Resposta Rápida:
Brasileiros não precisam de visto para turismo na Colômbia por até 90 dias. No entanto, é obrigatório preencher o formulário digital Check-Mig entre 72h e 1h antes do voo, apresentar passaporte válido ou RG em bom estado (com foto atual e menos de 10 anos de emissão são recomendações práticas) e comprovante de vacinação contra Febre Amarela se visitar Parques Nacionais ou áreas de risco específicas (não exigido na imigração para entrada geral de brasileiros).
Visto para Colômbia: Regras de entrada, Check-Mig e vacinas
A Colômbia consolidou-se como um dos destinos mais fascinantes da América do Sul, oferecendo uma fusão única de história colonial, biodiversidade amazônica e o calor do Caribe. Para os brasileiros, a proximidade geográfica vem acompanhada de uma grande facilidade burocrática: a isenção de visto para turismo. No entanto, a facilidade de entrada não significa ausência de controle. O ingresso no país exige o cumprimento rigoroso de requisitos migratórios e sanitários que, se ignorados, podem frustrar a viagem ainda no aeroporto.
Este artigo detalha a documentação vigente, as nuances sobre vacinação e os procedimentos digitais obrigatórios para garantir que sua única preocupação seja escolher entre as praias de Cartagena ou as montanhas de Medellín.
A regra dos 180 dias: entenda a isenção de visto
Graças aos acordos do Mercosul e bilaterais, cidadãos brasileiros estão isentos de visto para entrar na Colômbia com fins turísticos. Ao passar pela imigração, o oficial da Migración Colombia geralmente concede um carimbo de entrada válido por até 90 dias. Este prazo não é um direito absoluto, mas uma concessão que pode variar dependendo da consistência das informações apresentadas pelo viajante (reservas, roteiro e recursos financeiros).
Caso você decida estender sua estadia, é possível solicitar uma prorrogação por mais 90 dias, totalizando um máximo improrrogável de 180 dias contínuos ou não dentro de um ano calendário (de janeiro a dezembro). Essa extensão, tecnicamente chamada de Permiso Temporal de Permanencia (PTP), deve ser solicitada online antes do vencimento do carimbo inicial.
Check-Mig: o formulário digital obrigatório
Um dos erros mais comuns dos viajantes é chegar ao balcão da companhia aérea sem o Check-Mig preenchido. Este formulário migratório digital é um requisito padrão tanto para a entrada quanto para a saída da Colômbia. Ele não substitui o passaporte, mas sua ausência frequentemente impede o embarque ainda no Brasil.
É importante ressaltar que, embora frequentemente associado a viagens aéreas, o Check-Mig também é exigido para entrada na Colômbia por fronteiras terrestres e fluviais, como em Leticia (fronteira com Tabatinga) e Rumichaca (fronteira com o Equador). Nessas rotas, a fiscalização pode ser mais variável, mas a obrigatoriedade do preenchimento persiste.
O preenchimento deve ser feito exclusivamente no site oficial da Migración Colombia dentro da janela de antecedência estipulada: entre 72 horas e 1 hora antes do voo. O sistema gera uma confirmação que deve ser apresentada às autoridades. O processo é totalmente gratuito; evite sites terceiros que cobram taxas por esse serviço governamental.
Documentação de identificação: RG ou Passaporte?
Para cruzar a fronteira colombiana, o brasileiro tem duas opções de documento, mas ambas exigem atenção aos detalhes de conservação e validade:
- Passaporte: A imigração colombiana (Resolução 1128/2018 e CAN) exige apenas que o passaporte esteja válido durante a estadia. No entanto, as companhias aéreas, seguindo políticas de compliance (IATA), frequentemente recomendam e podem exigir uma validade mínima de 6 meses para o embarque, a fim de evitar problemas de repatriação ou dificuldades em voos de conexão. Portanto, para sua tranquilidade, é altamente recomendável que seu passaporte tenha no mínimo 6 meses de validade.
- Carteira de Identidade (RG): Aceita graças aos acordos do Mercosul, desde que esteja em perfeito estado de conservação e, crucialmente, com uma foto atual que identifique claramente o portador. Embora a regra oficial do Mercosul enfatize a \”foto atual\” e o \”bom estado\”, a prática da imigração e das companhias aéreas é recusar documentos com mais de 10 anos de emissão. Esta convenção de 10 anos visa garantir a fácil identificação, já que fotos muito antigas podem dificultar o reconhecimento.
Atenção: Documentos funcionais (OAB, CRM, militares) e a CNH (Carteira Nacional de Habilitação) não são aceitos como documentos de viagem para entrada no país, embora a CNH seja válida para dirigir veículo alugado em território colombiano.
Comprovante de Saída do País
É fundamental que o viajante possua prova de saída da Colômbia (passagem aérea, terrestre ou marítima). A autoridade migratória exige o comprovante de retorno ou de continuação da viagem para conceder a entrada como turista. Viajantes com apenas passagem de ida são frequentemente barrados no check-in no Brasil.
San Andrés e a ‘Tarjeta de Turismo’
O arquipélago de San Andrés, Providência e Santa Catalina possui um regime especial de entrada para controle populacional e preservação ambiental. Para visitar essas ilhas, todo turista (exceto crianças menores de 7 anos e residentes) deve adquirir a Tarjeta de Turismo.
Esta taxa deve ser paga no aeroporto de origem, geralmente no balcão da companhia aérea, antes do embarque para a ilha. O valor é ajustado anualmente por Decreto Departamental. Para o ano de 2025, o valor foi fixado em COP 146.000 (aproximadamente, de acordo com o Decreto 0030 de 2025 da Gobernación do Arquipélago). É altamente recomendável levar dinheiro em espécie (pesos colombianos) para esta taxa, pois o sistema de cartão no aeroporto frequentemente apresenta falhas. É fundamental verificar o Decreto vigente da Gobernación de San Andrés antes do embarque, pois o valor pode ser alterado. Guarde este cartão com cuidado, pois ele será exigido novamente na sua saída da ilha. O extravio da tarjeta pode resultar na necessidade de pagar a taxa novamente.
Vacina contra Febre Amarela: regras atuais
Atenção: Conforme diretrizes vigentes do Ministério da Saúde da Colômbia, a vacina contra a Febre Amarela é exigida apenas para o acesso interno a Parques Nacionais (como Tayrona, Sierra Nevada de Santa Marta) e departamentos da região amazônica. A apresentação do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) para a entrada geral no país, procedente do Brasil, não é mais uma exigência. Você não será barrado na imigração ou pela companhia aérea no Brasil por este motivo, mas será barrado na portaria dos parques ou áreas de risco sem o certificado. A vacina deve ser tomada com pelo menos 10 dias de antecedência da viagem. Viajantes acima de 60 anos podem ser isentos mediante apresentação de atestado médico traduzido.
A importância do Seguro Viagem
A Colômbia não exige seguro viagem obrigatório por lei para turistas brasileiros, mas viajar sem ele é um risco financeiro desnecessário. O sistema de saúde colombiano não oferece cobertura gratuita para estrangeiros, e custos médicos podem ser elevados.
Além da saúde, o seguro é fundamental para cobrir extravio de bagagem e, crucialmente, repatriação sanitária. Não conte com a sorte.
Registro de Celulares (IMEI) para estadias prolongadas
Para viajantes com estadias de turismo mais longas (próximo aos 90 ou 180 dias) que planejam usar um chip local (SIM card colombiano) em seus celulares, há um requisito importante. Celulares estrangeiros que utilizam chips locais devem ter seu IMEI registrado na operadora colombiana dentro de 20 a 30 dias após a ativação do serviço, sob risco de bloqueio total do aparelho no país. É crucial entender que, caso o bloqueio ocorra, ele é irreversível para aquele aparelho na Colômbia, transformando-o em um \”peso de papel\” no país. Este registro geralmente pode ser feito online ou em lojas da operadora e visa combater o roubo de celulares.
Restrições Alfandegárias e Declaração de Bens
Ao entrar na Colômbia, é importante estar ciente das regras alfandegárias da DIAN (Dirección de Impuestos y Aduanas Nacionales). Embora a maioria dos itens de uso pessoal seja permitida sem problemas, viajantes que chegam com quantidades de dispositivos eletrônicos novos (como múltiplos laptops, câmeras profissionais ou smartphones) que possam parecer destinados à revenda, podem ser questionados. Caso não haja justificativa clara para o uso pessoal, esses itens podem ser sujeitos a tributação. Recomenda-se declarar eletrônicos de alto valor que você esteja trazendo em grande quantidade ou que sejam claramente novos e não lacrados, para evitar transtornos.
Para Drones, a Aerocivil da Colômbia possui regras específicas e a DIAN frequentemente retém drones na entrada se não houver registro prévio ou se o equipamento parecer profissional sem uma declaração de importação temporária. Recomenda-se pesquisar as regulamentações específicas da Aerocivil antes de viajar com um drone para a Colômbia, para evitar a retenção do equipamento.
Em resumo
- Visto: Isento para turismo por até 90 dias (prorrogáveis).
- Check-Mig: Formulário online obrigatório (72h a 1h antes do voo; aplicável a todas as vias de acesso).
- San Andrés: Taxa de entrada (valor fixado para 2025 em COP 146.000; verificar decreto vigente antes do embarque; levar dinheiro em espécie é recomendado).
- Vacinas: Febre Amarela mandatória para acesso a Parques Nacionais e zonas de risco (não para entrada geral no país).
- Documentos: Passaporte válido ou RG com menos de 10 anos e foto atual (recomendações práticas).
- Celulares: Registrar IMEI na operadora local para estadias prolongadas com chip colombiano (o bloqueio é irreversível).
- Alfândega: Atenção a eletrônicos novos ou em quantidade e Drones para evitar taxação/retenção pela DIAN.
Conclusão
Viajar para a Colômbia é mergulhar em uma cultura vibrante, mas a tranquilidade dessa experiência começa com a organização correta dos documentos. As regras de isenção facilitam o acesso, mas detalhes como o Check-Mig e as taxas locais exigem atenção para evitar contratempos no embarque.
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Perguntas Frequentes
Brasileiro precisa de visto para a Colômbia?
Não. Brasileiros são isentos de visto para turismo por até 90 dias, podendo prorrogar por mais 90 dias, totalizando 180 dias por ano.
O que é o Check-Mig e quando devo preencher?
O Check-Mig é um formulário migratório digital obrigatório para entrada e saída da Colômbia, aplicável a todas as vias de acesso (aérea, terrestre ou fluvial). Deve ser preenchido no site oficial da Migración Colombia entre 72 horas e 1 hora antes do voo (para viajantes aéreos) ou da chegada à fronteira (para viajantes terrestres/fluviais).
Qual o valor da taxa de entrada em San Andrés?
O valor da Tarjeta de Turismo de San Andrés é ajustado anualmente por Decreto Departamental. Para 2025, o valor foi fixado em COP 146.000, conforme o Decreto 0030 de 2025 da Gobernación do Arquipélago. É crucial verificar o Decreto vigente antes do embarque, pois o valor pode ser alterado. O pagamento é feito no aeroporto antes do embarque para a ilha. Recomenda-se levar dinheiro em espécie (pesos colombianos) para esta taxa, pois o sistema de cartão no aeroporto frequentemente falha.
Preciso de vacina de febre amarela para ir a Bogotá?
Conforme diretrizes vigentes do Ministério da Saúde da Colômbia, a vacina contra Febre Amarela não é exigida para entrada na Colômbia vinda do Brasil, inclusive para Bogotá. No entanto, a vacina continua sendo mandatória para o acesso interno a Parques Nacionais (como Tayrona) e outras áreas de risco específicas. Você será barrado na entrada desses locais sem o certificado.
É preciso registrar o IMEI do celular ao usar um chip colombiano?
Sim, para estadias de turismo mais longas (próximo aos 90 ou 180 dias), se você planeja usar um chip local em seu celular, é necessário registrar o IMEI na operadora colombiana dentro de 20 a 30 dias após a ativação do serviço para evitar o bloqueio do aparelho. É importante saber que o bloqueio, se ocorrer, é irreversível para aquele aparelho na Colômbia, transformando-o em um \”peso de papel\” no país.
Há restrições alfandegárias para eletrônicos na Colômbia?
Sim, a DIAN (aduana colombiana) pode questionar e taxar viajantes que chegam com quantidades de dispositivos eletrônicos novos (como múltiplos laptops ou câmeras) que pareçam destinados à revenda, caso não sejam justificados como uso pessoal. Para Drones, a Aerocivil da Colômbia possui regras específicas, e a DIAN frequentemente os retém na entrada se não houver registro prévio ou se parecer equipamento profissional. Recomenda-se declarar itens de alto valor, em grande quantidade ou drones para evitar problemas.
