Visto para Burundi

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Brasileiros precisam de visto

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Resposta Rápida:

Brasileiros necessitam de visto para entrar no Burundi. A opção mais comum é o Visto na Chegada (Visa on Arrival), emitido no Aeroporto de Bujumbura mediante taxa de USD 70 (entrada única) ou USD 90 (múltiplas entradas) (valores sujeitos a reajuste). A fronteira terrestre com Ruanda está FECHADA desde janeiro de 2024 para trânsito geral de passageiros. É obrigatório apresentar o Certificado Internacional de Vacinação contra Febre Amarela. A Embaixada em Brasília está fechada, sendo a jurisdição transferida para Washington D.C., mas o envio de passaportes para visto consular por correio é desaconselhado devido a riscos.

Visto para Burundi: regras de entrada, taxas e fronteiras

Planejar uma viagem para o Burundi, localizado na região dos Grandes Lagos, exige atenção redobrada aos detalhes burocráticos e sanitários. Para cidadãos brasileiros, a apresentação de um visto de entrada é obrigatória. Diferente de vizinhos da Comunidade da África Oriental (EAC) que, por vezes, facilitam o trânsito, as autoridades burundianas mantêm um controle rigoroso de suas fronteiras.

Neste artigo, exploramos as vias legais para obter sua permissão, com foco na atualização das taxas e nas particularidades das fronteiras terrestres, que sofrem alterações frequentes devido ao cenário geopolítico local.

Opções de visto para brasileiros

Conforme a legislação migratória vigente, o brasileiro não possui isenção de visto. Existem, essencialmente, dois caminhos para regularizar sua entrada: solicitar o visto na chegada (o método mais comum para turismo) ou tramitar o visto consular antecipadamente.

Visto na Chegada (Visa on Arrival)

A modalidade mais prática para quem chega via aérea é o Visto na Chegada. Este serviço está disponível exclusivamente no Aeroporto Internacional Melchior Ndadaye, em Bujumbura. Ao desembarcar, o viajante deve se dirigir ao balcão do Commissariat Général des Migrations antes de passar pelo controle de passaportes.

  • Validade: Geralmente concedido para estadias de até 30 dias (1 mês).
  • Custo: A taxa é de USD 70 para entrada única (1 mês) e USD 90 para múltiplas entradas, pagável apenas em espécie. Ambos os valores estão sujeitos a reajuste.
  • Forma de Pagamento: O pagamento deve ser feito estritamente em dólares americanos em espécie. É vital que as notas sejam da série nova (emitidas a partir de 2013, com a banda azul de segurança) e estejam em perfeito estado de conservação. Notas manchadas, rasgadas ou antigas são recusadas sumariamente.

Visto Consular via Washington D.C.

É crucial notar que não há Embaixada do Burundi operante no Brasil. A missão diplomática em Brasília encerrou suas atividades. Por jurisdição, os brasileiros que necessitam de um visto consular (por exemplo, para missões diplomáticas, jornalismo, ONGs ou estadias de longa duração) devem recorrer à Embaixada da República do Burundi em Washington, D.C., nos Estados Unidos.

ALERTA IMPORTANTE: Para residentes no Brasil, o envio internacional de passaporte original para os EUA para fins de visto consular é altamente desaconselhado. A Alfândega dos EUA (CBP) frequentemente retém ou devolve documentos de identidade estrangeiros enviados sem trâmite diplomático oficial, resultando em risco extremo de extravio ou apreensão do passaporte. Além disso, a emissão de instrumentos bancários aceitos nos EUA (como Money Orders) é praticamente impossível para pessoas físicas no Brasil.

Para a grande maioria dos brasileiros, especialmente turistas, o Visto na Chegada (VOA) é a única opção segura e viável para entrada no Burundi, evitando esses riscos logísticos e burocráticos.

Documentação obrigatória para entrada

Independentemente da via escolhida, o oficial de imigração solicitará a seguinte documentação básica:

  • Passaporte: Com validade mínima de 6 meses a partir da data de entrada.
  • Certificado Internacional de Vacinação (CIVP): Comprovando a vacinação contra Febre Amarela.
  • Bilhete Aéreo de Retorno: Confirmado, provando que você deixará o país.
  • Comprovante de Hospedagem: Reserva de hotel impressa ou Carta Convite legalizada (se ficar em residência particular).
  • Comprovação de Fundos: O viajante pode ser questionado sobre sua capacidade financeira para custear a viagem.

Formulário Digital de Entrada e Autorizações

Todos os passageiros chegando ou partindo pelo Aeroporto Internacional Melchior Ndadaye devem preencher o Formulário de Entrada/Saída Digital (Passenger Locator Form). Recomenda-se preenchê-lo online antes do embarque ou na chegada para evitar atrasos na imigração.

Para viagens de negócios ou missões específicas, é altamente recomendável, mesmo para quem utilizará o Visto na Chegada, que a carta convite seja enviada previamente para o Commissariat Général des Migrations por e-mail. A obtenção de uma ‘Autorização de Embarque’ (Mise à la terre) pode garantir que a companhia aérea não barre o passageiro na origem por precaução, agilizando também o processo imigratório na chegada.

Saúde: vacinas e alertas sanitários

O Burundi segue rigorosamente os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS). A ausência do CIVP (Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia) contra a Febre Amarela resulta na deportação imediata ou vacinação forçada no aeroporto (sob custo elevado).

Malária e Pólio

  • Malária: O risco é alto em todo o país. O uso de profilaxia (medicamento preventivo) prescrito por um médico do viajante é altamente recomendado, além de repelentes com icaridina.
  • Poliomielite: Embora nem sempre solicitado a todos, viajantes procedentes de países com circulação de poliovírus ou que planejam estadias superiores a 4 semanas podem ser solicitados a apresentar comprovante de vacinação contra Pólio. Recomenda-se ter a vacina em dia no seu CIVP por precaução.

Atenção crítica: fronteiras terrestres com Ruanda

Um ponto de alerta máximo para viajantes terrestres (overlanders) na África Oriental é a fronteira entre Burundi e Ruanda. Devido a tensões diplomáticas cíclicas e acusações mútuas sobre segurança, as fronteiras terrestres (como os postos de Nemba e Ruhwa) passam por períodos de fechamento total ou restrições severas.

A fronteira terrestre com Ruanda encontra-se FECHADA por determinação do governo do Burundi desde janeiro de 2024, permanecendo assim para trânsito geral de passageiros devido a tensões políticas. A travessia terrestre é impossível para turistas ou visitantes comuns. Se você precisa ir de Kigali a Bujumbura (ou vice-versa), a rota aérea é a única opção segura e garantida. As fronteiras com a Tanzânia (Kobero) e República Democrática do Congo (Gatumba) permanecem abertas, embora a fronteira com a RDC exija cautela extrema devido à instabilidade na região do Kivu do Sul.

A importância do seguro viagem para o Burundi

Embora não seja uma exigência documental explícita para a emissão do visto na chegada, entrar no Burundi sem seguro viagem é um erro estratégico grave. O sistema de saúde público enfrenta desafios estruturais severos e os poucos hospitais privados em Bujumbura operam com custos elevados em dólares, exigindo pagamento imediato antes do atendimento.

Em eventualidades médicas complexas, como acidentes de trânsito ou casos graves de malária, a estrutura local pode não ser suficiente, tornando mandatória uma evacuação médica aérea (Air Ambulance) para centros maiores como Nairóbi ou Joanesburgo. Sem um seguro com cobertura robusta para repatriação sanitária, esses custos podem ultrapassar dezenas de milhares de dólares.

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Estudo de caso: a viagem técnica de Roberto

Para ilustrar a aplicação destas regras, analisemos o caso de Roberto, engenheiro agrônomo brasileiro contratado para uma consultoria de 3 semanas em Gitega. Inicialmente, ele planejava viajar apenas com a reserva do hotel e tentar o visto na chegada.

Ao consultar a Mundial Vistos, nossa equipe identificou um risco: a natureza da viagem era técnica/negócios, não turismo puro. Entrar com visto de turista poderia gerar problemas caso ele precisasse visitar órgãos governamentais. A Mundial Vistos orientou Roberto a obter uma Carta Convite Oficial da organização contratante no Burundi. Embora ele tenha optado pelo Visto na Chegada pela agilidade, ele viajou munido da carta, das vacinas corretas e dos dólares da série nova. No aeroporto, a carta permitiu que o oficial emitisse a categoria correta de visto, evitando multas ou questionamentos sobre suas atividades em campo.

Em resumo

  • Visto Obrigatório: Brasileiros precisam de visto; o Visto na Chegada (aeroporto) custa USD 70 para entrada única e USD 90 para múltiplas entradas (valores sujeitos a reajuste).
  • Embaixada: Não há representação no Brasil; trâmites consulares antecipados são feitos via Washington D.C., mas são desaconselhados para residentes no Brasil devido a riscos.
  • Fronteira com Ruanda: FECHADA unilateralmente desde janeiro de 2024; travessia terrestre impossível. Prefira via aérea.
  • Saúde: Febre Amarela é obrigatória; Malária requer prevenção rigorosa.
  • Moeda: Leve dólares em espécie, notas novas (pós-2013) e impecáveis.

Conclusão

O Burundi é um destino que recompensa os viajantes preparados, mas pune a improvisação. A ausência de embaixada em solo brasileiro e as dinâmicas complexas das fronteiras exigem informação de qualidade e suporte especializado.

A Mundial Vistos atua como sua parceira estratégica nesta jornada. Podemos auxiliar na análise da sua documentação, na orientação para a obtenção da carta convite correta e, para casos excepcionais que realmente exijam visto consular e não possam utilizar o Visto na Chegada, orientamos sobre os riscos e os procedimentos mais seguros possíveis, dadas as complexidades do envio internacional de passaportes. Garanta que sua entrada no Burundi seja tranquila: entre em contato com nossos especialistas hoje mesmo.

Perguntas Frequentes

Brasileiros precisam de visto para o Burundi?

Sim, cidadãos brasileiros precisam de visto. Ele pode ser obtido na chegada ao Aeroporto Internacional Melchior Ndadaye ou antecipadamente via Embaixada em Washington D.C., embora o envio de passaporte por correio seja desaconselhado devido a riscos.

Quanto custa o visto para o Burundi?

A taxa para o Visto na Chegada é de USD 70 para entrada única (1 mês) e USD 90 para múltiplas entradas (valores sujeitos a reajuste). O pagamento deve ser feito em espécie, com notas de dólar novas.

Quais vacinas são obrigatórias para entrar no Burundi?

A vacina contra Febre Amarela é obrigatória e o Certificado Internacional (CIVP) é exigido na entrada. Recomenda-se também profilaxia contra Malária.

Existe embaixada do Burundi no Brasil?

Não. A Embaixada do Burundi em Brasília encerrou suas atividades. A representação diplomática responsável pelos vistos de brasileiros fica em Washington D.C., nos EUA, mas o envio de passaporte físico para visto consular é altamente arriscado.

A fronteira entre Burundi e Ruanda está aberta?

Não, a fronteira terrestre entre Burundi e Ruanda encontra-se FECHADA por determinação do governo do Burundi desde janeiro de 2024 e permanece assim para trânsito geral de passageiros. A travessia terrestre é impossível; a única opção para deslocamento entre os países é via aérea.

Dicas e Atrações Turísticas

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Como se preparar para a sua viagem internacional.

É fundamental planejar sua viagem internacional com máxima antecedência para garantir uma experiência tranquila e sem contratempos. Certifique-se de estar a par das exigências vitais e dos documentos necessários para o seu destino. Dependendo do país, pode ser imprescindível apresentar certificados de vacinação atualizados, um seguro de viagem internacional robusto, e outros requisitos essenciais. Lembre-se, as regulamentações são dinâmicas e podem sofrer alterações inesperadas.
Portanto, manter-se informado é mais do que uma recomendação — é uma necessidade.

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As informações da página possuem caráter informativo e não devem ser consideradas como um conselho legal, passam por refinamento de inteligência artificial, podendo apresentar erros: consulte sempre as fontes oficiais. Cada país possui soberania e altera regras sem aviso. Busque o apoio de profissionais com experiência para obter dados atualizados.

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