Visto para Coreia do Norte

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Resposta Rápida:

O visto para a Coreia do Norte não pode ser solicitado individualmente em embaixadas. Ele exige a intermediação obrigatória de agências de turismo autorizadas pela KITC. Para brasileiros, a autorização geralmente é emitida como uma Autorização de Entrada em Separado (Tourist Card), não deixando carimbos no passaporte. A entrada é estritamente controlada e turismo independente é proibido. ATENÇÃO: A emissão de vistos para cidadãos brasileiros pode estar suspensa por tempo indeterminado.

Visto para Coreia do Norte: Regras de entrada e protocolos atuais

Visitar a República Popular Democrática da Coreia (RPDC) é, sem dúvida, uma das fronteiras finais do turismo moderno. Diferente de qualquer outro destino na Ásia, onde o visto é apenas uma formalidade burocrática, a autorização de entrada para a Coreia do Norte representa um convite controlado para ingressar em uma nação onde o turismo independente é estritamente proibido. Para brasileiros, a jornada não começa no guichê de imigração do aeroporto, mas em uma seleção rigorosa feita meses antes por agências estatais e parceiras.

Neste artigo, detalhamos o funcionamento das fronteiras, a lógica por trás da emissão da ‘Autorização de Entrada em Separado (Tourist Card)’ e o passo a passo para garantir sua autorização de entrada sem infringir as severas leis locais. É fundamental compreender que viajar para a RPDC não é apenas uma viagem de lazer, mas uma imersão em um sistema político distinto com regras inflexíveis.

O status das fronteiras e a reabertura gradual

Após o isolamento total iniciado em 2020, a Coreia do Norte iniciou um processo de reabertura lenta e segmentada. Em dezembro de 2025, o cenário ainda exige cautela. Embora tenha havido movimentações para permitir a entrada de grupos específicos (como cidadãos russos) e a previsão de abertura de zonas como Samjiyon, as fronteiras da RPDC permanecem restritas para o turismo de massa ocidental. ATENÇÃO: A emissão de vistos para cidadãos brasileiros pode estar suspensa por tempo indeterminado. A reabertura para o turismo ocidental não é garantida e depende de decretos mensais de Pyongyang. Consulte a agência antes de qualquer planejamento.

A política de fronteiras da RPDC é volátil: permissões de entrada podem ser concedidas e revogadas abruptamente dependendo do clima geopolítico. Por isso, o monitoramento constante através de agências especializadas é a única fonte segura de informação. Não confie em notícias antigas; a situação muda rapidamente.

A regra de ouro: Agências de turismo como fiadoras

O conceito mais importante para entender o visto norte-coreano é: não existe turismo independente. Você não pode simplesmente solicitar um visto na embaixada em Brasília e comprar uma passagem aérea para Pyongyang.

Todo o processo deve ser obrigatoriamente intermediado por agências de viagens autorizadas pela Korea International Travel Company (KITC). Empresas renomadas, geralmente baseadas na China (como Koryo Tours ou Young Pioneer Tours), atuam como seus ‘fiadores’. Elas submetem sua aplicação ao governo em Pyongyang, garantem seu itinerário e são legalmente responsáveis por sua conduta dentro do país.

Se a agência não aprovar seu perfil durante a triagem inicial, o governo norte-coreano nem chegará a analisar seu pedido. Portanto, a primeira etapa do visto é convencer a agência de que você é um turista genuíno e não representa riscos.

Tipos de autorização: ‘Autorização de Entrada em Separado (Tourist Card)’ vs. Visto no Passaporte

A burocracia norte-coreana emite a autorização de entrada de duas formas distintas. É comum que o viajante brasileiro não fique com o registro físico da viagem em seu passaporte, o que pode ser vantajoso para evitar questionamentos excessivos em viagens futuras a outros países.

1. Autorização de Entrada em Separado (Tourist Card)

É o formato mais comum para brasileiros que entram via Pequim ou Dandong. Trata-se de uma Autorização de Entrada em Separado (Tourist Card) que contém sua foto, nome e dados do visto. Este documento é carimbado na entrada e recolhido pela imigração na saída do país, não deixando rastros físicos no seu passaporte. A cor e o formato podem variar (ex: formulário branco ou impresso simples), não sendo necessariamente um ‘papel azul’.

2. Visto no Passaporte

Em situações específicas, como visitas de negócios, delegações oficiais ou viagens de longa duração solicitadas diretamente nas embaixadas da RPDC no exterior, o visto físico pode ser estampado no passaporte. Contudo, para o turismo padrão, isso é a exceção, não a regra.

Documentação exigida para brasileiros

Para iniciar o processo com a agência intermediária, o rigor documental é absoluto. A falha em prover dados exatos pode resultar em negativa imediata ou problemas na fronteira.

Passaporte Brasileiro: Deve ter validade mínima de seis meses após a data de retorno e páginas livres. Atenção especial para brasileiros com dupla cidadania: se você possui cidadania americana, não use o passaporte dos EUA. O uso do passaporte dos EUA para entrada, trânsito ou viagem na RPDC é proibido pelo Departamento de Estado americano. A violação acarreta revogação imediata do passaporte e processo criminal nos EUA. Portadores de dupla cidadania (BR/EUA) devem obrigatoriamente omitir a nacionalidade americana e viajar exclusivamente com o passaporte brasileiro.

Visto Chinês de Dupla Entrada (ou Múltiplas Entradas): Como a vasta maioria dos voos e trens para a Coreia do Norte sai e retorna da China (principalmente Pequim ou Dandong), cidadãos brasileiros necessitam de um visto chinês que permita múltiplas entradas. Um visto de entrada única (single entry) para a China fará com que você seja impedido de reentrar na China após a viagem à Coreia do Norte, deixando o turista em uma situação complicada na fronteira. Certifique-se de solicitar o tipo de visto chinês correto.

Formulário da Agência: Deve ser preenchido em inglês com dados verídicos sobre emprego e histórico de viagens. Mentiras aqui são fatais.

Foto Digital: Deve seguir os padrões exatos solicitados (fundo branco, sem acessórios, rosto visível).

Declaração de Emprego: Este é o ponto mais sensível. O governo norte-coreano restringe severamente a entrada de jornalistas, fotógrafos profissionais e militares sob o visto de turismo.

Estudo de Caso Prático: O preenchimento correto

Para ilustrar a importância da precisão no pedido de visto, analisaremos um caso hipotético, mas baseado em situações reais enfrentadas por viajantes.

O Viajante: Carlos, 34 anos, brasileiro.

O Perfil: Carlos trabalha como Designer Gráfico em uma grande editora de revistas em São Paulo. Ele não é repórter, mas seu contrato de trabalho é com uma empresa de mídia.

O Problema: Ao preencher o formulário inicial da agência de turismo, Carlos pensou em colocar apenas ‘Funcionário de Editora’ ou ‘Mídia’.

A Análise de Risco: A agência intermediária alertou Carlos. Colocar ‘Mídia’ ou ‘Editora’ acende um alerta vermelho na imigração da Coreia do Norte. Eles poderiam assumir que ele é um jornalista tentando entrar disfarçado para produzir uma reportagem não autorizada, o que resultaria em negativa de visto ou, pior, detenção por espionagem.

A Solução: Orientado por especialistas, Carlos especificou sua função técnica. No formulário, ele preencheu ‘Designer Gráfico Técnico’ e, no campo de empregador, usou a razão social da empresa que não remetia diretamente ao nome fantasia da revista, ou explicou que sua função era estritamente visual e publicitária, sem vínculo editorial.

O Resultado: A transparência técnica funcionou. O governo norte-coreano entendeu que ele era um profissional de artes visuais, não um jornalista político. A ‘Autorização de Entrada em Separado (Tourist Card)’ foi emitida, e Carlos realizou a viagem sem incidentes.

Lição: Nunca minta, mas saiba como apresentar sua profissão. Se você trabalha em áreas sensíveis, a consultoria prévia é vital.

Custos e a economia de ‘Divisas em Espécie’

A taxa governamental do visto é de aproximadamente €50, paga geralmente em espécie em Pequim, mas agências podem cobrar taxas de processamento adicionais. O custo total do visto, geralmente embutido no pacote da agência, pode variar (valor sujeito a alteração). No entanto, a logística financeira dentro do país exige preparação.

Esqueça seus cartões de crédito internacionais; eles são pedaços de plástico inúteis lá dentro. A economia para turistas funciona exclusivamente com Divisas em Espécie.

É crucial notar que notas de Dólar ou Euro velhas, amassadas, riscadas ou de séries antigas são universalmente rejeitadas na RPDC. Você deve levar Euro (EUR), Dólar (USD) ou Yuan Chinês (CNY) em perfeito estado. O Euro é frequentemente preferido para preços em lojas de souvenirs. O Won norte-coreano (KPW) não é negociado com estrangeiros na maioria das lojas oficiais.

Regras de conduta e fotografia

Ter o visto aprovado é apenas o começo. Uma vez dentro, você está sujeito às leis locais. O desrespeito a imagens dos líderes Kim Il Sung, Kim Jong Il e Kim Jong Un é considerado crime grave.

Fotografia: Ao fotografar estátuas dos líderes, o corpo inteiro deve estar no quadro (não corte os pés ou a cabeça). Fotos de militares, canteiros de obras, áreas de pobreza ou qualquer coisa que não seja explicitamente turística são proibidas.

Objetos Proibidos: Dispositivos GPS dedicados são confiscados na entrada. Celulares são geralmente permitidos, mas sem serviço de roaming ou acesso à internet. Literatura religiosa (Bíblias) para distribuição é estritamente proibida e pode levar à prisão.

Conteúdo Digital em Dispositivos Eletrônicos

Na entrada (Sinuiju ou Pyongyang), guardas de fronteira podem verificar smartphones, tablets, laptops e câmeras. Conteúdo sul-coreano (K-Pop, doramas), pornografia, material político crítico à RPDC ou aplicativos religiosos (Bíblias digitais) são estritamente proibidos e podem levar à detenção, confisco de equipamentos e deportação. É altamente recomendável ‘limpar’ seus eletrônicos de qualquer conteúdo sensível antes de entrar no país.

Medicamentos e Kit de Saúde Pessoal

Não há farmácias acessíveis a turistas na Coreia do Norte, e a disponibilidade de medicamentos ocidentais é extremamente limitada. É obrigatório levar um kit médico pessoal completo com todos os medicamentos que você possa precisar (inclusive para dores, diarreia, resfriados, alergias, etc.). Se você usa medicamentos controlados ou de uso contínuo, é fundamental levar a quantidade suficiente para toda a viagem, acompanhada das receitas médicas originais e suas traduções para o inglês. Tenha em mente que certas substâncias podem ser restritas; em caso de dúvida, consulte a agência de viagens.

Seguro Viagem: Proteção indispensável em território isolado

As agências autorizadas exigem obrigatoriamente a apresentação de uma apólice de seguro viagem com cobertura de evacuação médica para confirmar sua reserva. É crucial alertar que seguradoras comuns brasileiras frequentemente excluem países sob sanção ou ‘zonas de conflito/instabilidade política’ nas letras miúdas. Por isso, o seguro deve ser especializado (ex: IHI Bupa ou fornecido pela própria agência Koryo/YPT), pois apólices de cartão de crédito ou seguradoras de massa brasileiras provavelmente negarão cobertura na RPDC. Viajar para a RPDC sem uma apólice robusta é extremamente arriscado. A infraestrutura médica local é limitada para padrões ocidentais e, em casos graves (como um acidente ou apendicite), a única solução segura é uma evacuação aero médica para Pequim ou Vladivostok. Os custos de um resgate aéreo privado podem ultrapassar dezenas de milhares de dólares, exigindo pagamento antecipado se você não tiver cobertura. Não é apenas uma questão burocrática, mas de segurança vital em um país sem relações diplomáticas plenas e ativas com o Brasil no dia a dia consular. Verifique se sua apólice cobre explicitamente a Ásia e não possui cláusulas de exclusão para a RPDC.

Em resumo

  • Intermediação Obrigatória: Não existe turismo independente; você precisa de uma agência autorizada pela KITC.
  • Documento de Entrada: A autorização de entrada é geralmente um ‘Tourist Card’ (documento separado) que não fica no passaporte.
  • Restrições Profissionais: Jornalistas e militares enfrentam restrições severas; a precisão no formulário é vital.
  • Dinheiro: Leve Euros ou Yuans em espécie e em perfeito estado. Cartões não funcionam.
  • Segurança: O seguro viagem com evacuação médica é mandatório e essencial.

Conclusão

Conseguir o visto para a Coreia do Norte é um processo que exige mais do que documentação; exige o entendimento de que você está entrando em um sistema com regras próprias e inflexíveis. A chave para uma experiência segura é a preparação antecipada, a paciência com a burocracia e o respeito absoluto aos protocolos das agências estatais.

Na Mundial Vistos, entendemos que viagens para destinos complexos exigem uma base documental impecável. Embora a emissão da autorização final seja competência das agências autorizadas pela RPDC, nós garantimos que seu passaporte brasileiro esteja regularizado e auxiliamos na análise de vistos para as escalas (como o visto chinês, frequentemente necessário).

Não deixe detalhes burocráticos comprometerem uma das viagens mais singulares do mundo. Entre em contato conosco para regularizar seus documentos de viagem e garantir sua tranquilidade.

Perguntas Frequentes

Brasileiros precisam de visto para a Coreia do Norte?

Sim, brasileiros precisam de autorização prévia. O processo não é feito via embaixada comum, mas sim através de agências de turismo autorizadas que solicitam a Autorização de Entrada em Separado (Tourist Card) ao governo norte-coreano. É importante notar que a emissão de vistos para cidadãos brasileiros pode estar suspensa por tempo indeterminado.

Posso viajar sozinho para a Coreia do Norte?

Não. O turismo independente é estritamente proibido. Você deve estar sempre acompanhado por guias norte-coreanos e seguir o itinerário aprovado pela agência estatal.

O visto da Coreia do Norte fica no passaporte?

Geralmente não. Para turistas, a autorização é emitida como um ‘Tourist Card’ (uma Autorização de Entrada em Separado), que é um documento avulso recolhido na saída do país. O passaporte raramente recebe carimbos ou adesivos.

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