Resposta Rápida:
Brasileiros precisam de visto para a Costa do Marfim. Para turismo aéreo, utiliza-se o E-Visa (Pré-enrolamento) via sistema SNEDAI, com custo aproximado de 73 Euros. O prazo oficial de emissão é de 48h úteis. Este documento exige desembarque exclusivo no Aeroporto de Abidjan para coleta biométrica. Para fronteiras terrestres, é obrigatório o Visto Consular físico. A vacina de Febre Amarela é mandatória.
Visto para Costa do Marfim: Regras Atuais, SNEDAI e Vacinas
A Costa do Marfim (Côte d’Ivoire) é um gigante econômico na África Ocidental e um ponto estratégico para negócios e turismo cultural. Com sua capital econômica, Abidjan, fervilhando de oportunidades, o fluxo de viajantes brasileiros tem aumentado. No entanto, diferentemente de destinos que isentam o visto ou facilitam a entrada irrestrita, o país mantém um controle migratório rigoroso. A regra é clara: brasileiros portadores de passaporte comum precisam de visto para entrar. No entanto, o Brasil possui um acordo de isenção de vistos para portadores de passaportes Diplomáticos e Oficiais em viagens de até 90 dias.
Navegar pela burocracia marfinense exige precisão. O sistema opera com um modelo duplo: um processo digital moderno (SNEDAI) para quem chega de avião e a via consular clássica para outras fronteiras. Um erro na escolha do visto ou na documentação sanitária — como o Certificado Internacional de Vacinação — pode barrar sua entrada. Este artigo técnico desmistifica o processo, atualiza os valores e orienta sobre como evitar deportações por erros administrativos.
Tipos de Visto: Entenda as Diferenças Críticas
O governo da Costa do Marfim, através do Ministério da Segurança e da empresa SNEDAI, oferece duas vias principais de legalização. A escolha não é opcional; ela é ditada exclusivamente pelo seu meio de transporte e ponto de entrada.
1. E-Visa (Pré-enrolamento Biométrico)
Frequentemente chamado de ‘visto online’, este documento é, tecnicamente, um Pré-enrolamento (Reçu de pré-enrôlement). Você aplica e paga online, mas o visto real (a etiqueta no passaporte) só é emitido fisicamente na chegada. É a opção mais rápida e utilizada por turistas.
A Restrição de Ouro: Este visto é válido exclusivamente para quem desembarca no Aeroporto Internacional Félix-Houphouët-Boigny, em Abidjan. O setor de vistos biométricos situa-se apenas neste aeroporto. Se você chegar por qualquer outro aeroporto doméstico, porto marítimo ou fronteira terrestre, o pré-enrolamento será recusado.
2. Visto Consular (Etiqueta Física)
Processado na Embaixada da Costa do Marfim em Brasília. O viajante entrega o passaporte físico antes da viagem e recebe a etiqueta colada. É obrigatório para quem:
- Entra por fronteiras terrestres (vindo de Gana, Libéria, Guiné, Mali ou Burkina Faso).
- Chega por cruzeiros ou navios mercantes.
- Solicita vistos de longa duração ou residência.
Passo a Passo: O Processo SNEDAI (E-Visa)
Para a maioria dos viajantes aéreos, o sistema SNEDAI é o padrão. Siga este roteiro para evitar falhas:
1. Acesso ao Portal Oficial: Acesse diretamente a seção de vistos no site oficial: `snedai.com/e-visa/`. Certifique-se de ver o cadeado de segurança (https).
2. Pagamento: Para o E-Visa (SNEDAI), a taxa oficial é de 73 Euros (composta por 70 EUR de taxa consular + 3 EUR de taxa de serviço da plataforma). O pagamento é feito online via cartão de crédito (Visa/Mastercard). Nota: Este valor se aplica exclusivamente ao processo SNEDAI/E-Visa. Para o Visto Consular físico em Brasília, a taxa é paga em Reais (BRL) via transferência bancária, com valor definido pela taxa de chancelaria vigente no mês. Valores sujeitos a alteração e flutuação cambial.
3. Upload de Documentos: Digitalize a página de dados do passaporte e a passagem aérea. O sistema SNEDAI é sensível: imagens cortadas ou com reflexo são rejeitadas. Atenção: às vezes o upload da passagem completa (PDF de várias páginas) falha por tamanho. Priorize o bilhete eletrônico resumido onde constam o nome do passageiro e os números dos voos de chegada/saída.
4. Recebimento do ‘Reçu’: Após aprovação (o prazo oficial é de 48h, mas recomenda-se solicitar com pelo menos 7 dias de antecedência para evitar imprevistos sistêmicos), você receberá um documento com código de barras. Imprima duas vias em alta qualidade (laser). Se o código de barras estiver falhado ou ilegível, o processamento na chegada será manual e muito mais lento. Uma via ficará com a companhia aérea no embarque e a outra será usada na imigração em Abidjan. É crucial notar que o ‘Reçu’ (pré-enrolamento) possui validade de 90 dias (3 meses) a partir da data de emissão. Solicite-o dentro desta janela para garantir que esteja válido no dia do seu embarque. Uma vez emitido no aeroporto, o E-Visa geralmente permite múltiplas entradas e é válido por 90 dias, contudo, a decisão final sobre a permissão de múltiplas entradas e a duração da estadia é sempre a critério da autoridade de fronteira no momento da chegada.
5. Desembarque em Abidjan: Ao sair do avião, dirija-se à área ‘Visa Biométrique’ ou ‘E-Visa’ antes das cabines de controle de passaporte. Lá, farão a coleta de suas impressões digitais e tirarão sua foto. Somente então a etiqueta do visto será impressa e colada no seu passaporte.
Documentação Obrigatória para Todos os Viajantes
Seja via consular ou E-Visa, prepare a seguinte pasta:
- Passaporte: Validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada na Costa do Marfim.
- CIVP (Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia): Contra Febre Amarela. A vacina deve ser tomada com no mínimo 10 dias de antecedência ao embarque para ser válida. Item eliminatório.
- Passagem Aérea: Ida e volta confirmadas.
- Comprovante de Hospedagem: Reserva de hotel ou Carta-Convite legalizada na prefeitura local (Mairie) pelo anfitrião marfinense.
- Comprovante de Meios Financeiros: Embora a fiscalização seja errática, os oficiais de imigração podem solicitar comprovante de fundos suficientes para a estadia. Recomenda-se levar extratos bancários recentes ou dinheiro em espécie.
Estudo de Caso Prático: A Fronteira de Elubo
Para ilustrar o risco real de escolher o visto errado, apresentamos o caso de ‘Carlos’ (nome fictício, cenário real).
O Desafio: Carlos, engenheiro civil, estava em Accra (Gana) e precisava ir a Abidjan para uma reunião urgente. Ele solicitou o E-Visa pelo site da SNEDAI, pagou os 73 Euros e recebeu o documento impresso. Para economizar, pegou um ônibus de linha internacional para cruzar a fronteira em Elubo.
O Erro: Ao chegar ao posto de fronteira terrestre, Carlos foi impedido de entrar. O oficial explicou que o posto de Elubo não possui os scanners biométricos interligados ao servidor da SNEDAI para validar o pré-enrolamento. O papel em mãos de Carlos não tinha valor legal ali.
O Resultado: Carlos teve que retornar a Accra, perdendo um dia de viagem. Ele foi forçado a comprar uma passagem aérea de última hora (muito mais cara que o ônibus) para pousar no aeroporto de Abidjan, o único local onde seu E-Visa poderia ser materializado. Se tivesse feito o visto consular em Brasília ou na embaixada em Accra, teria cruzado por terra sem problemas.
Saúde: Febre Amarela e Malária
A Costa do Marfim leva a segurança sanitária a sério. A vacina contra a Febre Amarela é mandatória. Sem o CIVP da Anvisa, o embarque é negado no Brasil.
Quanto à Malária (Paludismo), o país é zona endêmica de alto risco. Embora não haja vacina obrigatória para entrada, a profilaxia é vital. Use repelentes com Icaridina, roupas de manga longa ao entardecer e consulte um infectologista sobre medicação preventiva antes da viagem.
Seguro Viagem: Não é Lei, mas é Vital
A imigração marfinense não exige apólice de seguro para vistos de turismo curtos, mas viajar para a África Ocidental sem cobertura é temerário. O sistema público de saúde enfrenta desafios estruturais, e as clínicas privadas de padrão internacional em Abidjan (como a Polyclinique Internationale Sainte Anne-Marie – PISAM) cobram valores elevados, frequentemente exigindo depósitos em espécie antes do atendimento.
Um seguro viagem garante não apenas o custeio hospitalar em casos de malária ou intoxicação alimentar, mas principalmente a repatriação sanitária (UTI aérea) de volta ao Brasil em casos graves. É uma proteção financeira indispensável.
Solicite seu orçamento de seguro viagem!
Informações Essenciais
- Moeda: Franco CFA (XOF). Atrelado ao Euro, oferece estabilidade cambial. Leve Euros para trocar.
- Idioma: O Francês é a língua oficial. O Inglês é pouco falado fora do circuito hoteleiro de luxo.
- Clima: Tropical úmido. A estação chuvosa vai de maio a julho.
- Eletricidade: 220V, tomadas tipo C e E (padrão europeu/francês).
Conclusão
A Costa do Marfim é um destino fascinante que exige respeito aos seus processos burocráticos. A distinção entre o pré-enrolamento aéreo e o visto consular físico é o ponto crucial do planejamento. Garantir a documentação correta — especialmente o CIVP e o comprovante do SNEDAI — transforma uma chegada tensa em uma entrada tranquila.
Na Mundial Vistos, somos especialistas em vistos para a África. Nossa equipe verifica cada detalhe do seu formulário SNEDAI, orienta sobre a carta-convite e assegura que você não enfrente surpresas na imigração. Viaje com a segurança de quem tem suporte profissional. Entre em contato conosco hoje mesmo.
Perguntas Frequentes
Brasileiros precisam de visto para a Costa do Marfim?
Sim, todos os brasileiros portadores de passaporte comum precisam de visto para entrar na Costa do Marfim, seja para turismo ou negócios. Há exceções para portadores de passaportes diplomáticos ou oficiais, sob acordos bilaterais.
Qual o valor do visto para a Costa do Marfim?
Para o E-Visa (pré-enrolamento SNEDAI), o custo é de 73 Euros (70 euros de taxa consular + 3 euros de taxa de serviço). Para o visto consular físico em Brasília, o valor é diferente, pago em Reais (BRL) e sujeito à taxa de chancelaria vigente. Valores sujeitos a alteração.
Posso entrar por terra com o E-Visa da Costa do Marfim?
Não. O E-Visa (pré-enrolamento) só é válido para desembarque aéreo no Aeroporto de Abidjan. Para fronteiras terrestres, você deve obter o visto consular físico na embaixada antes de viajar.
A vacina de febre amarela é obrigatória para a Costa do Marfim?
Sim, é obrigatória. Você deve apresentar o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) no embarque e na chegada. A vacina deve ser tomada com no mínimo 10 dias de antecedência ao embarque para ser válida.
Quanto tempo demora para sair o visto da Costa do Marfim?
O processo online (SNEDAI) tem um prazo oficial de 48 horas úteis para emitir o pré-enrolamento, mas recomenda-se solicitar com pelo menos 7 dias de antecedência para evitar imprevistos sistêmicos. O ‘Reçu’ (pré-enrolamento) possui validade de 90 dias a partir da data de emissão.
