCPAF em Conacri mediante taxa em moeda local (GNF).
