Resposta Rápida:
Atualmente, cidadãos brasileiros estão isentos de visto para a China para turismo, negócios, visitas de curta duração (não-acadêmicas) em viagens de até 30 dias. Para estadias superiores (entre 31 e 90 dias) ou múltiplas entradas, é obrigatório solicitar o visto consular (L ou M), que pode ter validade de até 10 anos. É mandatório apresentar comprovante de vacinação contra Febre Amarela e preencher a Declaração de Saúde digital (QR Code).
Visto para China: regras de isenção e critérios de entrada
Planejar uma viagem ao gigante asiático nunca foi tão acessível para os brasileiros. O cenário de imigração chinês, historicamente conhecido por sua rigidez burocrática, passou por uma transformação significativa para fomentar o turismo e os negócios internacionais. Atualmente, a grande novidade é a isenção de visto para estadias curtas, embora as regras exijam atenção aos detalhes para evitar contratempos na fronteira.
Com a implementação de políticas recentes, o Brasil entrou em uma lista seleta de nações com acesso facilitado. No entanto, compreender a diferença entre a isenção temporária, a Permissão de Trânsito Sem Visto (TWOV) e o visto consular de longa duração é fundamental para o sucesso da sua jornada ao Oriente. A seguir, detalhamos tudo o que você precisa saber sobre a entrada na China conforme a legislação vigente.
A política de isenção de visto para brasileiros
Desde 1º de junho de 2025, vigora uma política que isenta cidadãos brasileiros portadores de passaporte comum da necessidade de visto prévio para estadias curtas. É importante notar que esta isenção não se aplica a portadores de passaportes de emergência (capa azul/cinza) ou provisórios, que deverão solicitar visto consular prévio. Esta medida, válida até 31 de maio de 2026 (com possibilidade de prorrogação a ser confirmada pelas autoridades), tem como objetivo desburocratizar o fluxo de pessoas entre os dois países.
Sob esta regra, você não precisa comparecer ao consulado se a sua viagem cumprir estritamente os seguintes requisitos:
- Finalidade: Turismo, negócios comerciais, visitas familiares, trânsito ou visitas de curta duração (não-acadêmicas).
- Duração máxima: A estadia não pode exceder 30 dias ininterruptos.
- Documentação na fronteira: É mandatório apresentar passaporte com validade mínima de seis meses, comprovante de hospedagem (com nome e telefone do hotel/anfitrião em chinês, se possível, para agilizar a verificação) e passagem de saída da China confirmada dentro do prazo de 30 dias.
Atenção: A isenção dispensa a etiqueta consular no passaporte, mas não garante a entrada automática. Os oficiais da imigração chinesa mantêm a autoridade para exigir provas de recursos financeiros e o detalhamento do itinerário. A ausência desses documentos pode resultar em negativa de entrada. Importante: A isenção de 30 dias não é prorrogável dentro da China. O viajante deve sair do país antes do 30º dia para evitar problemas.
Quando o visto consular ainda é obrigatório
A isenção de 30 dias não cobre todas as situações. Existem cenários específicos onde a solicitação formal do visto junto ao CVASC (Chinese Visa Application Service Center) permanece mandatória. Tentar entrar sem o visto adequado para atividades não permitidas é uma violação grave das leis locais.
Você deve obrigatoriamente aplicar para um visto se:
- Sua estadia superar 30 dias: Para viagens mais longas, a isenção não se aplica. Nestes casos, o Visto L (Turismo) ou Visto M (Negócios) de longa duração é a opção correta. Graças ao acordo bilateral recente, estes vistos podem ter validade de até 10 anos, permitindo múltiplas entradas de até 90 dias cada.
- Trabalho (Visto Z): Qualquer atividade remunerada por uma fonte chinesa exige o Visto Z e uma Permissão de Trabalho. A isenção de turismo não permite trabalho em hipótese alguma.
- Estudos (Visto X): Cursos que excedam o período de isenção ou que exijam matrícula formal em universidades (Longa duração – X1 ou Curta – X2) requerem vistos específicos e a carta de admissão (JW201 ou JW202). Para qualquer tipo de matrícula em instituição de ensino, mesmo que de curta duração, é fortemente recomendado solicitar o visto X2 para evitar problemas na imigração.
- Jornalismo (Visto J): Profissionais de mídia em missão oficial não estão cobertos pela isenção de turismo.
O procedimento no CVASC e Taxas
Para os casos onde a isenção não se aplica, o processo é centralizado nos escritórios do CVASC em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. O requerente deve preencher o formulário COVA (China Online Visa Application) e realizar o agendamento prévio.
A presença física é necessária para a entrega de documentos e coleta de dados biométricos (impressões digitais e foto facial), uma exigência de segurança para solicitantes entre 14 e 70 anos.
É sempre recomendável verificar as informações mais recentes e agendamentos diretamente no site oficial ‘Visa For China’.
Sobre as taxas: A taxa consular de reciprocidade para o visto de 10 anos é de aproximadamente R$ 465,00 (valor sujeito a ajuste cambial mensal), acrescida da Taxa de Serviço do CVASC (obrigatória, com valor aproximado de R$ 140,00 a R$ 200,00, a ser verificada no site oficial do CVASC). Consulte a tabela vigente no dia do pagamento.
Política de Permissão de Trânsito Sem Visto (TWOV)
Além da isenção de entrada plena, a China modernizou suas políticas de Permissão de Trânsito Sem Visto (TWOV) (Transit Without Visa). Uma atualização importante expandiu o período de trânsito em regiões específicas para até 144 horas (6 dias) para brasileiros em conexão para um terceiro país.
Para utilizar o TWOV, é necessário possuir um bilhete confirmado para um terceiro destino (não pode ser um voo de volta imediata para o Brasil) e permanecer dentro da área administrativa designada (que agora abrange 24 províncias, incluindo os principais hubs como Pequim, Xangai e Guangdong). Esta é uma excelente oportunidade para realizar um “stopover” prolongado sem a necessidade de tramitação consular prévia.
Nota: Como brasileiros agora possuem isenção total de 30 dias, a regra de Permissão de Trânsito Sem Visto (TWOV) é raramente necessária, servindo apenas para casos excepcionais onde a isenção padrão não se aplique (por exemplo, trânsitos para países terceiros via rotas não cobertas pela isenção). Nota: Portadores de passaporte de emergência geralmente não são elegíveis nem para a isenção nem para o TWOV, devendo obter visto consular.
Preparação essencial: saúde e segurança
Entrar na China exige mais do que apenas o passaporte. A preparação logística é crucial para evitar transtornos sanitários e financeiros.
Vacinas e requisitos sanitários
O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra a Febre Amarela é um documento essencial para brasileiros. Como o Brasil é considerado uma área de risco para a doença, as autoridades chinesas podem exigir o comprovante da vacina (administrada há pelo menos 10 dias) no momento da chegada. A ausência do certificado pode resultar em impedimento de entrada no país ou quarentena obrigatória às custas do viajante.
Declaração de Saúde (QR Code)
Mesmo após o fim da pandemia, a China frequentemente exige que todos os viajantes preencham uma Declaração de Saúde digital antes de passar pela imigração. Este formulário gera um código QR preto (popularmente conhecido como “Black QR Code”) que deve ser apresentado na chegada. O preenchimento pode ser feito via aplicativo WeChat (mini programa “Customs Pocket Declaration”) ou através de um site web dedicado. A não apresentação deste código pode gerar atrasos significativos nas filas de imigração. É altamente recomendável preenchê-lo ainda no voo ou antes de desembarcar.
A importância do Seguro Viagem
O sistema de saúde chinês é pago e os custos para estrangeiros em hospitais internacionais são extremamente elevados. Uma simples consulta pode custar centenas de dólares. Embora o seguro não seja uma exigência legal estrita para a isenção de 30 dias, viajar sem cobertura é um erro financeiro grave.
Uma apólice robusta garante atendimento em caso de doenças súbitas, acidentes e, crucialmente, cobre repatriação sanitária, que pode custar mais de USD 50.000 em casos extremos. Não conte com a sorte do outro lado do mundo.
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Registro de Residência e Tecnologia
- Registro Policial: Todo estrangeiro deve registrar sua acomodação na polícia local em até 24 horas após a chegada. Hotéis realizam esse procedimento automaticamente, mas quem se hospeda em residências particulares ou Airbnb deve comparecer pessoalmente à delegacia local para obter o Registration Form of Temporary Residence.
- Conectividade: Prepare-se para o “Great Firewall”. Aplicativos ocidentais como WhatsApp, Instagram e Google são bloqueados. A instalação de uma VPN confiável antes do embarque é indispensável. Além disso, o dinheiro físico é raro; configure pagamentos digitais via Alipay ou WeChat Pay vinculando seu cartão de crédito internacional antes de viajar.
Considerações Importantes Adicionais
Viagens para Hong Kong e Macau
É crucial entender que a isenção de visto para a China Continental não se aplica automaticamente a Hong Kong e Macau, que são Regiões Administrativas Especiais (RAE). Sair da China Continental para visitar Hong Kong ou Macau é considerado uma saída do país. Se você planeja reentrar na China Continental após visitar uma dessas RAEs (por exemplo, para pegar seu voo de volta de Pequim), sua isenção de 30 dias será “resetada” (contada como uma nova entrada). Caso possua um visto, certifique-se de que ele permita múltiplas entradas. Brasileiros geralmente têm isenção de visto para Hong Kong (até 90 dias) e Macau (até 30 dias), mas estas são políticas separadas e independentes da China Continental.
Regras de Trânsito 72h/144h
Embora a política de 144 horas (6 dias) para trânsito esteja disponível em 2025 para passaportes brasileiros em muitos portos de entrada, ela coexiste com regras mais antigas de 72 horas em portos menores ou específicos. É fundamental confirmar se o porto de entrada em que você planeja desembarcar aceita a política de 144 horas de trânsito, consultando os requisitos específicos da sua companhia aérea e do aeroporto de conexão.
Em resumo
- Isenção de 30 dias: Válida para brasileiros a turismo, negócios, visitas familiares ou visitas de curta duração (não-acadêmicas) até 31 de maio de 2026 (com possibilidade de prorrogação a ser confirmada pelas autoridades). Não prorrogável dentro da China e não aplicável a passaportes de emergência.
- Visto de 10 anos: Necessário para estadias entre 31 e 90 dias ou múltiplas entradas longas.
- Vacina: O Certificado de Febre Amarela (CIVP) é exigido para brasileiros.
- Registro: Obrigatório registrar residência na polícia em até 24h após a chegada (hotéis fazem automaticamente).
- Conectividade: VPN e carteiras digitais (Alipay/WeChat Pay) são essenciais para o dia a dia.
- Atenção HKSAR/Macau: Sair para Hong Kong ou Macau conta como saída da China Continental, resetando a isenção de 30 dias ou exigindo visto de múltiplas entradas.
- Permissão de Trânsito Sem Visto (TWOV): Confirme a validade da política de 144h no seu porto de entrada, pois regras antigas (72h) ainda podem coexistir em alguns locais. Raramente necessária para brasileiros com isenção de 30 dias.
Conclusão
A China está mais aberta do que nunca aos brasileiros, facilitando o turismo e as trocas comerciais com políticas modernas de isenção. No entanto, a linha entre a isenção e a necessidade de um visto consular pode ser tênue, dependendo da duração e do propósito da sua viagem. Um erro de interpretação sobre a contagem dos dias ou a categoria da viagem pode custar sua entrada no país.
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Perguntas Frequentes
Brasileiros precisam de visto para a China em 2025?
Para viagens de turismo, negócios, visitas familiares ou visitas de curta duração (não-acadêmicas) de até 30 dias, brasileiros estão isentos de visto até 31 de maio de 2026 (com possibilidade de prorrogação a ser confirmada pelas autoridades). Atenção: A isenção de 30 dias e a Permissão de Trânsito Sem Visto (TWOV) não se aplicam a portadores de passaportes de emergência, que devem solicitar um visto consular formal. A isenção de 30 dias não é prorrogável dentro da China. Para estadias mais longas, o visto consular é obrigatório.
Qual a validade do visto de turismo para a China?
Se solicitado no consulado (para estadias acima de 30 dias), o visto de turismo (L) pode ter validade de até 10 anos, permitindo múltiplas entradas de até 90 dias cada.
Preciso de vacina de febre amarela para entrar na China?
Sim, a China exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra a Febre Amarela para viajantes procedentes do Brasil.
O que é o registro de residência na China?
É um procedimento obrigatório onde estrangeiros devem registrar seu endereço na polícia local em até 24 horas após a chegada. Hotéis fazem isso automaticamente.
Posso trabalhar na China com a isenção de visto?
Não. A isenção é válida apenas para turismo, negócios (reuniões), visitas e trânsito. Qualquer atividade remunerada exige um Visto de Trabalho (Z).
A isenção de visto para a China Continental vale para Hong Kong e Macau?
Não. Hong Kong e Macau são Regiões Administrativas Especiais com políticas de imigração próprias. Sair da China Continental para visitá-las é considerado uma saída do país, o que pode resetar sua isenção de 30 dias ou exigir um visto de múltiplas entradas para reentrar no continente.
